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Os preços do açúcar caíram nesta reta final da semana depois de ganhos importantes nos últimos dias.

Publicado em 10/05/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO
A Bolsa de Chicago (CBOT) abriu o último dia da semana passada subindo para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 5,75 e 11,75 pontos por volta das 08h56 (horário de Brasília).

O vencimento maio/21 era cotado à US$ 7,65 com alta de 5,75 pontos, o julho/21 valia US$ 7,26 com elevação de 7,25 pontos, o setembro/21 era negociado por US$ 6,53 com ganho de 7,50 pontos e o dezembro/21 tinha valor de US$ 6,36 com valorização de 10,50 pontos.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os grãos continuaram a marchar em alta no comércio da madrugada em meio a contínuas preocupações climáticas globais.

miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR US$/MT
MAY 2021 762 -10,75 300,00
jul/21 724,25 -8 285,14
SEP 2021 643,25 -11,5 253,25
DEC 2021 622,5 -14 245,08
Última atualização: 07:56 (10/05) Preço $/MT sem premio 

A publicação destaca que, o clima seco no Brasil deve persistir, ameaçando ainda mais a safrinha de milho no país. “O clima cada vez mais seco em grande parte do cinturão do milho safrinha na próxima semana manterá uma secura e estresse significativos”, disse Donald Keeney, meteorologista agrícola da Maxar.

Já nos Estados Unidos, o clima seco nas planícies do norte está ameaçando o milho recém-plantado, já que pouca ou nenhuma chuva caiu em partes de Dakota do Norte, Dakota do Sul e Minnesota nas últimas semanas, de acordo com mapas do Serviço Meteorológico Nacional.

A Bolsa de Chicago (CBOT) oscilou ao longo do dia e fechou a sexta-feira subindo para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 9,25 e 13,50 pontos ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à US$ 7,72 com elevação de 13,25 pontos, o julho/21 valeu US$ 7,32 com valorização de 13,50 pontos, o setembro/21 foi negociado por US$ 6,54 com alta de 9,25 pontos e o dezembro/21 teve valor de US$ 6,36 com ganho de 11,00 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 1,71% para o maio/21, de 1,95% para o julho/21, de 1,40% para o setembro/21 e de 1,76% para o dezembro/21. 

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam valorizações de 4,32% para o maio/21, de 8,77% para o julho/21, de 10,47% para o setembro/21 e de 12,97% para o dezembro/21 na comparação com a última sexta-feira (30). 

Segundo informações do site internacional Blog Price Group, o milho fechou em alta porque o mercado demonstrou mais preocupação com a produção da safrinha de milho no Brasil e isso superou a força de outros pontos negativos que influenciaram as movimentações ao longo dia.

“O relatório semanal de vendas de exportação foi considerado fraco e os spreads de transporte foram mais fracos. As regiões do oeste do meio-oeste dos Estados Unidos tiveram safras plantadas com rapidez e as condições gerais de plantio devem ser bastante boas durante a próxima semana”, aponta o analista de mercado do Blog Price Group, Jack Scoville.

Ainda nesta sexta-feira, o O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou novas vendas de milho nesta sexta-feira (7) para a China e demais destinos. No total, foram 1,548,468 milhão de toneladas.  As vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou maior do que 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento. 

Do volume todo, 1,360 milhão de toneladas do cereal da safra 2021/22  foram compradas pela China. Mais 188,468 mil toneladas foram para destinos não revelados, sendo 86,868 mil toneladas da safra velha e 101,6 mil toneladas da safra nova. 

Bob Linneman, Kluis Advisors, diz que os participantes do mercado ainda estão tentando descobrir que nível de preço sufoca a demanda. “As altas adicionaram números aos valores do milho da nova safra nos últimos sete pregões. Quanto mais podemos subir antes que a demanda seja realmente sufocada?”.

Levantamento semanal divulgado pelo Ministério da Agroindústria da Argentina indicou que a colheita de milho da safra 2020/21 do país atingia 32% da área total prevista de 9,350 milhões de hectares até nesta quinta-feira, 6.

O Ministério revisou o dado de colheita da última semana de 28% para 29% da área. No mesmo período do ano passado, a ceifa estava finalizada em 41% dos 9,504 milhões de hectares cultivados na temporada 2019/2020.

Começando nos mercados asiáticos nesta 2. feira, os futuros do milho na bolsa chinesa de Dalian recuaram para CNY 2.801/t (US$ 435,20/t) para maio. Começando nos mercados asiáticos, os futuros do milho na bolsa chinesa de  Dalian recuaram para CNY 2.801/t (US$ 435,20/t) para maio.

As  exportações  de  milho  da  Ucrânia  para  a  campanha de  comercialização  de  2020/21  alcançaram  quase  19,4 milhões  de  toneladas,  após  outras  258.000  toneladas terem saído na semana até 7 de maio. Isso representa uma redução de 28% com relação ao ano anterior e deixa 4,6 milhões de toneladas métricas, ou 657 mil toneladas por semana, para exportação até 30 de junho sob uma cota acordada entre o governo e os comerciantes. 

Além disso, dados semanais do ministério da agricultura mostraram que o plantio de milho avançou 26 pontos percentuais em uma semana para 46% concluído, o equivalente a 2,4 milhões de ha dos 5,3 milhões de ha planejados. O mercado de milho da Ucrânia estava incerto na sexta-feira, uma vez que havia uma falta de ofertas FOB, com ideias raras de US$ 293/t FOB HIPP e até US$ 303/t. Do lado dos compradores, nada firme foi ouvido sobre FOB, mas os traders disseram que há ofertas em torno de US$ 313/t CFR Egito para maio- junho. As  indicações  de  oferta  de  nova  safra  estavam  com prêmio de 115-120 centavos em relação ao contrato de dezembro. 

Enquanto isso, as bases de Up River da Argentina afundaram ainda mais em um desconto, já que as ofertas para junho chegaram a menos 5 centavos em relação ao contrato de julho. Finalmente,  as  ofertas  de  barcaças  do  Golfo  dos  EUA continuaram  firmes  ao  longo  da  nova  curva  de  safra  - embora  os  números  imediatos  de  carregamento  em junho  tenham  caído  marginalmente, já que as ofertas ficaram abaixo do nível de 100 centavos. 

miho  
       
  B3 (Bolsa)   US$/MT
mai/21 102,6 0,00% 326,96
jul/21 103,62 0,00% 330,21
set/21 100,35 0,00% 319,79
nov/21 100,95 0,00% 321,70
Última atualização: 08:00 (10/05) Preço $/MT sem premio 

A sexta-feira (07) começa com os preços futuros do milho buscando retomar a caminhada altista na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,43% e 0,93% por volta das 09h14 (horário de Brasília).

O vencimento maio/21 era cotado à R$ 102,83 com elevação de 0,43%, o julho/21 valia R$ 103,90 com ganho de 0,68%, o setembro/21 era negociado por R$ 101,01 com alta de 0,70% e o novembro/21 tinha valor de R$ 101,85 com valorização de 0,93%.

Os preços futuros do milho se movimentaram pouco nesta sexta-feira na Bolsa Brasileira (B3) e fecharam a semana próximos da estabilidade. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,04% e 0,41% ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à R$ 102,60 com elevação de 0,21%, o julho/21 valeu R$ 103,62 com valorização de 0,41%, o setembro/21 foi negociado por R$ 100,35 com alta de 0,04% e o novembro/21 teve valor de R$ 100,95 com ganho de 0,04%.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam quedas de 0,77% para o maio/21, de 0,40% para o julho/21, de 1,90% para o setembro/21 e de 1,85% para o novembro/21 na comparação com a última sexta-feira (23). 

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 liquidou posições com a proximidade do fechamento do contrato maio/21 e dá sinais de que os preços não conseguem ir muito mais à frente.

“O pessoal está repassando valores no ovo e no leite, mas mesmo com essas altas não conseguem pagar mais do que o mercado já está pagando no milho. Esses patamares entre R4 100,00 e R$ 105,00 interno está batendo no teto”.

Brandalizze destaca também que os principais compradores estão de olho na safrinha que vai ter colheita começando em algumas semanas e devem esperar o avanço dos trabalhos para se posicionar mais à frente. “O mercado não consegue sair do lugar, estamos vendo esse patamar na B3 de R$ 102,00 ou R$ 103,00 e não muda nada

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$ US$/MT
07/05/2021 101,56 0,65% 1,80% 19,45 323,65
06/05/2021 100,9 0,66% 1,14% 19,11 321,54
05/05/2021 100,24 0,45% 0,48% 18,68 319,44
04/05/2021 99,79 -0,05% 0,03% 18,37 318,01
03/05/2021 99,84 0,08% 0,08% 18,41 Preço $/MT sem premio 

Sem sinal de melhora da oferta, o milho disponível em Campinas/SP permanece negociado no nível de R$ 100 por saca. O dólar recuando para os R$ 5,27 colaborou com o recuo das cotações do cereal na B3, o contrato com vencimento em setembro/21 desvalorizou 1,31% no dia encerrando o pregão à R$ 100,28 por saca.

O mercado de milho do Rio Grande do Sul tem possibilidade de geada e negócios parados, de acordo com informações obtidas pela equipe do Grupo SAG-KK. Os modelos meteorológicos que já indicavam a chegada de uma nova massa de ar frio no estado gaúcho, hoje chamam a atenção para a possibilidade de geada em várias regiões do Rio Grande do Sul. O Inmet, através de suas previsões, indica mínimas entre 4 e 6 graus, que podem chegar a até 0 (zero). A tão aguardada chuva também chegou ao Estado desde a noite de ontem, em acumulados de 20mm até 50mm, e deve continuar em várias localidades.

No mercado de milho, um ritmo lento segue as negociações, à medida que produtores, em sua maior parte capitalizados, dispõem seus lotes a partir de R$ 105,00 a saca. Entre os compradores, há uma indisposição em fazer maiores indicações, que permanecem entre R$ 98,00 a R$ 101,00. Indicações a R$ 101,00 com entrega CIF no maio (anterior R$ 98,00); Tapejara a R$ 99,00 (anterior R$ 97,00). Nenhum negócio realizado foi reportado até o momento.

Em Santa Catarina, o estado investirá R$ 5 milhões para incentivar culturas de inverno. No mercado, um ritmo ainda lento, onde compradores buscam alternativas aos preços altos que se estabeleceram ao longo das últimas semanas. As menores ofertas de milho se encontram a patamares de R$ 102,00 mais impostos, mas mesmo estas são escassas, e o “preço mágico” do produtor é de R$ 110,00 a saca. Indicações no meio oeste beiram os R$ 100,00 mais impostos, e em demais localidades, chegam a R$ 105,00 no diferido, sem negócios reportados.

No Norte do Paraná, 5 mil toneladas foram negociadas a R$ 107,00 e são esperadas massa de ar frio e chuvas para hoje. Na comercialização, os principais movimentos vieram do norte central, norte pioneiro e oeste, onde fábricas garantiram seus lotes pontualmente entre cooperativas e cerealistas da região. Ao menos 5 mil toneladas foram negociadas entre um cerealista e uma fábrica do norte, ao preço de R$ 107,00 a saca.

A sexta-feira (07) chega ao final com os preços do milho elevados no mercado físico brasileiro. Foram percebidas desvalorizações apenas na praça de Primavera do Leste/MT (1,16% e preço de R$ 85,00).

Já as valorizações apareceram em Maracaju/MS e Campo Grande/MS (1,04% e preço de R$ 97,00), Amambaí/MS (1,06% e preço de R$ 95,00), Não-Me-Toque/RS (1,11% e preço de R$ 91,00), Campinas/SP (2,94% e preço de R$ 105,00), Itapetininga/SP (3% e preço de R$ 103,00) e Brasília/DF (4,71% e preço de R$ 89,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “no mercado físico, poucos negócios com compradores e vendedores distantes. O destaque desta semana foi o encurtamento entre a paridade do milho brasileiro e dos EUA. A sinalização de que os juros subam na mesma proporção na próxima reunião do Copom em agosto também ancora as expectativas adiante”.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a Emater aponta que o preço médio do milho aumentou, passando de R$ 85,67 para R$ 90,17/sc, incremento de 5,25%. O preço do produto disponível em Cruz Alta, por exemplo, se manteve em R$ 98,00/sc. 

Enquanto isso, 84% das lavouras de milho do estado já foram colhidas. A colheita já estava finalizada em 85% das áreas e em 80% na média dos últimos anos cinco.

 

SOYBEAN - SOJA

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira, 7, com  preços em forte alta, elevando a valorização semanal. O cenário fundamental colocou o mercado nos melhores níveis  desde outubro de 2020, com a posição julho se aproximando da casa de US$ 16.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 20,25 centavos de dólar por libra-peso ou 1,29% a US$ 15,89 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 15,47 por bushel, com ganho de 21,75 centavos ou 1,43%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo subiu US$ 14,50 ou 3,39% a US$ 441,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 64,48 centavos de dólar, ganho de 0,13 centavo ou 0,2%.

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
MAY 2021 16,15 -6  
jul/21 15,83 -6,5  
SEP 2021 14,60 -7,75  
nov/21 14,21 -12  
Última atualização: 07:58 (10/05)

Segundo a Safras & Mercado, o aperto nos estoques globais e a aquecida demanda internamente nos Estados Unidos e também no mercado  exportador impulsionaram as cotações. O desempenho se estende aos subprodutos. Além disso, há preocupação com o desenvolvimento inicial das lavouras americanas, com a previsão de clima seco e baixas temperaturas.

Os agentes também começam a posicionar as carteiras à espera do tão aguardado relatório de maio do USDA, que será divulgado na quarta, dia 12, às 13hs. O Departamento vai divulgar as suas primeiras estimativas de oferta e demanda de soja americana para a temporada 2021/22. O mercado aposta em números de produção e estoques acima dos obtidos em 2020/21.

Os preços da soja registram leves baixas no pregão desta segunda-feira (10) na Bolsa de Chicago, depois de altas de 3% na semana anterior. Perto de 7h35 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 3,75 e 11 pontos nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 15,83 e o novembro a US$ 14,22 por bushel. 

De acordo com analistas e consultores, o mercado realiza lucros neste início de semana depois de um final de semana menos frio do que o esperado. A tendência é de que o tempo siga mais frio do que o comum para este período do ano pelo menos até quarta-feira (12). 

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
abr/21 -20
mai/21 -15
jun/21 0
fev/22 25
Última atualização: 10/05/2021

Na sequência, de acordo com os mapas atualizados, as temperaturas deverão se mostrar mais amenas e as chuvas deverão se intensificar em regiões importantes, condições que também sinalizam uma possibilidade de correção dos preços na CBOT. 

Os mapas abaixo mostram as condições esperadas para o período de 15 a 19 de maio, na primeira imagem temperaturas acima da média e, na sequência, chuvas também acima em regiões importantes e necessárias, como as Dakotas, Iowa, Minnesota e Wisconsin. 

Já o próximo mapa mostra as chuvas previstas para o intervalo de 10 a 15 de maio, com os maiores volumes ainda sendo esperados na região sudeste dos EUA, mas ainda assim pegando partes de Illinois, Iowa e Minnesota. Nestes estados, porém, o que se espera são volumes de 2,56 a 6,4 mm apenas. 

As importações de soja pela China em abril aumentaram 11% em relação ao mesmo mês do ano anterior, impulsionadas pela chegada de algumas cargas brasileiras atrasadas, mostraram dados alfandegários nesta sexta-feira.

A China, maior importador mundial de soja, desembarcou 7,45 milhões de toneladas da oleaginosa em abril, ante 6,71 milhões de toneladas um ano antes, segundo a Administração Geral de Alfândegas.

"Foi um número bastante forte devido aos atrasos que vimos no Brasil este ano", disse Darin Friedrichs, analista sênior da StoneX, após a divulgação dos dados.

"As importações de maio devem ser ainda mais fortes, já que o pico dos embarques do Brasil deve estar chegando agora."

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 587,90   10/mai
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 565,68   10/mai
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 560,87   10/mai
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 176 por saca  

O Brasil exportou um volume mensal recorde de soja em abril, de mais de 17 milhões de toneladas, segundo dados do governo brasileiro.

Os processadores chineses aumentaram as compras de soja dos principais exportadores do Brasil e dos Estados Unidos nos primeiros meses de 2021, esperando uma demanda maior à medida que o rebanho suíno do país se recupera.

As chuvas no Brasil, no entanto, atrasaram a colheita e exportação de sua soja, resultando em uma queda acentuada nos embarques para a China em março. Os importadores se voltaram para os Estados Unidos para preencher a lacuna.

Os embarques brasileiros devem aumentar e dominar o mercado chinês de abril até o final do ano, disseram traders e analistas.

"As importações de abril ficaram abaixo das expectativas do mercado, já que atrasos no Brasil ainda afetaram as chegadas no mês", disse Zou Honglin, analista do site de comércio Myagric.com.

Nos primeiros quatro meses do ano, a China trouxe 28,63 milhões de toneladas de soja, um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados.

As margens de esmagamento da soja caíram para território negativo no final de março, quando um novo surto de peste suína africana e o aumento do uso de trigo na ração prejudicaram o apetite por farelo de soja.

As margens melhoraram nas últimas semanas, à medida que a demanda se recuperou, embora permaneçam contidas pelo aumento nos preços internacionais da soja.

"Esperava-se que a demanda (em abril) aumentasse em 10-15% em relação a março, principalmente da suinocultura", disse um gerente de uma processadora no sul da China, falando antes da divulgação dos dados.

"Mas ainda estamos perdendo dinheiro (esmagando a soja)", pois o preço da matéria-prima está muito alto, disse o gerente, que não quis ser identificado por não ter autorização para falar com a mídia.

A China também trouxe 3,8 milhões de toneladas de óleos vegetais durante o período janeiro-abril, um aumento de 47,4% em relação ao ano anterior, mostraram dados alfandegários.

  soja US$ 5,23
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
jul/21 34,96 182,84 0,00%
   
Última atualização: 08:00 (10/05)  

Os temores de que a soja possa estar perdendo área plantada nos Estados Unidos para o milho e o trigo podem estar por trás dos futuros da oleaginosa em alta, disseram fontes do mercado para a a equipe do Grupo SAG-KK. Nesse cenário, as vendas líquidas de feijão ficaram dentro das expectativas do mercado em 165.300 toneladas para  a semana encerrada em 29 de abril, queda de 44% em relação à semana anterior de acordo com  o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). 

Na origem, a base brasileira subiu apesar do segundo dia consecutivo de fortes ganhos do real brasileiro em relação ao dólar norte-americano, bem como dos futuros da CBOT em alta. No mercado de papel de Paranaguá, os prêmios de junho e julho foram avaliados 5 c/bu mais no dia a menos 20 c/bu e menos 3 c/bu sobre o julho futuro, respectivamente. Os embarques de junho foram avaliados em US$ 568,00/t, US$ 8,75/t a mais no dia, impulsionados pelo aumento da CBOT e pela alta.

No mercado FOB da Argentina, os prêmios permaneceram estáveis no dia, com os contratos de junho avaliados em menos 36 c/bu sobre os futuros de julho, equivalendo a $562,25/t, enquanto no CIF dos EUA a base barcaça caiu 1-3 c/bu no dia com embarques de junho avaliados em  97 c/bu sobre os futuros de julho, equivalente a $ 611,00/t. 

Na frente do CFR, a atividade comercial no mercado de soja  chinês  estava  quieta,  uma  vez  que  voltou  na quinta-feira, após um intervalo de cinco dias do Dia do Trabalho. Os  futuros da soja CBOT subiram mais alto esta semana, enquanto os prêmios CFR permaneceram praticamente estáveis, impactando negativamente as margens de esmagamento e mantendo a demanda chinesa por soja silenciada.

O mercado da soja no estado do Rio Grande do Sul segue bastante volátil com oscilações para cima na bolsa de Chicago e para baixo no dólar, os prêmios também contaram com novas quedas, assim como os futuros mais próximos.

Futuro de junho foi cotado a R$180,00, já o futuro de final de julho ficou em R$182,00 e por fim o futuro de Agosto à R$184,00, o único que de fato sofreu quedas foi o mais próximo, futuro de junho que inciou o dia seguindo o valor de quinta-feira, ou seja,  1,37% mais baixo do que a indicação anterior. 

Em Santa Catarina, os preços caem um pouco, com 1.000 toneladas negociadas. A soja catarinense finalmente andou um pouco a bons valores, os preços contaram com uma leve queda,no entanto isso não os colocou em patamar de baixo, as 1.000 toneladas vendidas foram negociadas a R$179,50, valor em que fechou os preços de maio no porto de São Francisco do Sul, os valores de junho fecharam R$1,00 mais caros, a R$180,50. 

No Paraná foi visto outro dia sem negócios, com preços parados. Com os valores altos a R$180,00 FOB, para pagamento no final de maio no porto de Paranaguá, compradores que esperam uma diminuição nos preços não buscam comprar, mas mais relevante do que isso é que vendedores que esperam valores ainda mais altos também não buscam vender. Esse cenário de inconstâncias no mercado de soja tem afetado muito os negócios,todos estão na defensiva e devem  assim  permanecer  até  que  seja  necessário comprar  ou  até  o  segundo  semestre  onde  os  preços devem voltar a subir.

O Brasil é uma potência mundial da soja e nesta safra espera mais um recorde na produção, superando as 135 milhões de toneladas. A exportação da soja bateu novo recorde no mês de abril quando foram vendidas 17,3 milhões de toneladas da oleaginosa, correspondendo a 27,1% do total das exportações brasileiras do mês, segundo dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex). Comparado ao mesmo mês do ano passado, o aumento das vendas foi de 17%.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
07/05/2021 177,51 -0,56% -1,23% 33,99
06/05/2021 178,51 -1,03% -0,67% 33,8
05/05/2021 180,37 -0,12% 0,36% 33,61
04/05/2021 180,59 1,96% 0,48% 33,24
03/05/2021 177,12 -1,45% -1,45% 32,67

De acordo com os últimos levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a previsão é fechar o ano com 85,6 milhões toneladas de soja exportadas, batendo recorde do ano de 2018 que foram de 83,2 milhões de toneladas.

Novos mercados se abrem diante deste potencial. Um estudo realizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB) e divulgado no início de maio deste ano, demonstrou a expectativa de alta nos embarques da soja brasileira rumo aos países árabes. Boa parte segue para produção de ração animal, visto que os países árabes vêm avançando na produção de proteína animal, destacando-se a criação de bovinos na Arábia Saudita, Catar, Omã e Tunísia.

As exportações para o Oriente Médio, no primeiro trimestre deste ano, resultaram em US$ 157 milhões em receitas, sendo a Arábia Saudita e Irã os países que mais importaram. O avanço da vacinação contra a Covid-19 nno bloco representa um fator de alavancagem às exportações do Brasil para a região, à medida que a redução no número de casos viabiliza o fortalecimento da atividade econômica.

De acordo com Omar Chahine, gerente de Relações Internacionais da Cdial Halal, para que a expansão do mercado seja possível, as indústrias e produtores brasileiros precisam se adaptar às exigências da jurisprudência islâmica, ou seja, os produtos precisam ter a certificação halal. “Além de ser reconhecido mundialmente como selo que atesta Boas Práticas de Fabricação, segurança e de qualidade, a certificação halal tem sido solicitada, inclusive, por países que não são árabes e nem muçulmanos, como o Japão, China e Canadá”, comenta.


SUGAR - AÇUCAR
 

July NY world sugar 11 (SBN21) on Friday closed down -0.06 (-0.34%), and Aug London white sugar 5 (SWQ21) closed up +1.80 (+0.39%) at $464,70.

Sugar prices on Friday settled mixed on consolidation after recent gains.  July NY sugar rallied to a contract high Thursday on concern the dry conditions in Brazil will curb sugar yields.  Maxar on Thursday said that Brazil&39;s Center-South, the country&39;s largest sugar-growing region, is expected to see dry weather through May 9 with little rain over the next ten days.  Last Thursday, Czarnikow said rain in Brazil&39;s Center-South region October thru March was 36% below average, the biggest drought in more than a decade.

São Paulo, which makes up 68% of Brazil&39;s total cane production, has seen the driest weather in 20 years in five of the six months through March, and yield losses could be as high as 20% in some areas, according to Somar.  Also, Wilmar International on April 19 said that because of prolonged dryness, Brazil&39;s 2021/22 cane crop "may barely reach" 530 MMT, down -12% y/y and the lowest in a decade.

US$/MT
403,90
Preço $/MT sem premio 

A rally in the Brazilian real on Friday is supportive of sugar prices.  The real rose +0.96% Friday to a 3-3/4 month high against the dollar.  The stronger real discourages export selling by Brazil&39;s sugar producers.

Last Tuesday&39;s data Unica was bullish for sugar prices since it showed 2021/22 Center-South sugar production (Apr/Nov) was down -35.75% y/y in the first half of April to 624 MT.  The percentage of cane used for sugar fell to 38.55% in 2021/22 40.15% in 2020/21.

A bearish factor for sugar is increased sugar production in India.  The Indian Sugar Mills Association reported Monday that India&39;s sugar output during Oct 1-Apr 30 rose +16% y/y to 29.92 MMT 25.81 MMT a year earlier due to a bumper crop and increased cane crushing.  The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT.

Sugar has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter.  The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported March 17 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Mar 15 fell -8.2% y/y to 7.5 MMT.

US$/MT
464,70
Preço $/MT sem premio 

Big Picture Sugar Market Factors:  World sugar production in 2020/21 (Apr/Mar) climbed +0.9% y/y to 171.1 MMT after falling -8.4% in 2019/20 to 169.6 MMT (ISO).  The world sugar deficit in 2020/21 widened to a -4.8 MMT deficit a +900,000 MT surplus in 2019/20 (ISO).  Sugar production by Brazil, the world&39;s largest sugar producer, in 2020/21 (Apr/Mar) climbed by +32% y/y to 39.3 MMT 29.8 MMT in 2019/20, as millers diverted 46.4% of cane juice to produce sugar (up 34.9% in 2019/20) due to the weak outlook for ethanol demand and prices (Conab).  Sugar production by India, the world&39;s second-largest sugar producer, climbed +13% y/y to 31 MMT in 2020/21 due to a good monsoon season (India&39;s Sugar Mills Association).

As cotações futuras do açúcar encerraram a semana com alta acumulada de mais de 2,50% na Bolsa de Nova York, apesar de oscilações mistas durante a sessão desta sexta-feira (07). O suporte acompanhou as preocupações com a safra brasileira, com impacto na oferta, apesar de ajustes técnicos.

O principal vencimento do açúcar na Bolsa de Nova York teve desvalorização de 0,34%, cotado US$ 17,49 c/lb, com máxima de 17,69 c/lb e mínima de 17,55 c/lb. Os outros vencimentos oscilaram entre ganhos e perdas. O tipo branco em Londres registrou alta de 0,39%, negociado a US$ 464,70  a tonelada.

Na semana, as cotações do açúcar em Nova York acumularam alta de 2,58%.

"Os players do mercado de açúcar entraram em consenso de que a safra 2021/22 será menor do que a safra 2020/21, tanto em cana de açúcar quanto em produção de açúcar de fato. A incerteza agora gira em torno do quanto a seca 2020 e as chuvas abaixo da média em 2021 impactarão na produtividade final da cana", disse em relatório o Itaú BBA.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
07/05/2021 114,22 0,41% 1,19% 21,87  
06/05/2021 113,75 -0,65% 0,77% 21,54  
05/05/2021 114,49 0,89% 1,43% 21,34  
04/05/2021 113,48 -0,02% 0,53% 20,89  
03/05/2021 113,5 0,55% 0,55% 20,93  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 113,89      
  valor saco $ 21,78      
  valor ton $ 435,52  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
US$/MT
436,79
434,99
437,82
433,96
Preço $/MT sem premio 

Algumas áreas produtoras de cana no Centro-Sul do Brasil enfrentam a pior seca em 40 anos, segundo análises recentes da Somar Meteorologia. Além disso, a previsão do tempo para as áreas de lavouras do Centro-Sul do Brasil não mostram muita mudança de tempo.

Do lado da demanda, também houve atenção do mercado nos últimos dias para um comerciante chinês pouco conhecido que comprou açúcar de Nova York em um movimento surpresa, segundo informações da agência Bloomberg.

Do lado do financeiro, o mercado encontrou suporte da desvalorização do dólar sobre o real, já que tende a desencorajar as exportações da commodity pelos brasileiros. Porém, a queda em parte do dia nos petróleos WTI e Brent também foi acompanhada.

"O real mais forte desestimula as vendas de exportação dos produtores de açúcar do Brasil", destacou em nota a Barchart.

Os preços do açúcar caíram nesta reta final da semana depois de ganhos importantes nos últimos dias.

O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, recuou 0,65%, cotado a R$ 113,75 a saca de 50 kg.

Já no Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar registrou estabilidade, negociado a R$ 117,28 a saca, segundo dados da Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha na última sessão o preço FOB cotado a US$ 19,02 c/lb, alta de 0,11% sobre o dia anterior.

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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