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Milho passa dos R$ 100 / sc na ESALQ pela primeira vez ! Soja baixa, mas segue a R$ 180 na Esalq e R$ 178 no porto de PNG

Publicado em 05/05/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO 

Os preços internacionais do milho futuro tiveram muita volatilidade, em especial nos primeiros contratos da Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 8,50 e 24,25 pontos ao final do dia.

O vencimento maio/21 foi cotado à US$ 7,53 com alta de 8,50 pontos, o julho/21 valeu US$ 7,08 com elevação de 11,75 pontos, o setembro/21 foi negociado por US$ 6,31 com ganho de 20,75 pontos e o dezembro/21 teve valor de US$ 6,04 com valorização 24,25 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 1,21% para o maio/21, de 1,72% para o julho/21, de 3,44% para o setembro/21 e de 4,14% para o dezembro/21. 

miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR US$/MT
MAY 2021 753,25 8,5 296,55
jul/21 708,5 11,75 278,94
SEP 2021 631 20,75 248,42
DEC 2021 604,75 24,25 238,09
Última atualização: 16:02 (05/05) Preço $/MT sem premio 

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho na Bolsa de Valores de Chicago estabeleceram seu preço mais alto em mais de oito anos na quarta-feira, uma vez que as preocupações com o abastecimento global e a forte demanda geraram fortes ganhos.

Os maiores ganhos foram no contrato de dezembro, que representa a safra norte-americana que será colhida neste outono, já que os produtores estão focados no plantio.

“O mercado de milho está em missão de capturar mais hectares usando preços altos para atrair os agricultores a aumentar as plantações”, disse Rich Feltes, chefe de insights de mercado da corretora RJ O&39;Brien.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 184,1 mil toneladas de milho para o México. A entrega está programada para a temporada 2021/22.

Também foram anunciados a venda de 147.320 toneladas de milho para destinos não revelados. Do total, 45.720  toneladas devem ser entregues em 2020/21 e 101.600 toneladas na temporada 2021/22.

miho  
       
  B3 (Bolsa)   US$/MT
mai/21 101,31 -0,29% 314,43
jul/21 102,63 -0,61% 318,53
set/21 100,26 -1,21% 311,17
nov/21 101,01 -2,77% 313,50
Última atualização: 18:00 (05/05) Preço $/MT sem premio 

A Bolsa Brasileira (B3) registrou, pelo segundo dia consecutivo, movimentações de realização de lucros e recuos dos preços futuros do milho. As principais cotações registraram flutuações negativas entre 1,02% e 1,82% ao final da quarta-feira.

O vencimento maio/21 foi cotado à R$ 101,60 com queda de 1,02%, o julho/21 valeu R$ 103,26 com perda de 1,38%, o setembro/21 foi negociado por R$ 101,49 com baixa de 1,48% e o novembro/21 teve valor de R$ 102,00 com desvalorização de 1,82%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, as movimentações de hoje na B3 refletem uma realização de lucros.

“O dólar está em queda e o pessoal está liquidando, fazendo lucros e buscando alternativas. Muita gente que aplica no milho da B3 acaba aplicando em outros papéis e nesse cenário outros papéis passam a ficar atrativos”, explica.

Brandalizze destaca ainda que as cotações parecem ter atingido um teto, sem conseguir ultrapassar a barreira dos R$ 110,00 e a safrinha se aproxima cada dia mais. “Não choveu bem e a safrinha continua perdendo. Porém, o que o consumidor também olha é que dentro de 3 semanas vai ter alguma colheita no Mato Grosso e, quando o vídeo mostrar a máquina colhendo, tem um fator psicológico que dá um banho de água fria e acaba assustando um pouco os vendedores”.  

A quarta-feira (05) chega ao fim com os preços do milho, em sua maioria, mais altos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Grupo SAG-KK, foram percebidas desvalorizações em Ponta Grossa/PR, Sorriso/MT, Brasília/DF e Amambaí/MS. Já as valorizações apareceram em Cascavel/PR, Rondonópolis/MT, Itiquira/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Maracaju/MS e Campo Grande/MS.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, poucas mudanças acontecem no mercado físico do milho paulista. “Os negócios são poucos com cautela de ambas as partes, seja comprador ou vendedor. O mercado segue atento às especulações climáticas, dólar e ao tamanho da safrinha + safra dos Estados Unidos”.

Em Goiás, por exemplo, a saca do cereal encerrou a sexta-feira (30) valendo, em média, R$ 83,50 com elevação de R$ 0,47 com relação à semana anterior.

“O mercado do milho em Goiás continua se mostrando firme frente a toda dinâmica do mercado com compradores buscando oferta do cereal, mesmo diante dos elevados patamares de preço. Por outro lado, compradores se mantêm firmes em comercializar poucos volumes, aguardando ainda maiores altas do mercado. O resultado deste cenário é a alta nos preços e baixa liquidez”, aponta o Ifag.

No Mato Grosso do Sul, o preço médio do cereal entre 26 de abril e 03 de maio de 2021 se valorizou 2,18% e foi cotado a R$ 93,63/sc.

“O movimento foi justificado pela valorização do cereal no mercado internacional, nos contratos de curto prazo, pela incerteza quanto ao resultado de produtividade e produção da safra e pela demanda consistente”, diz a Famasul. 

Em ambas as regiões as lavouras da segunda safra estão sofrendo impactos da falta de chuvas. “A situação da safrinha continua crítica, visto o baixo volume de chuvas no estado.

Algumas perdas já começam a ser materializadas e podem resultar em uma quebra na expectativa de produção”, relata o Ifag sobre Goiás.

 “O desenvolvimento do milho está sendo prejudicado gradativamente devido a falta de chuva nas regiões produtoras. De acordo com os modelos agroclimáticos o estado possui em média 30 dias de estiagem agrícola”, destaca a Famasul sobre o Mato Grosso do Sul.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$ US$/MT
05/05/2021 100,24 0,45% 0,48% 18,68 311,11
04/05/2021 99,79 -0,05% 0,03% 18,37 309,71
03/05/2021 99,84 0,08% 0,08% 18,41 309,87
30/04/2021 99,76 -0,02% 6,46% 18,36 309,62
29/04/2021 99,78 0,53% 6,48% 18,64 Preço $/MT sem premio 

Uma solução para que esse tipo de situação não volte a acontecer nas próximas safras pode vir de uma pesquisa de 12 anos desenvolvida pela Embrapa que resultou em uma nova solução que pode ajudar as plantas de milho a resistirem melhor à períodos de seca. Uma bactéria encontrada no mandacaru, um importante cacto da região da Caatinga, é quem permite este efeito protetor ao milho.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Itamar Soares de Melo, explica que, a bactéria é parte de uma solução líquida aplicada juntamente as sementes no momento do plantio que estimula o crescimento do sistema radicular do milho, potencializa a crescimento das plantas e protege as raízes de períodos de estiagem, até mesmo em momentos de “seca extrema”.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou em seu Boletim de Monitoramento Agrícola referente a abril, no acumulado de chuva registrado entre os dias 1 e 21 de abril observa-se que as precipitações ocorreram, de forma mais significativa, na região Norte do país. Abrangendo, também, o Maranhão e parte do Mato Grosso, onde as lavouras de algodão e milho segunda safra foram favorecidas. Os menores índices de precipitação ocorreram no Mato Grosso do Sul, em partes de São Paulo e do Paraná, restringindo principalmente as lavouras de feijão e milho segunda safra em estádios reprodutivos. Em contrapartida, as poucas chuvas favoreceram o avanço na colheita da soja e do milho primeira safra.

A média diária do armazenamento hídrico entre os dias 1 e 21 de abril ficou abaixo do necessário para o pleno desenvolvimento das lavouras, que se encontra atrasado, em relação a safra anterior, nos estados acima. Esse atraso, principalmente do milho segunda safra, ainda é reflexo do calendário de plantio e colheita da soja postergado pela demora das chuvas no início dessa safra. 

Por meio dos mapas de armazenamento o boletim identifica que a cada intervalo de sete dias, a umidade no solo foi diminuindo ao longo do período do monitoramento. No entanto, o impacto no desenvolvimento das lavouras ainda deve mensurado, pois pode haver recuperação em função do estádio em que a maioria das lavouras se encontram.

No panorama da primeira safra a colheita avança nos estados produtores. 

Goiás: Colheita começou durante as últimas semanas e se intensificou bastante, chegando a cerca de 60% da área total colhida até o segundo decêndio de abril. As produtividades obtidas têm sido satisfatórias, porém, a redução na área plantada impactou nas previsões da safra, devendo apresentar uma produção menor do que a prevista nos primeiros levantamentos da safra 2019/20.

Minas Gerais: Colheita atingindo 3/4 da área total semeada, com o restante das lavouras já em fase de maturação. Previsão é de aumento na produção final em comparação à 2019/20, particularmente, pelo acréscimo de área plantada.

São Paulo: Restam poucas áreas a serem colhidas no estado e estima-se que a produção será menor em relação à safra anterior. Houve redução na área plantada nessa temporada, impactando também o resultado inicialmente estimado.

Paraná: Há um atraso no ciclo da cultura em comparação à média histórica da região. A estiagem ocorrida no início da safra postergou o ciclo de semeadura. Atualmente, a colheita está em fase final, ocorrendo de forma intensa, favorecida, inclusive, pelo clima seco registrado recentemente. De modo geral, mesmo com aumento na área plantada nessa temporada, estima-se uma redução na produção final, em relação a 2019/20, devido às oscilações climáticas ao longo do desenvolvimento das lavouras.

Santa Catarina: Colheita em fase final, restando poucas áreas a serem colhidas no estado. A estiagem ocorrida entre setembro e outubro de 2020, além da incidência elevada de ataques de cigarrinhas em algumas regiões reduziram o potencial produtivo da cultura. Dessa forma, mesmo com aumento na área semeada, a produção ficará abaixo da safra passada.

Rio Grande do Sul: As operações de colheita avançaram, mas em ritmo menos intenso, devido à priorização dos esforços para colheita da soja. Ainda assim, cerca de 77% da área total plantada com o milho no estado já haviam sido colhidas até a terceira semana de abril. Lavouras que foram semeadas mais cedo, especialmente no noroeste do estado, foram mais prejudicadas pela estiagem no início do ciclo e apresentaram perdas consideráveis. No geral, a produtividade média está superior à temporada anterior, 2019/2020, mas inferior à safra 2018/1019, considerada safra normal para o estado.

Bahia: Operações de colheita estão em andamento. No Centro Sul e Centro Norte do estado, o desenvolvimento das lavouras foi prejudicado devido ao déficit hídrico que perdurou até o final de janeiro e com isso, os registros são de perdas significativas nas produtividades. Já no Extremo Oeste, as condições climáticas foram melhores, rendendo lavouras mais vigorosas. No geral, a expectativa é de produtividade média estadual inferior à registrada em 2019/20, mas devido ao incremente de área, estimase uma produção superior

Já na safrinha ou segunda safra há impactos do clima e ataques de pragas como a cigarrinha. Ainda não é possível mensurar as perdas pelo atraso na janela de plantio nos dois maiores produtores que são Mato Grosso e Paraná. Confira o panorama:

Mato Grosso: Semeadura concluída, confirmando a estimativa de crescimento na área plantada em comparação à safra anterior. Quase 40% das lavouras foram implantadas fora do período considerado ideal para o plantio da cultura. Assim, surge a preocupação com as condições climáticas durante o ciclo, principalmente em relação a incidência de chuvas, já que essa época é costumeiramente de baixas precipitações no Centro-Oeste.

Paraná: Semeadura está praticamente finalizada. Até o momento, a maior parte das lavouras já implantadas está em condições regulares e boas, entretanto, a manutenção de baixas umidades nos solos pode impactar o desenvolvimento da cultura.

Mato Grosso do Sul: Plantio finalizado, porém em condições desfavoráveis, especialmente em relação à disponibilidade hídrica nos solos. A escassez de chuvas tem preocupado os produtores, tanto para emergência das plantas quanto para o seu desenvolvimento.

O Grupo SAG-KK já havia alertado que os números que haviam sido divulgados pela Conab deveriam ser considerados com ressalvas, pois estão sendo otimistas e agora isto começa a se materializar com os números finais por consequência climática.


SOYBEAN - SOJA

Nesta quarta-feira (5), novas altas são registradas pelos preços da soja negociados na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 8,75 e 12,75 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 15,52 e o novembro a US$ 13,73 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mai/21 15,82 5 0,32
jul/21 15,4225 4 0,26
ago/21 15,915 9,5 7,39
set/21 14,155 15,5 1,11
       
Última atualização: 16:00 (05/05)  

O mercado continua a refletir pouca oferta global, principalmente com os baixos estoques norte-americanos, além das condições de clima nos EUA, que ainda sinalizam alguma preocupação aos produtores em função do frio, mas sem retardar o ritmo do plantio. No caso da soja, o ritmo dos trabalhos de campo é recorde. 

"São os altistas estão querendo cravar novos recordes, com as incertezas climáticas e a forte demanda contribuindo para alimentar esse sentimento", afirma Steve Cachia, consultor da Cerealpar e da TradeHelp. "Na segunda-feira (3),vimos o óleo de soja em Chicago quebrar recorde de preço de todos os tempos e, nesta terça (4),  a soja e milho também deram sinais que buscam objetivos mais altos", complementa.

Dessa forma, o mercado também não desvia sua atenção do posicionamento dos fundos investidores, que seguem carregando uma posição grande e importante entre as commodities agrícolas, principalmente no milho. 

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
abr/21 -5
mai/21 10
jun/21 5
fev/22 25
Última atualização: 05/05/2021

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta com preços em alta. O cenário fundamental sustentou as cotações, combinando estoques apertados nos Estados Unidos e boa demanda, principalmente para farelo e óleo.

Os agentes seguem atentos ao clima e o avanço do plantio nos Estados Unidos e aos sinais de procura pelo produto americano.

Nesta quinta, 6, o USDA  vai divulgar seu relatório com os embarques semanais. O mercado projeta número entre 100 mil e 800 mil toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 4 centavos de dólar por libra-peso ou 0,26% a US$ 15,42 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 14,91 por bushel, com ganho de 9,50 centavos ou 0,64%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo subiu US$ 2,90 ou 0,68% a US$ 424,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 63,46 centavos de dólar, perda de 0,12 centavo ou 0,18%.

Já, o dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1,21%, sendo negociado a R$ 5,3640 para venda e a R$ 5,3620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3550 e a máxima de R$ 5,4390.

O mercado permanece volátil, com os fundamentos continuando a sustentar um equilíbrio de oferta e demanda apertado, uma vez que as preocupações com os rendimentos do milho de segunda safra no Brasil aumentaram a pressão, além dos baixos estoques globais de grãos.

O sentimento de alta foi reforçado por indicações de que a demanda continua forte e ainda não foi submetida a racionamento. O mercado de óleo de soja foi apoiado pelos dados de esmagamento de março dos EUA que chegaram a 188,2 milhões de bushels, alta de 15% no mês e 100.000 bushels abaixo das expectativas do mercado, enquanto os estoques de óleo de soja ficaram 3% abaixo das expectativas de 2,2 bilhões de libras, dados do USDA mostraram na segunda-feira.

O dólar norte-americano se fortaleceu, cujo índice, que mede seu valor em relação a uma cesta de moedas de reserva, se recuperou e ganhou 0,3% no dia, sendo negociado a 91,2 no momento da publicação, o que não foi suficiente para puxar os futuros da soja para baixo. O plantio de milho e soja nos Estados Unidos estava 46% e 24% concluído em 2 de maio, à medida que as obras aumentaram devido às melhores condições climáticas.

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 584,96   05/mai
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 559,81   05/mai
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 552,45   05/mai
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 178 por saca  

Na origem, a base no Brasil caiu ligeiramente, especialmente para contratos próximos, uma vez que as margens de esmagamento baixas continuam a sustentar uma demanda fraca da China por cargas próximas e os produtores estão vendendo à vista para aproveitar os altos preços CBOT e pagar pelos insumos para a segunda safra de milho. 

As oscilações tanto no dólar quanto na bolsa de Chicago continuam afetando os negócios e volumes pequenos têm saído no mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, de acordo com informações obtidas pelos correspondentes do Grupo SAG-KK. Ontem e hoje na abertura do mercado, os  preços alcançaram R$182,00 pela saca de soja, com entrega em maio e pagamento no final do mesmo mês. Cerca de 50 centavos a mais do que as indicações anteriores, quanto ao volume negociado, o montante para todo o

Estado não passou de 10.000 toneladas nesta terça-feira e inicou lento nesta quarta-feira, o que é relativamente insatisfatório, ainda que melhor do que na maioria dos estados.  Já, chegando ao final do dia tivemos queda de preços, muito influenciado pela valorização do real frente ao dólar, fazendo com que em Passo Fundo (RS, a saca de 60 quilos baixou de R$ 177 para R$ 176 e na região das Missões a cotação recuou de R$ 176 para R$ 175. Enquanto que no porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 180 para R$ 178.

  soja US$ 5,37
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
jul/21 34,02 182,69 0,21%
   
Última atualização: 16:21 (05/05)  

Em Santa Catarina o que foi visto é mais do mesmo, com mercado parado. A soja catarinense parece ser bastante ignorada, de fato se algo roda é milho, os preços bastante altos da mercadoria que hoje em um melhor momento valeu R$183,00 no porto de São Francisco do Sul também não facilitam as vendas, sem nenhum negócio a reportar nesta terça-feira, nem início de quarta-feira. O mercado de Santa Catarina foi na mesma direção e fechou com preços em queda, sendo que em Cascave o preço caiu de R$ 175 para R$ 173 a saca.

No Paraná existem movimentos mínimos e valorizações consideráveis. No Paraná a soja não teve um dia bom ontem e começou lento hoje, os volumes vendidos ontem  não chegaram nem a 5.000 toneladas, mas os valores estavam bastante altos. Houve indicações na ferrovia a R$175,50, houve compra em Borrazópolis de 2.000 toneladas a R$176,50 e maio com maio em Paranaguá foi cotado a R$182,00 em alguns momentos e depois subiu para uma máxima de R$184,0, mas no final do dia fechoum em queda, no finalizando o dia no porto de Paranaguá (PR) em R$ 179. Ademais, poucas considerações a se fazer, a alta oscilação de preços tem deixado o mercado lento. 

Já em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 171. Em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 165. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 170.

O mercado brasileiro da soja passa por um momento, mais uma vez, de redefinição de estratégias. Há cerca de 30% ainda da sara velha para ser comercializada e o produtor já vem registrando preços ligeiramente menores nestes últimos dias se comparados aos últimos meses. 

Na nota trazida na última segunda-feira (3), o Cepea mostrou o recuo dos indicativos e seus pesquisadores explicaram que parte desta pressão veio da desvalorização do dólar frente ao real. Do dia 5 de abril a 4 de maio, a moeda americana acumula uma baixa de 3,89%, passando de R$ 5,66 para R$ 5,44. 

Ajudando a pesar sobre os preços se dá uma demanda interna menos intensa agora, ainda de acordo com o Cepea. "Neste caso, muitas indústrias trabalham com a oleaginosa já contratada, enquanto outras unidades do Sul do País indicam importar a matéria-prima do Paraguai", explica a instituição. 

No contraponto, a demanda externa é o principal fiel da balança para os preços da soja neste momento e, ainda de acordo com o Cepea, pilar importante para conter as baixas recentes. Em abril, o Brasil embarcou 17,4 milhões de toneladas da oleaginosa, registrando seu recorde mensal e superando as expectativas do mercado. 

O que, todavia, ajuda também a conter o ímpeto dos preços e as cotações registrarem valores ainda mais elevados do que aqueles que são atualmente observados se dão pelos prêmios pressionados no país. As posições mais próximas de entrega da soja nos portos, como junho e julho, ainda carregam prêmios negativos na ordem de 10 a 15 cents de dólar, como explica Ginaldo de Sousa, diretor geral do Grupo Labhoro. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
05/05/2021 180,37 -0,12% 0,36% 33,61
04/05/2021 180,59 1,96% 0,48% 33,24
03/05/2021 177,12 -1,45% -1,45% 32,67
30/04/2021 179,72 1,28% 3,70% 33,07
29/04/2021 177,44 -1,46% 2,39% 33,14

 Ainda assim, mesmo com todas estas variáveis, os preços da soja no interior do Brasil acumulam, em praças importantes de comercialização, um ganho de quase 20% no ano. De 4 de janeiro a 4 de maio de 2021, Não-Me-Toque/RS teve alta de 17,99% passando de R$ 139,00 para R$ 164,00 por saca; Cascavel/PR, 14,18% de R$ 141,00 para R$ 161,00; Rondonópolis/MT 13,93% de R$ 150,00 para R$ 170,90; São Gabriel do Oeste/MS, Rio Verde/GO e Luís Eduardo Magalhães/BA, alta de 17,86% de R$ 140,00 para R$ 165,00 por saca. 

Os níveis atuais são recordes e muito remuneradores para os produtores em todas as regiões produtoras do Brasil. 

No mesmo período, o dólar subiu 3,03%, passando de R$ 5,28 a R$ 5,44. No entanto, a alta acumulada do contrato maio/21 da soja negociada na Bolsa de Chicago foi de 20,29%, com a posição disparando de US$ 13,11 para US$ 15,77 por bushel, tendo superado os US$ 16,00 em determinados momentos deste intervalo. 

Diante de todas estas informações, de um cenário global oferta e de demanda muito apertado, de projeções de uma safra apenas regular vindo da temporada 2021/22 dos Estados Unidos, pleno weather market e o produto brasileiro sendo, ao menos por agora, o mais barato do mundo ao passo de que a China está com o pé no freio nas compras, que momento é este para o produtor brasileiro de soja?

Camilo Motter, Granoeste Corretora de Cereais

"Vamos viver um período de muitas oscilações. O comportamento do produtor tem sido de cautela. O mercado está bastante travado, com poucos lotes sendo ofertados. Houve grande volume, mais de 50% da safra foi vendida de forma antecipada. O produtor conta com boa capitalização e agora quer espaçar sua participação ao longo da temporada e, acredito, aproveitar eventuais rallies climáticos durante a evolução da safra norte-americana", explica Camilo Motter, economista e analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais.

  

E sobre este comportamento, Motter complementa dizendo que "o fato de o produtor vir com pouco volume a mercado indica que ele aguarda preços mais atrativos pela frente. Se isso vai acontecer ou não é outroa história. As decisões sobre venda de soja também, em parte, são afetadas pela deterioração crescente das condições climáticas nas áreas de milho safrinha", complementa. 

Luiz Fernando Gutierrez, Safras & Mercado

"O momento é muito favorável, com preços muito elevados, testando até mesmo novos recordes em algumas praças nas últimas semanas. Chicago está muito sustentado, com fundamentos que ajudam nesse movimento, como os estoques americanos muito baixos e o USDA podendo revisá-los para baixo em seu relatório da semana que vem", explica Luiz Fernando Gutierrez, analista da consultoria Safras & Mercado. 

Mais do que isso, Gutierrez ainda destaca a influência do clima nos EUA e ainda o mercado "tentando antecipar problemas futuros agora em Chicago".  Assim, essa valorização em Chicago e mais o câmbio formam uma relação que compensa os prêmios negativos nas primeiras posições. 

"Acho que o produtor que ainda não aproveitou tem que aproveitar, sempre lembrando que para o segundo semestre vai depender destes fatores (para Chicago) e o mercado será mais sensível ao clima este ano em função dos baixos estoques. As oportunidades podem sim aparecer no segundo semestre, mas é preciso cuidar também o câmbio, que pode estar mais baixo e pode não ajudar tanto a formação do preço", diz. 

Há ainda a demanda forte, com "a China comprando tudo o que pode do Brasil até agosto". Então, "embora não acredito que tenhamos estoques tão baixos quanto os do ano passado, existe a possibilidade de termos preços ainda mais altos no segundo semestre por conta de uma oferta menor, Chicago firme, câmbio relativamente bom e prêmios que naturalmente são melhores no segundo semestre. O momento é muito bom, os preços são excelentes, quem vendeu pouco deveria avançar um pouco mais, cada um sabendo até onde pode avançar", orienta o analista. 

Matheus Pereira, Pátria Agronegócios

"O mercado brasileiro da soja passa agora por um momento de muito cautela. Muita cautela para quem vive e muito ímpeto para quem compra", relata Matheus Pereira, diretor da Pátria Agronegócios, trazendo para o cenário o desequilíbrio que se registra entre a oferta e a demanda.

Até que a nova safra de soja norte-americana não seja conhecida realmente pelo mercado e permitindo que se conheça seu impacto para este movimento de reequilíbrio. E quaisquer indicativos de perdas na nova temporada   dos EUA serão novos gatilhos de alta para as cotações. 

"Sabemos que os preços da soja em reais por saca estão em patamares recordes, mas como esse novo viés de alta, principalmente, com o viés de alta em Chicago. Assim, em linhas gerais, o momento para o produtor rural brasileiro é de paciência. Em contrapartida, para os compradores que deixarem para realizar negócios mais tardiamente podem ficar a mercê de um mercado com preços ainda mais altos. 

 

SUGAR - AÇUCAR

July NY world sugar 11 (SBN21) on Wednesday closed up +0.41 (+2.39%).  Aug London white sugar 5 (SWQ21) closed up +11.00 (+2.45%) at $460.80.

Sugar prices on Wednesday rallied sharply.  Sugar prices are seeing support the dry conditions in Brazil, which will curb sugar yields.  Somar Meteorologia said last Tuesday that soil moisture in Brazil&39;s sugar-cane growing regions has been insufficient to provide good development of cane crops.  Last Thursday, Czarnikow said rain in Brazil&39;s Center-South region October thru March was 36% below average, the biggest drought in more than a decade.

Sao Paulo, which makes up 68% of Brazil&39;s total cane production, has seen the driest weather in 20 years in five of the six months through March, and yield losses could be as high as 20% in some areas, according to Somar.  Also, Wilmar International on April 19 said that because of prolonged dryness, Brazil&39;s 2021/22 cane crop "may barely reach" 530 MMT, down -12% y/y and the lowest in a decade.  In addition, severe frost in France, the largest sugar producer in the EU, has damaged 10% of France&39;s sugar beet crop, according to farmer group CGB.

US$/MT
404,83
Preço $/MT sem premio 

  A rally in crude prices on Wednesday to a 1-3/4 month high benefits ethanol prices and may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing toward ethanol production rather than sugar production, thus curbing sugar supplies.

Last Tuesday&39;s data Unica was bullish for sugar prices since it showed 2021/22 Center-South sugar production (Apr/Nov) was down -35.75% y/y in the first half of April to 624 MT.  The percentage of cane used for sugar fell to 38.55% in 2021/22 40.15% in 2020/21.

US$/MT
460,80
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A bearish factor for sugar is increased sugar production in India.  The Indian Sugar Mills Association reported Monday that India&39;s sugar output during Oct 1-Apr 30 rose +16% y/y to 29.92 MMT 25.81 MMT a year earlier due to a bumper crop and increased cane crushing.  The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT.

Sugar has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter.  The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported March 17 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Mar 15 fell -8.2% y/y to 7.5 MMT.

As cotações futuras do açúcar nas bolsas de Nova York e Londres encerraram a sessão desta quarta-feira (05) com ganhos de mais de 2%, voltando às máximas de mais de dois meses no terminal nova-iorquino. Temores com a oferta e o cenário financeiro positivo deram suporte.

O principal vencimento do açúcar na Bolsa de Nova York registrou valorização de 2,39%, cotado US$ 17,53 c/lb, com máxima de 17,58/lb e mínima de 17,18 c/lb. O tipo branco em Londres registrou salto de 2,45%, negociado a US$ 460,80 a tonelada.

O mercado do açúcar bruto em Nova York voltou a se aproximar na sessão dos patamares de mais de dois meses acompanhando, além da continuidade das preocupações com a oferta global da commodity na nova safra, um financeiro mais positivo no dia.

"Os riscos [na oferta] aumentaram. O preço mais alto do petróleo pode levar a uma maior mudança no uso da cana-de-açúcar para etanol. Além disso, as projeções para a cana-de-açúcar no Brasil foram reduzidas em função do secura excessiva", disse em nota o Commerzbank.

A entidade, inclusive, elevou suas projeções para os preços do açúcar no quarto trimestre para cerca de US$ 16 c/lb.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
05/05/2021 114,49 0,89% 1,43% 21,34  
04/05/2021 113,48 -0,02% 0,53% 20,89  
03/05/2021 113,5 0,55% 0,55% 20,93  
30/04/2021 112,88 1,57% 8,38% 20,77  
29/04/2021 111,14 0,15% 6,71% 20,76  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 113,10      
  valor saco $ 21,06      
  valor ton $ 421,22  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    
US$/MT
426,41
422,64
422,72
420,41
Preço $/MT sem premio 

Algumas áreas de produtora de cana no Brasil enfrentam a pior seca em 40 anos, segundo análises recentes da Somar Meteorologia. Além disso, a previsão do tempo para as áreas de lavouras do maior estado produtor do Brasil não são positivas. Instabilidades só devem voltar no fim de maio.

Diante da seca histórica nas áreas brasileiras, a consultoria StoneX estimou que a nova temporada pode ter uma moagem até 6,3% menor no comparativo anual, totalizando entre 567,2 milhões e 578,1 milhões de toneladas como reflexo da estiagem no cinturão produtor.

Além disso, o mercado segue atento para os movimentos da demanda, com avanço no line-up do Brasil na última semana.

Mercado interno

Os preços do açúcar no mercado brasileiro ficaram próximos da estabilidade na véspera, apesar de avanços recentes. O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, caiu 0,02%, cotado a R$ 113,50 a saca de 50 kg.

Já no Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar registrou estabilidade, negociado a R$ 117,28 a saca, segundo dados da Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha na última sessão o preço FOB cotado a US$ 18,57 c/lb, com alta de 2,24% sobre o dia anterior.

 

 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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