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Análise diaria mercado agricola milho soja açucar

Publicado em 24/11/2020 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

Os preços internacionais do milho futuro operaram em baixa a maior parte do dia, mas recuperaram força e encerraram a terça-feira próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram flutuações entre 0,75 pontos negativos e 0,25 pontos positivos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,25 com perda de 0,75 pontos, o março/21 valeu US$ 4,32 com queda de 0,75 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,35 com desvalorização de 0,75 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,36 com alta de 0,25 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 0,23% para o dezembro/20, de 0,23% para o março/21 e de 0,23% para o maio/21, além de estabilidade para o julho/21.

miho  
       
  B3 (Bolsa)    
jan/21 80,3 -0,25%  
mar/21 80,34 0,02%  
mai/21 75,6 -0,13%  
set/21 66,9 -0,15%  
Última atualização: 18:00 (24/11)  
   

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os contratos de grãos tiveram poucas movimentações em Chicago com normalmente acontece nas vésperas de feriados nos Estados Unidos.

“Tradicionalmente, a semana de Ação de Graças é uma semana de negociação curta e tranquila. Este ano, também inclui o primeiro dia de aviso para o milho de dezembro. Às vezes, isso pode causar uma negociação um pouco instável, já que a ênfase é em negociações amplamente distribuídas”, diz Britt O&39;Connell da ever.ag.  

O clima na América do Sul e sua influência nas lavouras do continente também segue no radar. “Com os fundos segurando uma grande posição comprada, meu palpite é que eles vão manter uma grande safra na América do Sul. O progresso do plantio está no ritmo - a única questão que permanece agora é o clima. Sem muita umidade do subsolo oportuno as chuvas serão consideradas essenciais. O mercado pode reagir de forma bastante dramática com o desenvolvimento do clima”, comenta O&39;Connell.

“Estou observando as estimativas do comércio privado para o tamanho da safra na América do Sul. Uma das minhas fontes mais respeitadas reduziu a safra de milho na Argentina em 1 milhão de toneladas novamente esta semana.  Para o Brasil, a safra de milho e soja está estável em relação à semana passada. A safra total de milho na América do Sul está agora 6 milhões de toneladas (cerca de 240 milhões de bushels) abaixo do último relatório do USDA”, destaca Al Kluis, Kluis Advisors.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, depois de atingir uma alta de 16 meses ontem, os futuros do milho tropeçaram nos mercados da madrugada à medida que os níveis de resistência técnica desencadearam uma rodada de realização de lucros. Os baixos volumes de comércio devido às férias de feriado podem exacerbar as perdas.

A publicação aponta ainda que, com a colheita de milho praticamente concluída em todo o coração dos Estados Unidos, o USDA parou de relatar oficialmente o progresso da colheita no relatório semanal de progresso da safra. “Mas a atenção continua focada no progresso da colheita no Cinturão do Milho Oriental”, destaca a analista Jacqueline Holland.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
24/11/2020 79,67 -0,49% -2,71% 14,8  
23/11/2020 80,06 -0,19% -2,23% 14,72  
20/11/2020 80,21 0,24% -2,05% 14,93  
19/11/2020 80,02 -0,52% -2,28% 15,06  
18/11/2020 80,44 -0,59% -1,77% 15,05  
           

De acordo com o que informou a TF Agroeconômica, os Estados Unidos devem dominar o mercado internacional de milho desde agora até junho de 2021, para o protagonismo, então, ser passado para o Brasil. Neste momento, o Golfo dos EUA permaneceu mais competitivo, com ofertas para embarque de janeiro estáveis em 145 c/bu sobre os futuros  de março para a primeira metade do mês e 140 c/bu para o segundo semestre.

“Em comparação com a Argentina, onde as ofertas subiram 2 c/bu para 160 c/bu sobre o mesmo contrato para embarque total de janeiro em uma base de UP River FOB, e o Brasil  onde não foram vistas ofertas claras para janeiro, os EUA foi sem dúvida o único sério candidato para o embarque em quase um mês nas Américas.

Passando para a nova safra,  o Brasil permaneceu  competitivo a partir de julho, com apenas 2 c/bu separando a melhor oferta e oferta a 85 c/bu e 87 c/bu, respectivamente”, comenta a TF.

Além disso, na Argentina para envio de março, os lances e ofertas caíram 3 c/bu para 105 c/bu. “Na Ucrânia, os preços do milho subiram mais com a oferta menor subindo de US$ 3/t para US$ 238 /t  FOB HIPP para carregamento de dezembro, com lances indicados em torno de US $ 233-US $ 234 /mt FOB HIPP. Enquanto isso, as ofertas de cargas panamax para carregamento de dezembro foram vistas em US$ 242-US$ 243/t FOB PIPP, mas nenhuma demanda clara foi vista pelo tempo de imprensa”, completa.

“As importações totais de milho para o ano agora estão em 6,7 milhões de t, 17% atrás do ritmo do ano passado.

O  Brasil  se  manteve  como  o  principal  fornecedor,  com  4,1  milhões  de  t  exportados  do  país  até  agora  somente  em  novembro  e  a participação das importações de milho sérvio, que aumentaram  53% em relação ao ano passado, com 737,2 mil t. Mas as exportações da Ucrânia caíram 54% em relação ao ano anterior, para 1,3 milhão de t”, conclui.

Os preços futuros do milho tiveram um dia de recuo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 0,15% e 0,30% por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 80,26 com desvalorização de 0,30%, o março/21 valia R$ 80,20 com queda de 0,15%, o maio/21 era negociado por R$ 75,70 com perda de 0,25% e o setembro/21 tinha valor de R$ 66,90 com baixa de 0,15%.

Os contratos do cereal brasileiro caíram assim como o câmbio para o dólar ante ao real. A moeda americana era cotado à R$ 5,37 com queda de 1,12% por volta das 17h12 (horário de Brasília).

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado nacional de milho segue sem grandes novidades. “As chuvas devem chegar a grande parte das regiões produtoras do Sul e com isso vão melhorando as condições da safra para perto de 23 a 25 milhões de toneladas”, diz.

Brandalizze destaca ainda que os grandes consumidores já estão em ritmo de final de ano e sem atuar no mercado em grandes lotes e consumindo estoques. “Estão esperando voltar em janeiro e de olho nas exportações. Os embarques até agora estão em 29,2 milhões de toneladas e pode não atingir a projeção do ano que era 34,5 milhões e ai sobra algum milho para o começo do ano”.

No Rio Grande do Sul, o mercado está “picado”, com compradores se abastecendo fora do mercado, segundo informou a TF Agroeconômica. “O milho local fechou o dia em R$ 90,00  em Ibirubá, R$ 89,50 em Vacaria, R$ 89,00 em Ijuí e Santa Rosa, R$ 87,00 em Passo Fundo e R$ 86,0 em Carazinho. As demais localidades estão entre R$ R$ 84,00 e R$ 86,00. O preço de exportação não teve indicação novamente, mas os vendedores estão buscando wash-out, porque, mesmo pagando prêmios, os preços compensam”, indica.

Em Santa Catarina, os compradores continuam a se abastecer fora do estado. “Os preços do milho local continuam a R$ 91,00/saca em Campos Novos e a R$ 89,00 em Concórdia, Joaçaba e Mafra. A seguir os preços de R$ 86,00 no Alto Vale do Itajaí,que subiram um real/saca. Em Chapecó a semana continua R$ 84,00/saca. Os preços para o produtor fecharam a R$ 78,00/saca no Alto Vale do Itajaí, R$ 76,50 em Campos Novos, R$ 76,00  Concórdia e Joaçaba, R$ 74,00 em Pinhalzinho, R$ 70,25 em Xanxerê”, comenta.

No Paraná, nova queda do dólar aumenta a oferta. “Com queda do dólar negócios a R$ 75/76,00 no norte do estado e o mercado começando a ter mais oferta. Mas, vendedor ainda querendo de 77 a 80. Houve negócios no norte do estado a R$ 75,00 à vista. Nos Campos Gerais vendedor a R$ 80,00 e indicação de comprador a R$ 77,00. Hoje o mercado esteve mais travado”, completa.

miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR  
DEC 2020 425,75 -0,75  
mar/21 432,5 -0,75  
MAY 2021 435,75 -0,75  
jul/21 436,5 0,25  
Última atualização: 17:01 (24/11)  
       

“Para 2021, CIF Paranaguá, com entrega entre 15/06 a 15/07 e pagamento em 30/07/21º preço fechou hoje aR$ 60,10. Para entrega em Agosto e pagamento 05/09/21 R$ 60,80 Na Ferrovia, em Maringá, para entrega em agosto e pagamento em 04/09/21 o preço é de R$ 55,20. Em Ponta Grossa, entrega março/abril posto fábrica R$ 65,00.”, conclui.

A terça-feira (24) chega ao final com os preços do milho voláteis no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações em Dourados/MS (1,35% e preço de R$ 73,00), Brasília/DF e São Gabriel do Oeste/MS (1,43% e preço de R$ 69,00) e Rio do Sul/SC (2,56% e preço de R$ 76,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Amambaí/MS (0,70% e preço de R$ 71,50), Pato Branco/PR (0,72% e preço de R$ 70,20), Ubiratã/PR, Cafelândia/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (0,73% e preço de R$ 69,00), Eldorado/MS (0,75% e preço de R$ 66,80) e Oeste da Bahia (1,53% e preço de R$ 66,50).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “a dinâmica dos negócios de milho para a exportações está praticamente estagnada. No mercado interno o comprador segue retraído, o que deixa as referências sem força. O câmbio será um bom driver adiante”.

Enquanto isso no Paraná, o Deral informou que o plantio do milho verão foi finalizado no estado. Dessas lavouras, 1% ainda está em germinação, 76% estão em descanso vegetativo, 17% entraram em floração e 16 já avançaram para frutificação.

Já no Mato Grosso, o Indicador Imea subiu 2,53% e registrou preços médio da saca do cereal em R$ 64,36, no mesmo período do ano passado o valor era de R$ 29,99, conforme apontou o Imea em seu relatório semanal.

Para a consultoria SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho deve manter um ritmo lento nos negócios. “Ainda que ofertas tenham surgido de forma pontual, os preços devem seguir sustentados pelas preocupações com o cenário de aperto na oferta previsto para o próximo ano, diante de uma safra verão mais discreta e afetada por problemas de clima”.

O consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, destaca que “houve alguma melhora pontual na oferta em algumas regiões, mas no geral a estabilidade predominou”.

A dinâmica dos negócios de milho  para a exportações está praticamente estagnada. No mercado interno o comprador segue retraído, o que deixa as referências sem força. O câmbio será um bom driver adiante. Em Campinas-SP, as referências giram ao redor de R$78,00/sc, CIF, 30d.

As previsões continuam a ser de alta no preço do milho no médio e longo prazos, de acordo com a equipe de analistas da TF Agroeconômica. “Já começam a reverter para cima, diante dos problemas que ocorrem sobre a safra de Verão no Rio Grande do Sul, Oeste de Santa Catarina e do Paraná e que devem se agravar a partir do próximo mês de Março, quando acabar o estoque curto da safra de verão nestes estados, que são grandes consumidores de milho”, apontam os especialistas. 

Segundo a TF Agroeconômica, para o primeiro semestre de 2021 os preços devem continuar muito firmes no Brasil. “Mas, como os preços estão em níveis altos, esta elevação dos preços não deverá ser percentualmente semelhante à que tivemos entre agosto e novembro de 2020. Os preços tenderão a subir mais suavemente, mais cautelosamente, mas: a) não deverão cair; b) deverão se manter elevados e extremamente lucrativos; c) eventualmente subir um pouco mais”, explicam os analistas de mercado.


SUGAR - AÇUCAR

Mar NY world sugar 11 (SBH21) on Tuesday closed down -0.11 (-0.73%), and Mar London white sugar 5 (SWH21) closed down -2.90 (-0.70%).

Sugar prices on Tuesday traded with moderate losses the entire day, with London sugar falling to a 1-1/2 week low. The outlook for more sugar supplies India weighed on prices. Meir Commodities India Pvt on Tuesday projected that India would export 1.5-2.0 MMT of sugar in 2020/21 without any government subsidy since neighboring countries can be expected to purchase Indian sugar rather than Brazilian sugar because of cheaper freight costs.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
24/11/2020 108,96 0,26% 8,30% 20,23  
23/11/2020 108,68 0,56% 8,02% 19,99  
20/11/2020 108,07 0,25% 7,41% 20,12  
19/11/2020 107,8 0,08% 7,15% 20,29  
18/11/2020 107,71 1,27% 7,06% 20,15  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 108,24      
  valor saco $ 20,12      
  valor ton $ 402,39  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms  
           

Sugar mills in India have held back exports as they await news on government subsidies. The World Trade Organization (WTO) is expected to rule on the legality of India&39;s subsidies to its sugar exporters sometime this month after Brazil and Australia raised objections to the WTO about the subsidies. The ruling by the WTO has been delayed July due to the Covid pandemic.

Sugar prices have trended higher over the past six weeks up to a 9-month high last Tuesday on concern that Brazil&39;s dry conditions may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. Maxar recently said that Brazil&39;s sugar-growing regions had received only 5%-25% of average rain in the past few months, leaving crops "extremely dry." Also, a La Nina weather pattern could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

Sugar prices held most of their gains last week after Hurricane Iota slammed into Central America last Monday, bringing heavy rains and damage to sugar crops and infrastructure in Nicaragua, Honduras, and Guatemala.

A negative for sugar prices was last Thursday&39;s forecast the USDA&39;s Foreign Agricultural Service (FAS) that India&39;s 2020/21 sugar production will climb +16.8 % y/y to 33.76 MMT and that India&39;s sugar exports will climb +3.5% to 6.0 MMT.

In a bullish factor, ISO last Tuesday cut its global 2020/21 sugar production estimate and increased its global 2020/21 sugar deficit estimate. ISO projects that global 2020/21 sugar production will increase by +0.9% y/y to 171.1 MMT. ISO also said the global 2020/21 sugar market would fall into deficit by -3.5 MT a +1.86 MMT surplus in 2019/20.

In another bullish factor, France&39;s Agricultural Ministry last Monday cut its 2020 French sugar-beet production estimate to a 19-year low of 27.2 MMT an Oct estimate of 30.5 MMT due to drought. France is the largest sugar producer in the European Union.

Sugar prices are also seeing support the smaller sugar crop in Thailand, the world&39;s second-biggest sugar exporter, which has been decimated by drought. The Thailand Sugar Mills Corp said Oct 2 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production would fall -13% y/y to an 11-year low of 7.2 MMT as dry weather this year ravaged cane plantations.

Data on Oct 11 Unica was bearish for sugar as it showed Brazil&39;s Center-South sugar production in the second half of October rose +14.4 y/y to 1.7373 MMT, with the percentage of cane used for sugar climbing to 43.63% in 2020/21 32.02% in 2019/20.

Fund buying in London sugar has supported the recent rally in prices. Last Friday&39;s Commitment of Traders (COT) data showed funds increased their net-long positions of London white sugar by 3,445 positions in the week ended Nov 17 to an 8-month high of 27,030. The large long position, however, could also provide fuel for long liquidation pressure.

O Indicador Cepea/Esalq do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, segue renovando o recorde nominal da série do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.

Nessa segunda-feira, 23, o produto fechou a R$ 108,96/saca de 50 kg, com avanço de 8,5% no acumulado da parcial de novembro.

De acordo com pesquisadores do Cepea, na semana passada, a sustentação veio da demanda um pouco mais aquecida. Além disso, um número maior de usinas já entrou em entressafra, ao passo que as exportações seguem firmes, contexto que limita ainda mais a disponibilidade doméstica.

 

SOYBEAN - SOJA

Nesta terça-feira (24), o mercado internacional da soja começa o dia em queda na Bolsa de Chicago e realiza lucros depois das boas altas da sessão anterior e de ter alcançado os US$ 12,00 por bushel. Às 8h (horário de Brasília), os futuro da commodity perdiam entre 7,50 e 8,75 pontos nos principais vencimentos, levando o janeiro a US$ 11,83 e o março, US$ 11,85. 

SOJA - CME - CHICAGO  
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)  
jan/21 11,9125 -0,25 -0,02  
mar/21 11,9325 0,75 0,06  
mai/21 11,92 1 0,08  
jul/21 11,8775 1,5 0,13  
Última atualização: 17:01 (24/11)    
         

O mercado segue ainda muito sustentado pela demanda firme e pela incerteza sobre a safra 2020/21 da América do Sul em função do clima adverso. Todavia, as correções já eram esperadas para estes dias, principalmente, com o feriado importante do Dia de Ação de Graças comemorado nos EUA nesta quinta-feira (26). 

"O que reforça o sentimento de novas altas no curto prazo são as condições climáticas na América do Sul, que ainda apontam para clima irregular e chuvas abaixo da média para os próximos 10 dias", explica o diretor da PÁTRIA Agronegócios, Matheus Pereira. 

Assim, o mercado se ajusta, porém, não deixa seu viés positivo de lado e segue monitorando todos os fundamentos que o mantêm firmes. No entanto, precisa de notícias frescas para dar continuidade à sua escalada e se concretizar acima dos US$ 12 por bushel. 

A China está  realizando movimentos de washout com a soja norte-americana para embarque em janeiro, segundo informa a Agrinvest Commodities nesta terça-feira (24) e os relatos das ações trazidos pelos traders contribuem para as baixas registradas no pregão de hoje na Bolsa de Chicago. Perto de 12h10 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 9,75 e 12 pontos nas principais posições, com o janeiro/21 de volta aos US$ 11,79 e o março, US$ 11,81 por bushel. 

  soja US$ 5,38  
         
  B3 (Bolsa)      
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR  
nov/20 26,21 141,0098 0,00%  
  sem negociação no dia de hoje  
Última atualização: 13:00 (23/11)  
         

Esta é a primeira vez que as cotações recuam em oito sessões na CBOT. Em todo 2020, o ganho acumulado da soja supera 20%. 

O movimento deve ser temporário e não causa grande estranheza entre os especialistas, uma vez que a demanda intensa da China nos EUA é uma constante e precisa da oleaginosa norte-americana, principalmente até que chegue a nova oferta da América do Sul, a qual atualmente está senod ameaçada pelo clima adverso. 

"A margem de esmagamento da indústria está ruim na China. Então, vale a pena pagar o washout no basis e realizar lucro nos futuros de Chicago, por isso a queda de hoje", explica Marcos Araújo, analista de mercado da Agrinvest. Assim, a tendência é de que, mais a diante, a nação asiática volte, portanto, a fazer novas compras nos EUA dada sua necessidade e a falta de produto no Brasil.

Neste momento, ainda de acordo com informações apuradas pela Agrinvest, os estoques chineses de soja em grão e também de farelo estão em crescimento, bem como o processamento da oleaginosa também se mantém forte.

"Isso é fruto da grande disponibilidade de soja importada dos EUA", explicam os analistas da consultoria, reafirmando as proposições dos movimentos de washout para a oleaginosa americana. 

No paralelo, os compradores chineses vêem ainda a nova safra norte-americana já bastante comprometida com as exportações. Do total previsto para ser exportado neste ano comercial de 2020/21 de 59,9 milhões de toneladas, já estão mais de 83% comprometidos. E o ano comercial se encerra apenas em 31 de agosto de 2021.

     
SOJA - PREMIO  
CONTRATO VALOR  
nov/20 250  
fev/21 105  
mar/21 65  
mai/21 60  
Última atualização: 24/11/2020  
     

Além do washout e do movimento de realização de lucros, as baixas são acentuadas por especulações de que o governo Donald Trump estaria cogitando mais taxações sobre a China. Confirmadas, as tarifas poderia desacelerar o movimento de recuperação das compras da nação asiática no mercado norte-americano. 

Nada de soja foi negociado pela China no início de semana, por margens apertadas, mas se soube dos negócios de sexta-feira, segundo o que informou a TF Agroeconômica. “Nos  mercados à vista, cinco negociações foram ouvidas executadas na sexta-feira com três nos  Estados Unidos e duas no Brasil, embora o mercado estivesse inundado de relatos de que dois trituradores revenderam algumas cargas dos EUA que haviam comprado anteriormente devido ao rali em futuros tornando pouco rentável levá-los”, comenta.

“Os prêmios enfraqueceram ligeiramente contra futuros mais fortes, com o embarque de janeiro do Golfo, 3 c/bu mais baixo em 212 c/bu sobre os  futuros  de  janeiro  versus  ofertas  indicadas  em  225  c/bu  sobre  os futuros de janeiro. O mesmo embarque da PNW foi avaliado em 202 c/bu sobre os futuros de janeiro contra ofertas mostradas a 212 c/bu sobre os mesmos futuros. Para as safra nova brasileira, alguns interesses de compra continuaram a ser ouvidos nesta segunda-feira, mas nenhuma oferta firme foi vista. O embarque de março foi oferecido em grande parte inalterado em 154-155 c/bu sobre os futuros de março e o embarque de junho foi indicado de lado em 152 c/bu sobre os futuros de julho”, completa.

No Golfo dos EUA, as duas negociações de CFR apontaram valores mais baixos nas cargas FOB, sugerindo que os prêmios foram 5 c/bu mais baixos em 115 e 110 c/bu para dezembro e janeiro, o que equivale a um preço fixo de US $ 480,5/t e US $ 478,75/t, respectivamente. “No Brasil, o mercado de papel FOB Paranaguá viu algumas negociações para embarque de junho, com prêmios mais baixos de 78 c/bu na sexta-feira, para negociar em 77, 76 e depois 75 c/bu sobre os futuros de julho, indicando que a curva foi 3 c/bu mais fraca”, conclui.

Embora a realização de lucros tenha sido intensa no início do dia e o mercado tenha recebido algumas notícias que pesaram sobre as cotações nos últimos dias, os fundamentos voltaram a falar mais alto e os preços da soja amenizaram as perdas registradas na Bolsa de Chicago e vão encerrando a terça-feira (24) com estabilidade e registrando leves ganhos entre os principais contratos. 

Ao longo do dia, as perdas chegaram a superar os 15 pontos, porém, no final da tarde o mercado foi se ajustando, inverteu a direção e fechou o pregão com ganhos de 2,50 a 4 pontos. O janeiro/21 terminou o dia com US$ 11,94 e o março, US$ 11,96 por bushel. 

               
Preço soja referência (chicago ):$/MT 529,57   24/nov    
               
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 501,61   24/nov    
               
Preço Brasil - MI - Paranaguá: $/MT 542,13   24/nov    
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 175 por saca    
               

Analistas nacionais e internacionais colocam as condições muito adversas de clima na América do Sul e as ameaças à oferta 2020/21 no centro das discussões do mercado. Enquanto a demanda se intensifica em todo mundo, com destaque, é claro, para a China, os EUA já comprometeram mais de 80% do estimado para exportação na temporada - 59,9 milhões de toneladas - e a safra sul-americana sofre na Argentina, no Brasil, no Paraguai e no Uruguai. 

O La Niña tem causado bastante polêmica até o momento, mas também permanece no radar dos traders e dos analistas. E caso se agrave, os preços da soja na Bolsa de Chicago poderiam chegar aos US$ 15,00 por bushel e alcançar suas máximas em seis anos, segundo analistas internacionais. 

Nesta terça-feira, o Rabobank trouxe um relatório mostrando a força do mercado de grãos neste momento, afirmando que as explicações para o recente rally dos grãos são múltiplas.

"Algumas das consequências do La Niña foram muito visíveis e continuarão a impulsionar os preços até 2021. A seca no sul do Brasil e em partes da Argentina afetou lavouras como a cana-de-açúcar e o trigo e impôs desafios ao plantio de soja. Com os principais períodos de safra começando na América do Sul, o risco continua elevado", afirmam os especialista do banco em seu reporte.   

No pregão desta segunda-feira (23), os preços já testaram o patamar dos US$ 12,00, mas não tiveram força o suficiente para se sustentar, recuaram, mas não se distanciaram muito do alvo. 

"O La Niña tem representado - e continuará a representar - desafios para os agricultores de todo o mundo, piorando a disponibilidade de várias commodities agrícolas", completa o banco.

"Enquanto alguns modelos indicam que o atual La Niña possa alcançar uma força semelhante a dos anos de 2010 a 2012, as atuais condições do fenômeno estão mais fracas do que no mesmo período de 2010", diz o Australian Bureau of Meteorology (BOM). 

Além da questão climática, o Rabobank cita ainda a força da demanda como outro driver das altas dos preços este ano. "A demanda tem sido muito resiliente - principalmente da China - com os estoques de milho e soja previstos para diminuir ao longo da temporada 2020/21". 

Também nesta terça-feira, o Commodity Weather Group (CWG) divulgou seu boletim sazonal de previsões climáticas para os próximos meses e destaca as preocupações maiores com a região Sul do Brasil e a Argentina. 

Com as condições atuais, "o risco aumenta significativamente para o milho e a soja da Argentina, que já começam a perder rendimento em função do calor intenso e da seca persistente. No Brasil, as chuvas são inconsistentes, e riscos altos para as safras por conta das baixas reservas hídricas, com ameaças ainda para cerca de um quarto das áreas produtoras do grão e da oleaginosa. 

Além das questões fundamentais, os preços não só dos grãos, mas das commodities agrícolas de uma forma geral têm sido motivados também pelo posicionamento dos fundos. Ainda de acordo com informações do Rabobank, de junho a outubro os fundos ampliaram suas posições compradas em todas as commodities agrícolas por 22 semanas consecutivas.

"Este fluxo de dinheiro deverá continuar até que se perceba que o estímulo econômica comece a diminuir, o que não deverá acontecer antes do final do primeiro semestre de 2021", explicam os especialistas do banco internacional. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
24/11/2020 161,92 -0,64% -0,99% 30,07  
23/11/2020 162,96 -0,40% -0,35% 29,97  
20/11/2020 163,62 -0,21% 0,05% 30,46  
19/11/2020 163,96 -0,98% 0,26% 30,87  
18/11/2020 165,59 0,07% 1,25% 30,98  
           

Em 2020, os especuladores compraram volumes recordes de posições nas agrícolas, intensificando o movimento de alta motivado pelos fundamentos de oferta e demanda. "À medida em que o estímulo fiscal e monetário cria um fluxo de dinheiro dos títulos soberanos, um número crescente de investidores está olhando para as commodities agrícolas como ativos de investimento", informa o boletim desta terça.

Sete grandes redes de supermercados da França anunciaram que não vão mais importar soja de fornecedores ligados a suspeitas de desmatamento a partir de 2021. Conforme informou a Agências Reuters tratam-se dos grupos  Carrefour, Casino, Auchan, Lidl, Système U, Mousquetaires e Leclerc.

Os supermercados querem barrar a soja brasileira do Cerrado onde estariam os focos de desmatamento ilegal. Eles também pretender barrar aquela soja que foi produzida em área de desmatamento legal, autorizado pelo Código Florestal Brasileiro, ou seja, a soja legal.

Por ano a França compra cerca de 3 milhões de toneladas de farelo de soja do Brasil para a alimentação animal. Em 2019, a França foi o terceiro maior destino do farelo de soja brasileiro, com US$ 584,6 milhões de divisas geradas ao Brasil. Uma pesquisa recente mostrou que 9 de cada 10 franceses estão mobilizados contra o desmatamento e são a favor de ações concretas e firmes. 

Agora há uma cobrança pra que grandes tradders da oleaginosa do Brasil como Cargill, Bunge, COFCO e Louis Dreyfus se unam ao movimento. Elas não se pronunciaram.

 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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