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Conselhos Profissionais de Saúde se posicionam contrários à formação à distância em evento na Capital

Publicado em 18/06/2018 Editoria: Florianópolis Comente!


Os Conselhos Profissionais de Saúde de Santa Catarina se posicionaram contrários à modalidade de ensino à distância para os cursos na área de Enfermagem, tanto técnicos como em nível superior. O posicionamento foi tirado na manhã desta segunda-feira, 18, durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), promovido pela Comissão de Saúde.

Outro encaminhamento foi o apoio a projetos de lei em tramitação na ALesc e Câmara dos Deputados, tratando justamente desta matéria. Entre eles, o PL 293/2016, de autoria da deputada Ana Paula Lima, proponente da audiência pública. O projeto de lei veda o funcionamento no estado de cursos técnicos de Enfermagem nesta modalidade, a partir de uma demanda do Conselho Regional de Enfermagem (Coren/SC).

"A formação dos profissionais de saúde na modalidade de ensino à distância não é apropriada e pode agravar de forma brutal a qualidade do atendimento de saúde no Brasil", considera Ana Paula, enfermeira de profissão. A deputada qualifica como "alarmante" a situação, depois que o governo Temer editou, no ano passado, decreto regulamentando o ensino à distância. "O número de vagas na graduação para a formação de profissionais de saúde passou de 274,6 mil para 521,4 mil e, claramente, o foco não é a saúde da população, mas o negócio no mercado da educação".

Ensino à distância

"Existem em nosso estado diversas instituições de ensino que oferecem cursos técnicos de Enfermagem na modalidade de ensino à distância, método, a nosso ver, totalmente incompatível com as necessidades de formação desse profissional de saúde", apontou Ana Paula em seu projeto de lei. 

A deputada justifica a relevância do projeto baseada na Resolução nº 515/2016, do Plenário do Conselho Nacional de Saúde, que se posicionou contrário à autorização de todo e qualquer curso de graduação na área de saúde ministrado na modalidade de ensino à distância, pelos prejuízos que podem oferecer à qualidade da formação desses profissionais. 

Também nas Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação na área de saúde, que exigem, em suas competências, habilidades e atitudes intrínsecas à formação para o trabalho em equipe de caráter multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar, à luz dos princípios do SUS, com ênfase na integralidade da atenção.

O projeto recebeu parecer favorável nas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Finanças e Tributação e está na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Desporto.

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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