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Soja sobe mais de 1% em Chicago e saco chega a R$176,00 em PNG para maio/21

Publicado em 04/03/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO

A Bolsa de Chicago (CBOT) fechou as atividades nesta quinta-feira operando em campo misto para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações entre 4,00 pontos negativos e 2,00 pontos positivos.

O vencimento março/21 foi cotado à US$ 5,46 com desvalorização de 4,00 pontos, o maio/21 valeu US$ 5,32 com perda de 2,75 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 5,22 com queda de 1,50 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,91 com alta de 2,00 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,73% para o março/21, de 0,56% para o maio/21 e de 0,38% para o julho/21, além de ganho de 0,41% para o setembro/21.

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 546,25 -4
MAY 2021 532,5 -2,75
jul/21 522,5 -1,5
SEP 2021 491,75 2
Última atualização: 17:02 (04/03)

Segundo informações do site internacional Successful Farming, na quinta-feira, os mercados agrícolas do CME Group responderam aos baixos números de exportação divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que reportou vendas de exportação de 154.700 toneladas de milho, enquanto as expectativas do comércio giravam entre 400.000 a 800.000 toneladas, um desempenho considerado fraco pelo analista Mike McGinnis.

“As manchetes não têm sido fortes o suficiente para dar às altas o impulso de que precisam para assumir o controle. O quadro de oferta e demanda de milho e soja é o motivo mais provável. O clima na América do Sul está começando a preocupar os comerciantes, uma vez que as estimativas de produção da segunda safra devem cair”, disse Bob Linneman, da Kluis Advisors, em nota diária aos clientes.

No estado do Rio Grande do Sul, enquanto os produtores vendem no disponível, indústrias compram somente no futuro. Briga de foice. Foi assim que um de nossos correspondentes relataram a disputa entre  compradores e vendedores de milho no Rio Grande do Sul. Segundo os  mesmos, é visível  que  há  lotes  e  intenções  de  venda somente  no  disponível,  haja  visto  que  produtores precisam  de  espaço  para  a  soja,  embora  tradings  e grandes  indústrias  interessem  somente  por  lote futuro. Indicações  de  milho  disponível  no  Estado concentraram-se entre R$ 80,00 e R$ 81,00 FOB nas localidades. Para o mês de Abril, indicações em R$ 85,00 a saca para Nova Bassano, R$ 85,00 para Montenegro, e R$ 83,00 para Marau. Em Passo Fundo, indicações de R$ 82,00 para abril e R$ 83,00 para maio.

As ofertas no mercado de Santa Catarina permanecem pontuais,  e  o  mercado  apresentou  movimentação fraquíssima no dia de hoje. Com exceção de pequenas granjas, as grandes tradings e indústrias mantiveram-se fora das compras no disponível, preferindo indicações a partir de abril, ou mesmo para a safrinha, em meados de agosto. No oeste do Estado, indicações a R$ 82,50 na compra e R$ 84,00 na venda CIF diferido; e meio oeste entre R$ 82,00 a R$ 83,50 + ICMS. Não foram reportados negócios. Lotes negociados a R$ 82,50 em Xanxerê e R$ 85,00 em Campos Novos.

Já o Paraná está com o mercado disponível parado, indicações safrinha porto de R$ 75,00 a R$ 76,00. Assim como vem ocorrendo ao longo da semana, o mercado de milho no Paraná permaneceu bastante parado. O foco do produtor permanece nos trabalhos de campo para a soja, o que ocorre também dentre as tradings, que buscam com a máxima urgência cumprir os contratos estabelecidos.

Os preços futuros do milho contabilizaram elevações nesta quinta-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,75% e 3,46% ao final do dia.

O vencimento março/21 foi cotado à R$ 88,72 com alta de 0,75%, o maio/21 valeu R$ 94,20 com valorização de 3,46%, o julho/21 foi negociado por R$ 89,00 com ganho de 2,81% e o setembro/21 teve valor de R$ 84,50 com elevação de 2,69%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado brasileiro segue parado sem interesse de venda e com os compradores esperando o tempo abrir para avançar a colheita da safra de verão nas regiões Sul e Sudeste.

”Os produtores também estão correndo para plantar a safrinha. Hoje estamos com 60% plantado e indo para 70%, mas com muito atraso e plantios fora da janela, então vamos depender muito de clima favorável ai para frente”, relata o analista.

Brandalizze ainda aponta que, as cotações seguem elevadas para os volumes desta safrinha nos contratos de setembro e outubro, o que aumenta a perspectiva de ter rentabilidade neste ano. “Provavelmente o milho será mais rentável do que a soja mesmo a soja estando em cotações muito boas”, diz.

Nestes primeiros dias de março, o milho vem registrando recordes históricos de preço, já que pela primeira vez supera os R$90,00/saca. Comparado com o preço registrado 24 meses atrás, em março de 2019, o valor médio atual mais do que dobrou, pois a variação acumulada supera os 110%.

Já o frango vivo continua acompanhando, mas muito à distância, a evolução desses preços. Pois ainda que neste início de março venha registrando a segunda melhor cotação de todos os tempos (a média atual, de R$4,50/kg se encontra abaixo apenas do recorde de R$4,56/kg registrado em novembro passado), acumula nesses dois anos valorização que não chega a 40%.

Em março de 2019, com a venda de duas toneladas de frango vivo o produtor adquiria perto de 150 sacas de milho. Neste março, para dispor do mesmo volume do grão, ele necessita de pouco mais de três toneladas de aves vivas - um volume 51% maior.

O preço do milho bateu recordes e superou R$ 87 por saca pela primeira vez na história, segundo o indicador do  CEPEA.Na praça de Campinas (SP), a cotação subiu 1,1% nesta quarta-feira, saindo de R$ 86,11 para R$ 87,06. No acumulado do ano, o indicador registra valorização de 10,69%. Já em 12 meses, a alta é de 61,79%.

Na B3, as cotações do milho também seguem em alta e o indicador pode chegar a R$ 95 nos próximos meses.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 89,14 0,47%
mai/21 94,78 0,62%
jul/21 89,5 0,56%
set/21 84,7 0,24%
Última atualização: 17:42 (04/03)

O analista de mercado Luiz Pacheco acredita que a escassez do cereal no Brasil deve durar até junho por conta de quatro fatores: a safra de verão não foi suficiente para abastecer o mercado interno; a demanda local está muito alta para produção de carnes com destino à exportação; todos os concorrentes do milho, como o farelo de soja, estão muito altos também; e a previsão de redução de área na safrinha por causa do atraso na colheita da soja.

“A demanda internacional também está explosiva, não há milho suficiente no mundo. Os consumidores internos terão que disputar com os externos, mantendo o preço elevado, chegando a R$ 95 na B3 e tendo reflexos nas praças”, argumenta.

O relatório mensal da consultoria Agro Itaú salienta que os preços do milho em Chicago seguirão sustentados no curto prazo diante da perspectiva de balanço apertado nos Estados Unidos e da consolidação de mais um ano de déficit no mercado mundial da commodity. Nesse contexto, ganha ainda mais relevância o tamanho final das safras brasileira e argentina. 

Em relação à safra na Argentina, embora suas condições tenham melhorado levemente ao longo de fevereiro, dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires indicam que no dia 25/2 o percentual da lavoura qualificada como boa ou excelente somava 30%, bem inferior aos 59% observado no mesmo período do ano passado. As condições são piores para as áreas plantadas mais cedo (“tempran os”). No Brasil, o ponto de atenção fica para o atraso no plantio do milho safrinha. Estimativas da StoneX indicam que até o dia 26/2 a área plantada com o grão na 2ª safra alcançou 38%, bem inferior à velocidade de 2020, quando o plantio já chegava a 68% da área pretendida. Isso sugere que parte relevante do milho será plantado fora da janela ideal, o que deverá trazer mais riscos ao desenvolvimento da cultura.

Do lado da demanda, atenção também deverá ser dada à evolução das compras chinesas, que têm sido puxadas pela recuperação do rebanho suíno local. Se elas se acelerarem ainda mais, as cotações na CBOT poderão ganhar fôlego adicional. Os preços da commodity em Dalian no final de fevereiro foram 58% superiores ao mesmo período em 2020. 

No Brasil, o cenário também é de preços firmes nos próximos meses já que a chegada da safra de verão não deverá ser suficiente para trazer grande conforto ao mercado. Além disso, os preços altos em Chicago atrelados ao câmbio desvalorizado devem deixar a paridade com as cotações internacionais em patamares elevados.

Com os preços mais altos da história (acima de R$ 70 a saca), a estratégia para garantir milho à produção de proteínas animais tem se tornado um desafio à cadeia produtiva no Paraná. Com a perspectiva de manutenção da cotação nesse nível nos próximos meses pela conjuntura político- -econômica, fica a dúvida em relação ao ponto de equilíbrio para garantir rentabilidade com a produção de proteínas animais. Afinal, o milho é o principal componente da ração, especialmente, na criação de frangos e suínos.

Ainda, é preciso considerar no planejamento do milho o possível aumento nas exportações de proteínas animais nos próximos anos. Isso porque o Paraná está em vias de conquistar o reconhecimento como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Com a chancela do órgão internacional, a expectativa é que os produtos paranaenses consigam acessar mercados que exigem essa condição sanitária para as negociações, como Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos.

O reflexo dessa perspectiva se reflete há alguns anos nos investimentos feitos por cooperativas e agroindústrias em todo o Paraná. A Frimesa, por exemplo, está construindo, em Assis Chateaubriand, na região Oeste, uma planta processadora de suínos de R$ 2,5 bilhões, que no auge da produção deve abater 15 mil animais por dia.

Além disso, outras empresas também têm anunciado investimentos para ampliar, nos próximos anos, as exportações, aproveitando as portas abertas de novos mercados.

Outro aspecto a se considerar é que hoje o Paraná já consome praticamente todo o milho produzido internamente, parte pela cadeia de proteína animal, parte exportado e parte por outros setores. Em 2020, segundo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), 1,2 milhão de toneladas de milho foi comercializada no mercado internacional, 4,6% de todo o cereal embarcado pelo Brasil. A produção estadual na safra 2019/20, somando primeira e segunda safras, ficou em 15,2 milhões de toneladas, com 77% da produção concentrada na safrinha.

Apesar da expectativa de que continue havendo aumento da produtividade nos próximos anos, o que ajuda a atender a demanda pelo grão, existe a chance da necessidade de trazer mais milho de outros Estados. De acordo com o técnico Edmar Gervásio, do Deral, não há risco de faltar milho. Mas, olhando para as experiências dos vizinhos Rio Grande do Sul e Santa Catarina, é possível prever que pode ocorrer a necessidade de “importar” mais cereal do Mato Grosso e Goiás.

“Podemos dizer que a produtividade do milho no Paraná cresce entre 3% a 5% por safras boas [sem grandes intempéries climáticas]. Então, nosso potencial produtivo em condições normais é de até 17 milhões de toneladas, com 3,5 milhões na primeira e 13 milhões na segunda. Estruturalmente, a questão da oferta e demanda se adequa. Se tivermos um aumento significativo na demanda, temos capacidade de ter milho no mercado doméstico, mas provavelmente a um preço mais alto”, esclarece.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
03/03/2021 87,06 1,10% 1,93% 15,14
02/03/2021 86,11 0,61% 0,82% 15,2
01/03/2021 85,59 0,21% 0,21% 15,29
26/02/2021 85,41 -0,21% 2,48% 15,3
25/02/2021 85,59 0,47% 2,70% 15,55

Novas estratégias

Ana Paula Kowalski, do Departamento Técnico e Econômico (DTE) da FAEP, considera que a área plantada na primeira safra até teria possibilidade de aumentar, desde que fosse uma opção de interesse comercial. Mas a soja, que corre menos riscos de perdas por problemas climáticos e tem maior liquidez internacional, é a preferência absoluta dos produtores na safra de verão. Atualmente, são 5,5 milhões de hectares plantados com a oleaginosa contra 360 mil hectares do cereal na primeira safra.

“Uma das possibilidades para evitar sustos é o que algumas cooperativas têm feito, de incentivar o plantio de milho verão para produzir ração. Há também outras iniciativas, como o fomento do sorgo, que tem janela de plantio maior do que o milho e que também pode ser utilizar na indústria de ração. O novo equilíbrio vai depender muito desse alinhamento comercial. Porque se o produtor for pôr na ponta do lápis sempre vai escolher o que é mais fácil comercializar e o que tem melhor rentabilidade”, analisa Ana Paula.

A capacidade de estocagem também tem trazido uma certa tranquilidade para a cadeia de proteína animal. “Antes, o milho saia da fazenda, passava pelo beneficiamento e seguia praticamente direto para a granja. Hoje, as cooperativas e indústrias de carne estão estocando mais, com margem para um ou dois anos. Vemos isso a partir da primeira crise de 2017, quando o preço saiu de R$ 20 para R$ 45”, explica Gervásio.

O analista de mercado Camilo Motter, da Granoeste, explica que o dólar alto somado ao cenário positivo do preço internacional levou a uma condição extremamente favorável a cotação do milho. “A indústria de carnes está tendo bastante dificuldade nesse patamar que está se sustentando [o preço do milho]. Podemos ter uma situação de muitas integrações terem dificuldade nesse primeiro semestre”, analisa.

Motter prevê que só vai haver alguma perspectiva de queda nos preços se haver uma boa segunda safra no Brasil. “Imaginamos que daqui até junho vai se manter alto, talvez até acima dos R$ 70 a saca. E considerando a conjuntura econômica intervencionista do governo, é possível prever que os preços não vão voltar tão cedo a patamares inferiores, de R$ 40, como tínhamos nessa mesma época, no ano passado”, aponta o analista.

 

SOYBEAN - SOJA
 

Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago voltaram a subir forte na tarde desta quinta-feira (4). Por volta de 14h (horário de Brasília), as cotações registravam altas de 12,50 a 22,25 pontos, com as altas mais fortes sendo registradas nas posições mais próximas. Assim, o março já tinha US$ 14,23, o maio US$ 14,29 e o agosto, US$ 13,64 por bushel. 

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 14,1525 4,5 0,32
mai/21 14,105 3 0,21
jul/21 13,95 3,5 0,25
ago/21 13,5175 3,75 0,28
Última atualização: 17:02 (04/03)  

O mercado ganhou mais força nesta quinta depois da chegada do novo boletim semanal de vendas para exportação pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Apesar de baixas, as vendas vieram dentro das expectativas do mercado e elevando o total já acumulado no país a 60,149,1 milhões de toneladas. Para toda a temporada, as exportações são esperadas em 61,24 milhões, o que sinaliza que os estoques americana, portanto, seguem bastante pressionados.

"O programa de exportação já está mais de 97% concluído e os EUA vendendo muita soja. Além disso, o apetite da indústria americana também deve ser maior, com novos investimentos anunciados", explicam os analistas da Agrinvest Commodities. 

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
mar/21 -10
abr/21 -5
mai/21 10
jun/21 40
Última atualização: 04/03/2021

Ao grão, os futuros do óleo de soja, que também sobem forte na CBOT, são outro catalisador dos ganhos nesta quinta, ainda de acordo com a consultoria. 

Mais dois navios brasileiros , um para maio e outro para junho form negociados com a China. Do lado do mercado físico, as negociações na base CFR China aumentaram desde a terça-feira, com pelo menos quatro carregamentos de grãos brasileiros trocando de mãos. 

Preço soja referência (chicago ):$/MT 516,34   04/mar
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 507,54   04/mar
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 512,37   04/mar
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 174,00 por saca

Uma remessa de junho e uma de julho foram negociadas durante a noite a 158 c/bu e 166 c/bu sobre os futuros de julho, respectivamente. E uma remessa de abril foi negociada em uma base FOB, mas seus detalhes de preço não puderam ser verificados. Também uma remessa de julho foi negociada a 162 c/bu sobre os futuros de julho entre duas casas de comércio e uma remessa de maio também foi concluída a um preço desconhecido.

Mais interesse de compra foi ouvido para embarque em março de 2022, mas nenhuma negociação foi relatada. O indicador CFR China para remessa de abril da opção mais barata subiu 2 c/bu em 152 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a $572,5/t, queda de $ 0,75/t em relação à avaliação anterior. Na origem, os valores do papel permaneceram estáveis no dia.

A remessa de abril foi avaliada em 2 c/bu mais alta em 7 c/bu sobre o futuro de maio, que equivalia a $ 519,25/t. No norte, os prêmios em dinheiro no Golfo e no PNW permaneceram inalterados, mas os preços estáveis caíram US$ 1,50/t em futuros mais baixos.

  soja US$ 5,66
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mai/21 31,16 176,37 0,35%
   
Última atualização: 16:14 (04/03)  

As indústrias já estão pagando melhor no interior do estado do Rio Grande do Sul, mas os negócios são apenas FOB. Vendedor recebeu ofertas muito acima do que se encontravam ontem, mas de maneira geral, os poucos lotes que tinham foram retirados do mercado. Fretes em ascensão quase que diária - Palmeira das Missões/porto, por exemplo, subiu de R$ 100,00 para R$120,00 em poucos dias. Estado importa de outros estados (a maior parte do MS) entre 1,0-1,5 MT, mesmo com safra cheia para aproveitamento de ICMS.

No Paraná os negócios também são FOB, mas os preços melhoraram. 100% dos lotes que rodaram foram FOB – nenhum produtor ou cooperativa quer assumir a conta do frete. Nesse aspecto tradings que tem logística levaram a melhor, pois conseguem preços mais baixos. Ex: Cargill, Sotran, Producerta, Moinho Iguaçu. Porto entre R$ 174,00 pagamento 30/04 a R$ 176,00 pagamento 30/05 no spot. 

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
03/03/2021 172,36 0,60% 2,93% 29,97
02/03/2021 171,34 1,41% 2,32% 30,24
01/03/2021 168,96 0,90% 0,90% 30,18
26/02/2021 167,45 0,43% -0,51% 30
25/02/2021 166,74 0,54% -0,93% 30,28

Em Minas Gerais, os preços mantiveram a alta do dia anterior. Os preços tinham sofrido aumentos na maioria das regiões, mas apenas puxados pelos valores de MS que já estão com boa parte da colheita andada e fazendo negócios, mesmo que em baixos e médios volumes. Ainda assim, algumas regiões subiram mais de 2% dando um crédito maior para momentos futuros onde a colheita tomará força. 

No Mato Grosso do Sul, o esmagamento de fevereiro foi 213.970 tons, cerca de 20,07% inferior ao de janeiro. O esmagamento de soja no estado do Mato Grosso do Sul em fevereiro de 2021 foi de 213.970 toneladas, segundo o Relatório Granos, divulgado nesta data. Este volume foi 20,07% inferior às 267.700 toneladas esmagadas em janeiro e 29,94% a menos do que as 305.400 toneladas esmagadas em fevereiro de 2020. Por empresa , a Cargill esmagou 60.800 tons, a Bunge 56.000 tons, a ADM 52.200, a Cooperativa Lar 38.570, a Correcta 6.400 e a Coamo zero.

Fevereiro terminou com mais que o dobro das chuvas esperadas e atingiu 600 milímetros, segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) Francisco de Assis. O grande volume está prejudicando os agricultores que estão com a colheita de soja atrasada (cerca de 60% das áreas foram colhidos) e, consequentemente, plantio da segunda safra de milho. Alguns já calculam prejuízos. 

“As chuvas têm ocorrido em Sorriso e Lucas do Rio Verde de uma maneira contínua, principalmente nesse mês. Choveu mais que o dobro da climatologia. Algo de 15, 50 a 600 milímetros bem a cima. A tendência é da persistência dessa chuva. Vai ter uma pausa entre quinta-feira e sábado, mas pouca coisa e ainda persiste de uma maneira mais fraca”, apontou o meteorologista. 

Assis emendou que, “a partir de sábado voltam novamente as chuvas de maneira significativa pegando Sorriso, Lucas do Rio Verde, Sinop persistindo em mais dias. Promete de ter a primeira e segunda semana de março com boas condições de chuva para região de Lucas e Sorriso. Não é uma situação boa, os agricultores precisam colher e não está tendo trégua para isso acontecer”. 

Segundo a Somar Meteorologia os meses de março e abril devem ser marcados por chuva acima da média em alguns pontos, o que pode comprometer não só a finalização da colheita como também o plantio do algodão. Por outro lado em maio, período que pode ser crítico para o algodão levando em consideração que o plantio será feito mais tarde a chuva deve ficar abaixo da média.

 

SUGAR - AÇUCAR

May NY world sugar 11 (SBK21) on Thursday closed up +0.12 (+0.74%), and May London white sugar 5 (SWK21) closed up +4.00 (+0.87%) at $462.00

Sugar prices on Thursday posted moderate gains on strength in crude oil prices. NY sugar prices recovered a 2-week low Thursday and moved higher after crude prices jumped more than +4% to a 14-month high. Higher crude prices benefit ethanol prices and may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing to ethanol production rather than sugar production, thus reducing sugar supplies.

Sugar prices Thursday morning initially fell to a 2-week low on a surge in sugar production in India. Data on Wednesday India&39;s Sugar Mills Association showed that India&39;s Oct-Feb sugar production rose +20% y/y to 23.38 MMT. Weakness in the Brazilian real on Wednesday was another negative factor for sugar prices as the real fell to a 4-month low against the dollar on Wednesday. The weaker real provides incentive for export selling by Brazil&39;s sugar producers.

Sugar prices have corrected lower last Tuesday&39;s contract and 4-year nearest-futures high. Concern about smaller global sugar supplies has fueled recent fund buying of sugar futures. Brazil reported last Monday that current shipping delays for its soybean exports might curb global sugar supplies because the queue of vessels waiting at Brazilian ports is so large that bottlenecks will likely continue until May when sugar is normally the biggest crop for export.

A positive for sugar was last Thursday&39;s forecast by the European Commission that EU 2021/22 sugar production will fall -12% y/y to 15.4 MMT.

Sugar also has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported Tuesday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production Dec 10-Feb 26 fell -15% y/y to 6.8 MMT.

Signs of smaller sugar exports India are another positive factor for sugar prices. The Indian Sugar Mills Association (ISMA) said Feb 18 that India&39;s sugar mills have only contracted 2.5 MMT of sugar exports this year, below the government&39;s export target of 6 MMT on a shortage of shipping containers. Also, the All India Sugar Trade Association has projected India&39;s 2020/21 sugar exports may only total 4.3 MMT, down -25% 2019/20.

Ample sugar supply Brazil is a negative factor for sugar. Unica reported last Wednesday that Brazil&39;s Center-South sugar production Oct through mid-Feb was up +44% y/y to 38.217 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.20% in 2020/21 34.48% in 2019/20.

News of higher sugar production India, the world&39;s second-biggest sugar exporter, is also negative for sugar prices. The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry on December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported Feb 15 that China&39;s 2020 total sugar imports rose +55.5% y/y to 5.27 MMT.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Maxar on Jan 27 said that "below-average precipitation is expected in the long term" in the Center South. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. The U.S. Climate Prediction Center said on Jan 14 that a La Nina weather pattern would likely last at least until March and possibly beyond, which could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
04/03/2021 108,23 -2,03% -0,94% 19,11  
03/03/2021 110,47 0,05% 1,11% 19,21  
02/03/2021 110,42 -0,48% 1,06% 19,49  
01/03/2021 110,95 1,55% 1,55% 19,82  
26/02/2021 109,26 -0,55% 0,61% 19,58  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 109,87      
  valor saco $ 19,41      
  valor ton $ 388,22  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

O mercado do açúcar finalizou a sessão desta quinta-feira (04) com valorização moderada, após queda na véspera e baixas de duas semanas, nas bolsas de negociações de Nova York e Londres. O dia foi de recuperação acompanhando as oscilações do petróleo.

O principal vencimento do açúcar na Bolsa de Nova York subiu 0,74% no dia, cotado a US$ 16,26 c/lb, com máxima de 16,41 c/lb e mínima de 15,96 c/lb. Já o tipo branco em Londres finalizou a sessão com salto de 0,87%, a US$ 462,00 a tonelada.

Após queda na véspera, os preços voltaram a subir nas bolsas acompanhando a disparada do petróleo, com máximas de 14 meses, depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados decidiram manter a produção inalterada até abril.

"Os preços mais altos do petróleo beneficiam o etanol e podem levar as usinas de açúcar do Brasil a alocarem mais a moagem para a produção de etanol, reduzindo assim o fornecimento do produto", destacou em nota de mercado o serviço de informações de commodities da Barchart.

Por volta das 16h30 (horário de Brasília), o petróleo WTI subia mais de 3% e o Brent quase 4%, ambos em cerca de US$ 65 o barril.

O mercado segue nos fundamentos monitorando as preocupações com a oferta global e a demanda aquecida pelo adoçante. Além das preocupações logísticas no principal fornecedor mundial do produto neste momento, a Índia, com a falta de contêineres.

Os embarques de açúcar da Índia na safra 2020/21, que termina em setembro, são estimados em cerca de 4,9 milhões de t, abaixo da meta inicial do governo do país fixada em 6 milhões de t e também distante das 5,95 milhões de t de 2019/20 no país.

A valorização do etanol no Brasil pode fazer com que algumas usinas antecipem a colheita da safra 2021/22 de cana-de-açúcar, que começa no mês de abril, para aproveitarem o cenário positivo do biocombustível no país. Além disso, no açúcar, o mercado segue acompanhando as preocupações com um déficit global ante a retomada da demanda.

"Esperávamos um início de colheita até atrasado para compensar a seca durante o ano de 2020 e começo de 2021 no Centro-Sul, mas com os preços elevados do etanol não podemos descartar a hipótese de que teremos algumas usinas iniciando os trabalhos um pouco mais cedo", afirma Guilherme Bellotti, gerente Agro do Itaú BBA.

Os preços do etanol avançaram forte nas últimas semanas, inclusive ficando menos competitivo que a gasolina nas bombas em diversos estados do Brasil, com a demanda aquecida, já que a gasolina também tem registrado altos valores seguindo as oscilações do petróleo no mercado internacional nos últimos tempos e o câmbio.

No mercado do açúcar, máximas de quase quatro anos tem sido renovadas em Nova York. "Estamos atravessando mais um ano de déficit global. Apesar da expectativa de melhora na Índia, tivemos problemas com a safra da Tailândia, União Europeia e Rússia. E isso se soma a uma expectativa de recuperação do consumo", afirma Bellotti.

Além disso, o mercado ainda acompanha nos últimos dias os impactos na logística de exportação da Índia, importante player mundial neste momento, já que ainda levará alguns dias para a safra brasileira começar a ser colhida.

"O mundo precisa do estoque de açúcar que está alocado na Índia, portanto os preços internacionais têm que justificar as exportações indianas... Essas últimas semanas com a dificuldade logística acabam trazendo preocupação com a velocidade do fluxo", diz Bellotti.

O Itaú BBA vê a safra 2021/22 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil com moagem estimada em 585 milhões de toneladas, cerca de 2 milhões a menos sobre a temporada 2020/21, com mix de 46% para a produção de açúcar.

Comerciantes indianos pararam quase totalmente de assinar novos contratos de exportação com compradores iranianos de commodities como arroz, açúcar e chá, devido à cautela sobre as reservas cada vez menores em rúpias de Teerã com bancos indianos, disseram seis autoridades do setor à Reuters.

"Os exportadores estão evitando negociar com o Irã, uma vez que os pagamentos estão atrasando meses", disse um negociante de Mumbai de uma casa de comércio global.

As reservas de rúpias do Irã no UCO e no Banco IDBI da Índia, as duas instituições autorizadas a facilitar o comércio de rúpias, esgotaram-se, e os exportadores não têm certeza se serão pagos a tempo por novos carregamentos, disse o revendedor.

Sob as sanções dos EUA, Teerã não pode usar dólares americanos para realizar transações de vendas de petróleo.

Anteriormente, o Irã tinha um acordo para vender petróleo à Índia em troca de rúpias, que usava para importar produtos essenciais, incluindo commodities agrícolas, mas o governo indiano parou de comprar petróleo de Teerã em maio de 2019, depois que uma isenção das sanções dos EUA expirou.

Teerã continuou usando suas rúpias para comprar produtos da Índia, mas depois de 22 meses sem vendas de petróleo bruto as reservas em rúpias do

Irã ficaram escassas, disseram as fontes, que pediram anonimato, citando a privacidade dos negócios.

A República Islâmica comprava principalmente arroz basmati, chá, açúcar, farelo de soja e medicamentos da Índia.

"Os exportadores de arroz estão preocupados com o mecanismo de pagamento atual", disse Vijay Setia, um exportador de arroz e ex-presidente da Associação de Exportadores de Arroz da Índia.

"Houve muito atraso nos pagamentos dos embarques do ano passado. Os exportadores receberam os pagamentos seis meses após os embarques", disse Setia. No primeiro trimestre de 2020, o Irã importou quase 700.000 toneladas de arroz basmati da Índia, mas no mesmo período deste ano os embarques devem ser "insignificantes", disse Setia. No ano passado, o Irã foi o maior comprador de arroz basmati e açúcar da Índia. O Irã atende a mais de um terço de sua demanda de açúcar e arroz por meio de importações, estimam traders.

O Ministério do Comércio do Irã e o Banco Central do Irã se recusaram a comentar o assunto.

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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