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Preços dos grãos permanecem altos, refletindo as condições apertadas de oferta e demanda no Brasil e no mundo

Publicado em 24/02/2021 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO
Na Bolsa de Chicago, as cotações do milho encerraram o dia com altas  entre 4,5 e 6,75 pontos nos principais contratos, levando o março a US$ 5,59 e o julho a US$ 5,47 por bushel. O mercado acompanha novas altas da soja - que passam de 1% nesta quarta-feira - e do trigo. 

miho
     
Chicago (CME)
CONTRATO US$/bu VAR
mar/21 559,25 5,5
MAY 2021 557 4,5
jul/21 547,25 4,75
SEP 2021 496,5 6,75
Última atualização: 17:02 (24/02)

Analistas e consultores internacionais explicam que o suporte aos preços dos grãos na CBOT vai além de seus próprios fundamentos e que passam também por ganhos de outras commodities."Se os preços do petróleo continuarem subindo é favorável para o complexo de grãos", diz à Reuters Internacional o agroeconomista Phin Ziebell. 

O frio intenso nos Estados Unidos também é uma preocupação para o mercado futuro norte-americano. O plantio do cereal já começa no próximo mês em algumas regiões do país e precisa de condições climáticas melhores para que os trabalhos de campo sejam, de fato, efetivados. 

"Em outros anos já estaria esquentando e os produtores preparando o solo. Mas, no momento tudo congelado", diz Vlamir Brandalizze. 

Paralelamente, atenção à conclusão da safra argentina - que volta a sofrer com problemas de clima - e a demanda forte da China. Na volta do feriado do Ano Novo Lunar, o país asiático voltou faminto por grãos e as condições também servem de combustível aos preços.

miho
     
  B3 (Bolsa)  
mar/21 88,85 0,11%
mai/21 88,8 0,10%
jul/21 83,5 0,36%
set/21 80,31 0,39%
Última atualização: 17:49 (24/02)

 O mercado de milho continua operando em campo positivo nesta quarta-feira (24), tanto na Bolsa de Chicago, quanto na B3. As cotações do cereal no mercado futuro brasileiro fecharam o dia com oscilações positivas entre 0,11%  e 0,39%, levando o março a R$ 88,85 e o julho a R$ 83,50 por saca. 

Os preços do grão permanecem altos e refletindo as condições apertadas de oferta e demanda no Brasil e no mundo. O ritmo dos negócios, todavia, segue lento, com a colheita da safra de verão em andamento, mas registrando atrasos - como acontece na soja - e os vendedores mais reticentes neste momento. 

"O mercado segue com os compradores recebendo o milho a fixar ou para quitar contratos, mas ainda em ritmo lento, porque a safra de verão está atrasada. Os vendedores continuam segurando as ofertas e assim continuam mantendo a calmaria dos fechamentos (de novos negócios)", explica Vlamir Brandaizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. 

Mais do que isso, o especialista afirma também que "os grandes consumidores, vendo que a safra vai chegar efetivamente em março e tem grandes volumes de contratos para receber, estão adiando compras novas ou querendo milho para entrega em abril, apontando que os armazéns devem estar cheios com o produto já negociado para março". 

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
24/02/2021 85,19 0,13% 2,22% 15,68
23/02/2021 85,08 0,22% 2,09% 15,61
22/02/2021 84,89 0,64% 1,86% 15,6
19/02/2021 84,35 0,34% 1,21% 15,6
18/02/2021 84,06 0,31% 0,86% 15,45

No mercado físico do Rio Grande do Sul as indústrias estão intensificando as indicações para abril, por causa do frete. Pode-se dizer que  a  principal  queixa  das  tradings  e cerealistas tem  nome  e  sobrenome: alta dos fretes. No Estado do Rio Grande do Sul não foi diferente  e  ouvimos  ao  menos  três  relatos  de  que  os fretes por lá sobem “diariamente”, e que se encontram cerca de 28% mais caros em relação a um mês atrás. 

Santa Catarina registrou negócios pontuais a R$ 81,00 e R$ 82,00 em direção às indústrias. No Estado de Santa Catarina, as negociações foram pontuais e, mais uma vez, quase que unicamente em direção a grandes compradores, especialmente ligados à avicultura. Diferentemente de outras temporadas, quase não é visto o milho originado de outros estados, situação especialmente ligada aos fretes, e que trava aqueles milhos que poderiam ser originados do Mato Grosso do Sul e Paraná, por exemplo.

No Paraná, o porto com melhores preços não foi suficiente para animar o produtor. Com as altas do dia em Chicago na soja, o milho parece ter sido deixado “de lado” por trading e cerealistas, que preferiram negociar a oleaginosa e assim buscar por melhores margens em seus resultados.  No porto de Paranaguá, o grão disponível terminou o dia com estabilidade, ainda nos R$ 83,00 por saca. Em Santos, a referência para setembro também ficou estável e encerrou o dia com R$ 77,00. 

Os vendedores permanecem mais reticentes em efetivar novos negócios e, do lado dos compradores, há preocupação com os fretes, que subiram substancialmente nos últimos dias. 

Houve  pouquíssimos  negócios,  e  até  as  indicações  estiveram  mais  escassas.  Um  de  nossos  correspondentes comentou  sobre  a  falta  de  quotas  na  ferrovia,  o  que para  ele  inviabiliza  em  especial  negócios  vindos  do Mato  Grosso  do  Sul.  Essa situação,  segundo  o mesmo prevê, deve perdurar até pelo menos o final de março.

 

SOYBEAN - SOJA

Com a oferta limitada e em foco no mercado global, os preços da soja sobem pela quarta sessão consecutiva nesta quarta-feira (24) pela manhã na Bolsa de Chicago. Perto de 8h15 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 6,75 e 10,50 pontos, com o março sendo cotado a US$ 14,15 e o agosto,  US$ 13,61 por bushel.

SOJA - CME - CHICAGO
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)
mar/21 14,2375 17,75 1,26
mai/21 14,2575 17,25 1,22
jul/21 14,12 17,5 1,25
ago/21 13,705 17,75 1,31
Última atualização: 17:02 (24/02)  

O atraso da colheita no Brasil se soma aos estoques já muito apertados dos Estados Unidos, aliados a preocupação com a conclusão da safra na Argentina e tudo isso frente a uma demanda ainda intensa pela oleaginosa, reforçando o tom positivo que continua permeando o mercado mundial. 

E analistas e consultores explicam ainda que não só os fundamentos da soja dão suporte aos preços neste momento, mas as altas das demais commodities também, como milho, trigo e o petróleo. 

"Se os preços do petróleo continuarem subindo é favorável para o complexo de grãos", diz à Reuters Internacional o agroeconomista Phin Ziebell. Assim, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registram seus melhores patamares em cinco semanas. 

E enquanto os preços sobem em Chicago, apesar dos prêmios baixos e, em alguns casos, até negativos no Brasil, os preços da soja nos portos do Brasil mantêm-se em níveis ainda bastante altos, acompanhando não só a CBOT, mas o dólar também valorizado frente ao real. 

O mesmo se dá no interior do país, onde somente na terça-feira (23), foram registradas altas superiores a 1%.

SOJA - PREMIO - CBOT / PNG
CONTRATO VALOR
fev/21 5
mar/21 -10
abr/21 5
mai/21 20
Última atualização: 24/02/2021

O mercado da soja fechou com fortes altas, mais uma vez, na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (24). Os futuros da oleaginosa renovaram suas máximas em cinco semanas e subiram pela quarta sessão consecutiva, encerrando o dia com ganhos de 17,25 a 19,50 pontos nas posições mais negociadas. Dessa forma, o vencimento março fechou com US$ 14,24 e o maio a US$ 14,25 por bushel. No agosto, US$ 13,70. 

Uma combinação de fatores puxou os preços da soja nesta quarta, entre eles, o atraso na colheita e nos embarques no Brasil e o avanço expressivo do petróleo no mercado internacional. O WTI terminou a sessão com alta de 2,42% no spot e o barril valendo US$ 63,16, depois de ganhos de mais de 3% ao longo do dia. 

Desde novembro, a alta acumulada no petróleo chega a 64%, segundo informa a Agrinvest Commodities, o que reflete uma expectativa de retomada da economia global com o processo de vacinação contra a Covid-19 se dando em todo mundo e pelos cortes de produção acordados entre Opep (Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo) e a Rússia. 

"Os futuros do petróleo sobem para suas máximas em 15 meses, puxando os futuros do farelo do óleo de soja na carona", explicam os especialistas da Agrinvest. "O movimento do petróleo tem trazido impacto positivo para os óleos vegetais, os quais têm sido destaque de alta no mercado de commodities agrícolas. De acordo com índice da FAO, os óleos vegetais lideram as altas, seguidos pelos grãos", complementam. 

Os futuros do óleo de soja terminaram o pregão desta quarta na CBOT com altas superiores a 3%, e os do farelo com altas de pouco mais de 0,40%. 

           
Preço soja referência (chicago ):$/MT 519,46   24/fev
           
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 509,96   24/fev
           
Preço Brasil - Paranaguá: $/MT 513,53   24/fev
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 167,00 por saca

E paralelamente, ainda como explicam os analistas da corretora, há melhores margens de esmagamento sendo registradas na China diante dos preços mais altos não só do óleo, mas também do farelo de soja no país. A semana começou com boas altas para os derivados na Bolsa de Dalian, dando espaço  para a alta da matéria-prima em Chicago. 

Mais do que isso, os prêmios pressionados no Brasil contribuem para estas margens melhores. "Os prêmios não eram negociados abaixo de zero desde 2014. A pressão de rolagem para embarques mais longos vem pressionando a ponta curta da curva dos prêmios. E essa pressão é fruto da baixa demanda da China, da alta dos fretes marítimos e do atraso dos embarques", complementa a Agrinvest

Nos mercados à vista, as margens fracas continuaram a conter as compras chinesas, com os lances e as ofertas CFR China permanecendo distantes. As  ofertas  para  embarques  de  março  /  abril  do  Brasil foram relatadas em 145 c/bu sobre o futuro de maio, contra ofertas ao norte de 160 c/bu sobre o mesmo contrato futuro. 

Os  embarques  de  abril  e maio  foram ofertados  a  140-143  c/bu  sobre  os  futuros  de  maio  contra  as  ofertas indicadas a 155-158 c/bu sobre os futuros de maio. O indicador CFR China para remessa de abril da opção mais barata foi avaliado 6 c/bu mais baixo no dia em 149 c/bu sobre o futuro de maio, equivalente a $ 578,25/t, um aumento de $ 11/t em relação à avaliação anterior. A mesma remessa do Golfo dos EUA foi cotada a 220 c/bu sobre o futuro de maio, com preço definitivo a $ 597,5/t, alta de $ 10,75/t no dia. 

Nesse cenário, as margens  brutas  na  China  subiram  ligeiramente graças aos futuros mais firmes de farelo de soja e óleo de soja. Nos  mercados  de  origem,  os  prêmios  no mercado brasileiro  de  papel  de  Paranaguá  caíram  ainda  mais, apesar da colheita lenta. A  remessa  de  maio  foi  negociada  a  5  c/bu  sobre  os futuros de maio, junho foi negociado a 36 c/bu sobre os futuros de julho e julho mudou de mãos a 50 c/bu sobre os futuros de julho na base FOB.

Nos EUA, os prêmios das barcaças CIF permaneceram estáveis, com os embarques em abril inalterados em 75 c/bu em relação ao futuro de maio, correspondendo a $ 547,75/t, alta de $ 12,5/t no dia.Os prêmios FOB para as exportações do Golfo caíram 2 c/bu ao longo da curva com os embarques em  abril caindo para 81 c/bu sobre o futuro de maio, mas o preço estável está US$ 11,75/t acima do dia anterior.

Os negócios vão bem, no Sul do país, com altas nos preços e nos futuros e boas vendas,.É esperado que o estoque final para esse ano de 2021 seja praticamente zero e, portanto, os futuros do grão continuarão a ser alavancados. Preços oscilaram cerca de 1,22/1,23% em Ijuí, 1,85% em Cruz Alta, 1,53% em Passo Fundo. O mercado futuro foi o que mais subiu, 2,38% para R$ 172,00/saca.

Já no Paraná os preços estão mais estacionados, mas ainda altos. Sem grandes mudanças de preços no Paraná, salvo Ponta Grossa que contou com um aumento de 1,25%, indo  à R$163,00.

Para  as  outras  regiões  permanecem  as  referências  de ontem. A  colheita  continua  evoluindo  bem  e  mais  contratos antecipados são entregues, a soja passa por um momento de extremo poder onde a escassez ditará o valor.

  soja US$ 5,42
       
  B3 (Bolsa)    
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR
mar/21 31,25 169,38 1,13%
   
Última atualização: 16:21 (24/02)  

Em Minas Gerais o platô foi alcançado e os preços estão estáveis. As  regiões  foram  cotadas  como  ontem, com Iraí  à R$158,00;  Patos de Minas, São Gotardo e Perdizes à R$159,00 e Uberaba com Uberlândia em R$160,00. Os agricultores mineiros, como do resto do  país, estão primeiro  entregando  os  lotes  vendidos antecipadamente,  para  depois  apurar  o  que  pode  ser ainda comercializado daqui para frente. Nesse contexto, o Mato Grosso do Sul registrou entre 10 e 15 mil toneladas de soja negociadas. Os  valores  de  soja  permaneceram estáveis,  com  Dourados  e  Campo Grande cotando em R$155,00;  Maracaju e Sidrolândia em R$154,00 e São Gabriel e Chapadão em R$153,00.

Compradores  aproveitaram  para  comprar  entre  10 e 15 mil toneladas para garantir o abastecimento interno de farelo. 

E mesmo com prêmios negativos em algumas posições, o mercado brasileiro permanece sustentado. As altas em Chicago refletiram em mais altas no interior e nos portos do país. Além disso, apesar da baixa desta quarta-feira, o dólar segue alto e acima de R$ 5,40, o que também contribui para a manutenção dos preços altos da soja no Brasil. 

Entre as praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, os ganhos variaram de 0,31% a 2,70%, com as referências ainda oscilando no intervalo de R$ 149,00 a R$ 162,00 por saca. 

Nos terminais de exportação, altas de 0,60% a 0,61%, com a soja spot valendo R$ 167,00 em Paranaguá e R$ 166,00 em Rio Grande, enquanto os indicativos para março são de, respectivamente, R$ 166,00 e R$ 164,00 por saca. A referência junho, em Santos, segue nos R$ 172,00. 

A safra de soja 2020/2021 está começando a chegar ao Porto de Paranguá  para exportação, informa a Portos de Paraná, em nota. Segundo o comunicado, o movimento de caminhões que descarregam o produto nos terminais paranaenses já se intensificou e deve chegar aos 2 mil veículos por dia a partir da primeira semana de março.

A expectativa da empresa é que o porto receba cerca de 2 milhões de toneladas no mês que vem. No dia 1º de fevereiro, apenas 221 caminhões passaram pelo pátio de triagem de Paranaguá, segundo a nota.

No dia 11, o movimento havia aumentado para 793 veículos, mas foi só a partir do dia 14 que ultrapassou a marca dos mil, atingindo 1,7 mil veículos. Neste mês, cerca de 500 mil toneladas de soja chegaram para descarga nos terminais paranaenses.

“Houve certo atraso devido às condições climáticas enfrentadas no campo, durante o plantio e o desenvolvimento da lavoura. Historicamente os meses de janeiro e fevereiro têm um movimento menor, então é um período que aproveitamos para realizar obras de manutenção na estrutura de escoamento”, diz o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
24/02/2021 165,84 -0,07% -1,46% 30,52
23/02/2021 165,95 1,23% -1,40% 30,44
22/02/2021 163,94 0,60% -2,59% 30,13
19/02/2021 162,96 -0,45% -3,17% 30,14
18/02/2021 163,7 -0,18% -2,73% 30,09

Três navios carregavam soja na última terça-feira (23) no Porto de Paranaguá e outros três estavam programados para atracar nos próximos dias. Já em “line up”, aguardando a programação, há dois navios para o corredor de exportação leste e um para o berço 201.

A colheita da safra 2020/21 de soja no Paraná atingia na segunda-feira 8% da área projetada para a temporada, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual de Agricultura. Na semana passada, 3% da área projetada para a soja estava colhida.

As exportações de soja em janeiro ficaram nos níveis mais baixos desde 2014, com queda de mais de 95% no comparativo anual, com 49,5 mil toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia. Neste mês de fevereiro, foram embarcadas apenas 550 mil t nas primeiras duas semanas, sobre mais de 6 milhões de t em 2020. Até o último dia 15, apenas 8% dos 15,9 milhões de t do line-up da oleaginosa havia sido efetivamente embarcado.

"O tráfego de soja melhorou visivelmente na última semana, especialmente nas cargas de Santos com destino à China. No entanto, os atrasos com chuvas são aparentes no Norte porque houve menos carregamentos e navios partindo nos últimos dias", disse no final da última semana Karen Braun, colunista de agricultura da Reuters.

Os agricultores que utilizam os portos do Arco Norte podem obter redução de até 35% nos custos do frete por tonelada exportada ao adotar rotas marítimas pelo Pacífico. A queda ocorre mesmo com o pagamento da taxa de utilização do Canal do Panamá, conforme indica o Boletim Logístico divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A análise realizada por técnicos da Companhia mostra o Canal como importante alternativa para melhorar a competitividade dos produtos agrícolas brasileiros, uma vez que pode representar menor tempo de navegação, com decorrente redução do frete, custos operacionais, combustível e emissões, entre outros, bem como possibilitar a abertura de novos mercados de origem asiáticas.

“O que se precisa para atingir esse índice de redução são algumas melhorias na infraestrutura, para adequar a realidade portuária brasileira a essas oportunidades, como a utilização do Canal do Panamá”, pondera o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth. “Por isso, algumas empresas brasileiras e terminais portuários já assinaram acordo internacional de intercâmbio de informações e cooperação técnica com as autoridades panamenhas”.

Com o início da colheita da soja, a contratação do serviço de frete rodoviário em janeiro começou aquecida em Mato Grosso. No entanto, mesmo com o aumento de até 18% nos preços, quando comparado com dezembro do ano passado, os valores ainda estão até 16% menores em relação ao mesmo período em 2020. A expectativa é que as cotações aumentem ainda mais em fevereiro e março, à medida que a colheita da oleaginosa avance pelo país.

Ainda de acordo com o boletim, o mercado de fretes rodoviários deve continuar forte ao longo do 1º semestre, tendo em vista a estimativa de produção recorde, bem como a existência de grande volume de comercialização antecipada.

 

SUGAR - AÇUCAR
 

May NY world sugar 11 (SBK21) on Wednesday closed +0.16 (+0.94%), and May London white sugar 5 (SWK21) closed up +2.10 (+0.44%) at $480.50.

Sugar prices on Wednesday posted moderate gains but remained below Tuesday&39;s contract and 3-3/4 year nearest-futures highs. Sugar prices saw support a rally in crude oil on Wednesday to a new 13-1/2 month high. Higher crude prices benefit ethanol prices and may prompt Brazil&39;s sugar mills to divert more cane crushing to ethanol production rather than sugar production, thus reducing sugar supplies.

Concern about smaller global sugar supplies has fueled fund buying of sugar futures. Brazil reported Monday that current shipping delays for its soybean exports might curb global sugar supplies because the queue of vessels waiting at Brazilian ports is so large that bottlenecks will likely continue until May, when sugar is normally the biggest crop for export.

Another supportive factor for sugar prices is the outlook for excessive rain in Brazil&39;s sugar-producing regions. Maxar on Monday forecasted that Brazil&39;s sugar-growing regions might receive 4-5 inches of rain this week and 3-4 inches of rain next week, which could flood sugar fields and damage crops.

Sugar also has support falling production in Thailand, the world&39;s second-largest sugar exporter. The Thailand Office of the Cane & Sugar Board reported last Tuesday that Thailand&39;s 2020/21 sugar production during Dec 10-Feb 12 fell -23% y/y to 5.5 MMT.

Signs of smaller sugar exports India are another positive factor for sugar prices. The Indian Sugar Mills Association (ISMA) said last Thursday that India&39;s sugar mills have only contracted 2.5 MMT of sugar exports this year, below the government&39;s export target of 6 MMT on a shortage of shipping containers. Also, the All India Sugar Trade Association has projected India&39;s 2020/21 sugar exports may only total 4.3 MMT, down -25% 2019/20.

Ample sugar supply Brazil is a negative factor for sugar. Unica reported Wednesday that Brazil&39;s Center-South sugar production Oct through mid-Feb was up +44% y/y to 38.217 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 46.20% in 2020/21 34.48% in 2019/20.

News of higher sugar production India, the world&39;s second-biggest sugar exporter, is also negative for sugar prices. The India Sugar Trade Association on Feb 11 forecast that 2020/21 India sugar production will increase +9% y/y to 29.9 MMT. On Thursday, ISMA reported that India Oct-Feb 15 sugar production was already up +23% y/y to 20.9 MMT.

Sugar prices have underlying support solid sugar demand Asia. Sugar demand in Indonesia, the world&39;s top importer, is a bullish factor for sugar prices after Indonesia&39;s Trade Ministry on December 30 said it would allow sugar refiners to import 1.93 MMT of raw sugar in the first half of 2021. Also, Indonesia&39;s Sugar Refivers Association recently said that it expects Indonesia&39;s sugar imports to climb +10% y/y to a record 3.3 MMT in 2021 due to higher demand the food and beverage industry. In addition, robust sugar demand in China, the world&39;s second-largest sugar importer, is positive for prices after China&39;s General Administrations of Customs reported last Monday that China&39;s 2020 total sugar imports rose +55.5% y/y to 5.27 MMT.

Sugar prices have underlying support dry conditions in Brazil that may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Maxar on Jan 27 said that "below-average precipitation is expected in the long term" in the Center South. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. The U.S. Climate Prediction Center said on Jan 14 that a La Nina weather pattern would likely last at least until March and possibly beyond, which could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$  
24/02/2021 110,5 0,88% 1,75% 20,34  
23/02/2021 109,54 0,38% 0,87% 20,09  
22/02/2021 109,13 1,03% 0,49% 20,05  
19/02/2021 108,02 0,65% -0,53% 19,98  
18/02/2021 107,32 1,23% -1,18% 19,73  
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .      
  media R$ 108,90      
  valor saco $ 20,09      
  valor ton $ 401,85  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180
                          com 7% icms    

Depois de máximas de quase quatro anos nos últimos dias, o mercado do açúcar nas bolsas externas passou a cair ontem, acompanhando os recentes desdobramentos na presidência da Petrobras, segundo o analista da Safras & Mercado, Maurício Muruci.

"A expectativa do mercado era de que a oferta de etanol hidratado iria crescer até o início dessa crise da Petrobras, agora, não se sabe se a oferta vai crescer e, se isso não ocorrer, poderá gerar maior disponibilidade de açúcar", disse Muruci.

A estatal tem como novo indicado para a presidência o general Joaquim Silva e Luna, após tensões entre o governo e a antiga direção por conta da alta nos preços dos combustíveis.

Nos últimos dias, o açúcar bruto na Bolsa de Nova York atingiu máximas de quase quatro anos, se aproximando do patamar de US$ 19 c/lb. Segundo Muruci, além de expectativas com a oferta, o suporte também vinha de uma perspectiva de aumento da demanda e estoques baixos.

Exemplificando a demanda aquecida, as usinas no Brasil já fixaram volume recorde de 90% da estimativa de exportação de 34 milhões de t da Safras & Mercado na safra que será iniciada em abril no país, a 2021/22, e também de cerca de 50% da temporada 2022/23.

“Tivemos uma nova elevação nas fixações antes e no pós-feriado de Carnaval no país porque Nova York subiu bastante e o câmbio se desvalorizou. Só não aumentou mais na safra 2022/23 porque o etanol hidratado está muito alto e isso acabou freando as usinas nesse sentido”, destaca Muruci.

A Safras & Mercado espera a safra 2021/22 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil em 605 milhões de toneladas e 53 milhões de t no Nordeste. A produção de açúcar no Centro-Sul é esperada em 40 milhões de t.

As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta quarta-feira (24) com valorização na Bolsa de Nova York e em Londres, após perdas na véspera. O movimento de recuperação acompanhou um rally no petróleo WTI e Brent.

O principal vencimento do açúcar bruto em Nova York saltou 0,94%, cotado a US$ 17,17 c/lb, com US$ 17,24 de máxima e mínima de US$ 16,85 c/lb. Já em Londres, o tipo branco finalizou o dia com salto de 0,44%, a US$ 480,50 a tonelada.

"Os preços altos do petróleo beneficiam o etanol porque podem fazer as usinas do Brasil a desviarem a moagem da cana para a produção de etanol em vez de açúcar, reduzindo o fornecimento do adoçante", disse em nota a consutoria Barchart.

O mercado do petróleo testou máximas de mais de 13 meses nesta sessão, com altas de mais de 2% no WYI e Brent, ambos acima dos US$ 60 o barril acompanhando os impactos das nevascas no Texas após dados de produção e estoques dos Estados Unidos reportados no dia.

“Há preocupação de que esta seja uma queda de produção de longo prazo”, disse Phil Flynn, analista sênior da Price Futures em Chicago para a agência de notícias Reuters.

Além disso, no Brasil, o dia foi de divulgação da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). No acumulado desde o início da safra 2020/2021 até 16 de fevereiro, a moagem atingiu 598,12 milhões de toneladas, 3,22% superior às 579,47 milhões de t da última safra.

O crescimento da produção de açúcar foi ainda maior: 44,25%, com 38,21 milhões de toneladas fabricadas no atual ciclo ante 26,49 milhões de toneladas no mesmo período da safra 2019/2020.

Os embarques de açúcar do Brasil na safra 2021/22, que começará no mês de abril, podem ser impactados por conta dos atrasos no escoamento da safra de soja, que está bem mais lento do que no último ano, segundo dados de line-up. O clima adverso em vias de escoamento e na região dos portos tem contribuído para esse cenário.

Essas preocupações logísticas deram suporte ao mercado externo nos últimos dias, com máximas de quase quatro anos, apesar de queda expressiva na véspera na Bolsa de Nova York e em Londres. Traders do mercado estimam que os gargalos com a logística da soja podem durar até maio, quando é escoado o açúcar.

"O gargalo estaria na questão rodoviária, com engarrafamento de caminhões, e alguma fila de navios nos portos brasileiros, mas tudo dentro de uma normalidade, nada que vá fazer com que o preço tenha uma volatilidade extrema que não está tendo agora", disse Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado.

O risco logístico também foi registrado na última safra, segundo Muruci, com impacto de cerca de duas semanas sobre o mercado e depois foi dissipado, exatamente o que está acontecendo agora. Na terça-feira (23), o açúcar caiu mais de 2% nas bolsas de Nova York e Londres assimilando a questão logística e os recentes desdobramentos da Petrobras.

"O setor logístico tem seus terminais e navios próprios aqui no Brasil, principalmente em Santos", pontua Muruci, destacando que os riscos podem ser mínimos nesta safra, apesar do recente impacto nos preços. Entre 80% e 90% das exportações brasileiras de açúcar são escoados pelo Porto de Santos.

O clima também está sendo monitorado pelos operadores, já que também pode contribuir para o atraso da oferta. "Qualquer sinal de atraso no início

da colheita devido ao tempo também pode significar menos oferta em maio e aumentar o spread", disse para a Bloomberg John Stansfield, analista do Grupo Sopex. "O mercado precisa do açúcar o mais rápido possível".

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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