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Análise diaria mercado agricola milho soja açucar

Publicado em 26/11/2020 Editoria: AgroNews Comente!


CORN - MILHO
As bolsas de Chicago e Nova York não operam nesta quinta-feira (26) em função do feriado do Dia de Ação de Graças - ou Thanksgiving Day - nos Estados Unidos. Este é o feriado mais importante para o país depois do Natal. 

Os negócios serão retomados nesta sexta-feira (27), mas somente em meio pregão. Da mesma forma, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também reporta seu novo boletim semanal de vendas para exportação amanhã. 

miho
     
  B3 (Bolsa)  
jan/21 78,9 -0,10%
mar/21 78,8 0,00%
mai/21 74,7 -0,07%
jul/21 68,6 -0,58%
Última atualização: 18:00 (26/11)
 

O ano de 2020 registrou o recorde de preços nominais e reais do milho no mercado brasileiro, com o indicador Esalq/BM&F superando a barreira de R$ 80,00/saca no segundo semestre, segundo as informações que foram divulgadas pelo Rabobank. A instituição publicou um novo relatório de oferta e demanda do agronegócio brasileiro.

“No mercado internacional, após quase tocarem os USD 3/bushel e atingirem os menores patamares em 12 anos, os preços do milho em Chicago (CBOT) tiveram forte escalada rompendo a barreira dos USD 4,20/bushel. Após um bom início, o desenvolvimento das lavouras americanas acabou sendo prejudicado pelo clima e, após perspectivas preliminares de que poderiam superar a barreira dos 400 milhões de toneladas, os EUA colheram 368,4 milhões de toneladas de milho em 2020. Por outro lado, apesar da demanda de milho pela indústria de etanol americana ter sido negativamente impactada pelas restrições impostas pela pandemia da Covid-19, as exportações do cereal devem ter expressivos aumentos na safra 2020/21 no comparativo com o ciclo anterior (de 45,2 milhões de toneladas para 65,4 milhões de toneladas”, comenta.

Como pontos de atenção, o banco cita que as exportações brasileiras em 2021 vão depender da disponibilidade referente à produção da safra 2020/21. “A manutenção do real desvalorizado beneficiaria a competitividade do milho brasileiro e, dada a forte demanda internacional, especialmente da China, o Rabobank estima que as exportações poderiam atingir 37 milhões de toneladas em 2021”, completa.

“Os níveis de paridade de exportação devem seguir suportados por Chicago (CBOT), onde o Rabobank estima que as cotaçõestendem a ficar entre USD 4,30 e USD 4,50/bushel em 2021”, conclui.

De acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica, os preços do milho no mercado internacional caíram, com exceção do Brasil. “Nos mercados à vista, as ofertas para embarque de  janeiro do

Golfo foram ouvidas estáveis em 145 c/bu sobre o contrato de março para embarque na primeira metade do mês e com a última metade ofertas de dezembro ouvidas a 140 c/bu sobre o mesmo contrato”, comenta.

“Um raro comércio de safra velha foi relatado no Brasil em 175 c/bu sobre os futuros de março para embarque em janeiro em Paranaguá. Com Santos, isso equivale a um valor de cerca de 177-178 c/bu, até 6-7 c/bu no dia. E para a nova safra, as ofertas no Brasil ficaram estáveis em 90 c/bu em relação aos futuros de julho para embarque de julho”, completa.

Na Argentina, entretanto, as ofertas para a  safra velha caíram de 3-4 c/bu até março, com ofertas na chave março subindo 3 c/bu para 118 c/bu sobre os futuros de maio com lances chegando em 8 c/bu abaixo disso. “Na Ásia, um negócio de milho foi relatado a US $ 264 /t CIF Vietnã com janela de carregamento entre dezembro e janeiro. As posições para embarque entre janeiro e fevereiro ainda devem ser cobertas, mas os importadores de milho do Vietnã ainda não estão prontos para pagar o preço, com milho oferecido em US $ 269-270/t CIF Vietnam”, informa.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA (Mercado)
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
26/11/2020 79,31 -0,58% -3,15% 14,88
25/11/2020 79,77 0,13% -2,59% 15
24/11/2020 79,67 -0,49% -2,71% 14,8
23/11/2020 80,06 -0,19% -2,23% 14,72
20/11/2020 80,21 0,24% -2,05% 14,93
         

“Finalmente, os  preços do milho ucraniano foram mais baixos . As melhores ideias  de compra caíram para US $ 232 /t FOB HIPP para carregamento de dezembro, enquanto a oferta mais bem mostrada permaneceu em US $ 235 /t FOB HIPP. Além disso, ofertas de milho com documentos chineses foram ouvidas em torno de US $ 241/t FOB PIPP para dezembro-janeiro. Houve rumores de uma negociação em torno de US$ 233-US$ 234/t FOB HIPP para a primeira metade de dezembro, mas era impossível de confirmar, embora fontes notaram que a negociação poderia explicar por que as ofertas ouvidas no início da semana a US $ 233/t haviam desaparecido hoje”, conclui.

Os preços futuros do milho oscilaram durante toda a quinta-feira, operando em campo misto e sempre com pouca amplitude de flutuação na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações entre 0,58% negativo e 0,34% positivo por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 78,98 com ganho de 0,34%, o março/21 valia R$ 78,80 com alta de 0,13%, o maio/21 era negociado por R$ 74,70 com queda de 0,07% e o julho/21 tinha valor de R$ 68,60 com baixa de 0,58%.

Os movimentos cambiais também fora voláteis ao longo dia e influenciaram os contratos do cereal brasileiro. Por volta das 16h37 (horário de Brasília), o dólar subia 0,20% e era cotado à R$ 5,33.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado do milho está caindo e tem tendência de novos ajustes para baixo. “Em cinco ou oito semanas vamos ter colheita. Além disso, as indústrias param na próxima semana e quando voltarem já vai estar na boca da colheita”, diz

Brandalizze destaca ainda que, “os portos hoje pagam de R$ 70,00 a R$ 72,00 para a exportação e esse é o balizador. Como hoje estamos mais voltados à demanda interna, ele consegue girar um pouco melhor no interno”.

A quinta-feira (26) chega ao final com os preços do milho recuando no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas na praça de Ponta Grossa/PR (2,63% e preço de R$ 78,00).

Já as desvalorizações apareceram em Campinas/SP (1,22% e preço de R$ 81,00), Oeste da Bahia (1,50% e preço de R$ 65,50), Amambaí/MS (2,10% e preço de R$ 70,00), Porto Santos/SP (3,53% e preço de R$ 82,00) e Itapetininga/SP (3,75% e preço de R$ 77,00).

A oferta do milho tributado cresceu nos últimos dias em praticamente todas as praças paulistas. Mesmo assim, o comprador está mais afastado dos negócios, frio nas negociações. Com o recuo do dólar o apetite das exportações também está menor. Em Campinas-SP, a referência gira ao redor de R$78,00/sc, CIF, 30d.

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural seguindo o acompanhamento da comercialização da safra de milho 2019/20 no estado.

De acordo com o levantamento, até o momento os produtores sul-mato-grossenses já negociaram 72,17%  das 10,618 milhões de toneladas produzidas nos 1,895 milhão de hectares cultivados.

Enquanto isso, o preço da saca do milho em MS se desvalorizou 2,80% entre 16 a 23 de Novembro de 2020. O cereal encerrou o período negociado a R$ 69,50. “As cotações do milho no mercado interno recuaram seguindo à desvalorização do dólar”, diz o relatório.

Apesar disso, o preço médio do mês de novembro segue cotado a R$ 71,59, registrando avanço nominal, no comparativo com novembro do ano passado, de 109,15%, quando o cereal havia sido cotado, em média, a R$ 34,23/sc.

“Reitera-se o fato de que essas cotações não significam que o produtor está recebendo esses valores, uma vez que há uma escassez de estoques de milho junto ao produtor neste momento, diante da comercialização antecipada da safra que acabara de ser colhida”, destaca a Famasul.

       
miho  
       
Chicago (CME)  
CONTRATO US$/bu VAR  
DEC 2020 420 -5,75  
mar/21 427,5 -5  
MAY 2021 430,25 -5,5  
jul/21 431,5 -5  
Última atualização: 17:02 (25/11)  
       

Os preços do milho no mercado do Rio Grande do Sul chegam a R$ 93,00 em Santa Rosa, segundo informações da TF Agroeconômica. “O mercado de milho está muito lento no RS.  Há pouca disponibilidade de safra velha, a maior parte já nas mãos dos compradores que  estão esperando chegar a safra de verão para aumentarem as compras no estado. Não houve relatos de compras de milho no MS nesta quarta-feira, embora os compradores tenham tentado colocar bids ao redor de R$ 79,00+ICMS CIF sem sucesso”, comenta.

Nesse cenário, Santa Catarina compra 5.000 toneladas no Mato Grosso do Sul e se retira do mercado. “Este recuo pode realmente acontecer quando a safra de verão do RS começar a ser colhida dentro de 30 dias, no final de dezembro, sempre com respingos sobre o estado catarinense, devido à proximidade e frete baixo. Os preços para o produtor mantiveram-se em R$ 76,00/saca no Alto Vale do Itajaí, R$ 76,50  em Campos  Novos, R$ 76,00  Concórdia e Joaçaba, R$  74,00 em Pinhalzinho, R$ 70,25 em Xanxerê”, completa.

No Paraná, o mercado está inalterado e vazio de negócios. “Os vendedores recuaram as suas pedidas de R$ 80,00 puro para a faixa entre R$ 77,00 e R$ 80,00 nesta semana. Em Paranaguá milho de safra velha continua sem indicação e para safra nova indicação de R$ 72,00 para fevereiro/março de 2021. Para safra nova continua a R$ 66,00 para março/abril de 2021 posto fábrica”, informa.

Enquanto isso, foi visto um novo recuo forte do milho no MS . “Para o Rio Grande do Sul ofertas a R$ 80,00 e R$ 80,50 + ICMS para a região de Santa Rosa e Ijuí, e compradores indicando os 79,00  +  ICMS, mas sem reportes de negócios. A volta das chuvas e a perspectiva de recuperação de algumas áreas que antes apresentavam seca assustou os vendedores que se apressaram em aceita as ofertas menores dos compradores”, conclui.

 

SUGAR - AÇUCAR
 

Mar NY world sugar 11 (SBH21) on Wednesday closed down -0.27 (-1.80%), and Mar London white sugar 5 (SWH21) closed down -7.90 (-1.93%).

Sugar prices on Wednesday tumbled to a 2-week low on larger Brazil sugar output. Unica reported on Wednesday that Brazil&39;s Center-South sugar production in the first half of November rose +57 y/y to 1.242 MMT, above expectations of 1.120 MMT. The percentage of cane used for sugar rose to 41.74% in 2020/21 28.42% in 2019/20.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL ESALQ/BVMF - SANTOS  
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$    
26/11/2020 109,58 0,14% 8,92% 20,56    
25/11/2020 109,43 0,43% 8,77% 20,58    
24/11/2020 108,96 0,26% 8,30% 20,23    
23/11/2020 108,68 0,56% 8,02% 19,99    
20/11/2020 108,07 0,25% 7,41% 20,12    
Nota: Reais por saca de 50 kg, com ICMS (7%) .        
  media R$ 108,94        
  valor saco $ 20,40        
  valor ton $ 408,03  porto santos - FAS - icmusa 130 - 180  
                          com 7% icms    
             

Sugar prices were already on the defensive on the outlook for more sugar supplies India. Meir Commodities India Pvt on Tuesday projected that India would export 1.5-2.0 MMT of sugar in 2020/21 without any government subsidy since neighboring countries can be expected to purchase Indian sugar rather than Brazilian sugar because of cheaper freight costs.

Sugar mills in India have held back exports as they await news on government subsidies. The World Trade Organization (WTO) is expected to rule on the legality of India&39;s subsidies to its sugar exporters sometime this month after Brazil and Australia raised objections to the WTO about the subsidies. The ruling by the WTO has been delayed July due to the Covid pandemic.

Sugar prices have trended higher over the past six weeks up to a 9-month high last Tuesday on concern that Brazil&39;s dry conditions may curb sugarcane yields and reduce Brazil&39;s sugar production. Irregular rain in Brazil&39;s sugar-growing areas is keeping soil moisture levels below normal. Maxar recently said that Brazil&39;s sugar-growing regions had received only 5%-25% of average rain in the past few months, leaving crops "extremely dry." Also, a La Nina weather pattern could lead to prolonged excessive dryness in Brazil that cuts sugarcane yields.

Sugar prices held most of their gains last week after Hurricane Iota slammed into Central America last Monday, bringing heavy rains and damage to sugar crops and infrastructure in Nicaragua, Honduras, and Guatemala.

A negative for sugar prices was last Thursday&39;s forecast the USDA&39;s Foreign Agricultural Service (FAS) that India&39;s 2020/21 sugar production will climb +16.8 % y/y to 33.76 MMT and that India&39;s sugar exports will climb +3.5% to 6.0 MMT.

In a bullish factor, ISO last Tuesday cut its global 2020/21 sugar production estimate and increased its global 2020/21 sugar deficit estimate. ISO projects that global 2020/21 sugar production will increase by +0.9% y/y to 171.1 MMT. ISO also said the global 2020/21 sugar market would fall into deficit by -3.5 MT a +1.86 MMT surplus in 2019/20.

In another bullish factor, France&39;s Agricultural Ministry last Monday cut its 2020 French sugar-beet production estimate to a 19-year low of 27.2 MMT an Oct estimate of 30.5 MMT due to drought. France is the largest sugar producer in the European Union.

Sugar prices are also seeing support the smaller sugar crop in Thailand, the world&39;s second-biggest sugar exporter, which has been decimated by drought. The Thailand Sugar Mills Corp said Oct 2 that Thailand&39;s 2020/21 sugar production would fall -13% y/y to an 11-year low of 7.2 MMT as dry weather this year ravaged cane plantations.

Fund buying in London sugar has supported the recent rally in prices. Last Friday&39;s Commitment of Traders (COT) data showed funds increased their net-long positions of London white sugar by 3,445 positions in the week ended Nov 17 to an 8-month high of 27,030. The large long position, however, could also provide fuel for long liquidation pressure.

Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em queda na quarta-feira, à medida que o mercado seguia no aguardo de novidades em relação às exportações da Índia em 2020/21.

O contrato março do açúcar bruto fechou em queda de 0,27 centavo de dólar, ou 1,8%, a 14,77 centavos de dólar por libra-peso, com o mercado no aguardo de notícias sobre possíveis subsídios para as exportações da Índia em 2020/21.

As usinas de açúcar indianas fecharam pela primeira vez em três anos acordos de exportação sem subsídios do governo, enquanto lutam para pagar valores devidos aos agricultores, disseram fontes à Reuters.

“As notícias e os rumores do mercado continuam com o foco nas possíveis exportações da Índia e nos subsídios pedidos”, disse o analista Tobin Gorey, do Commonwealth Bank of Australia.

O açúcar branco para março recuou 7,90 dólares, ou 2,3%, para 400,70 dólares por tonelada.

A produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil cresceu 57% na primeira quinzena de novembro, para 1,24 milhão de toneladas, informou a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas usinas do Centro-Sul totalizou 20,34 milhões de toneladas na 1ª metade de novembro, aumento de 2,24% sobre o valor apurado na mesma quinzena da safra 2019/2020. No acumulado desde o início do ciclo 2020/2021 até 16 de novembro, a moagem somou 585,73 milhões de toneladas - crescimento de 3,69% no comparativo com o mesmo período do último ciclo agrícola.

O diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, destaca que “em São Paulo a moagem de 350,06 milhões de toneladas registrada até 16 de novembro já supera o total de 332,13 milhões de toneladas verificado na safra 2019/2020”.  

 

SOYBEAN - SOJA

As bolsas de Chicago e Nova York não operam nesta quinta-feira (26) em função do feriado do Dia de Ação de Graças - ou Thanksgiving Day - nos Estados Unidos. Este é o feriado mais importante para o país depois do Natal. 

Os negócios serão retomados nesta sexta-feira (27), mas somente em meio pregão. Da mesma forma, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também reporta seu novo boletim semanal de vendas para exportação amanhã. 

SOJA - CME - CHICAGO  
CONTRATO US$/bu Variação (cts/US$) Variação (%)  
jan/21 11,84 -7,25 -0,61  
mar/21 11,8575 -7,5 -0,63  
mai/21 11,84 -8 -0,67  
jul/21 11,7975 -8 -0,67  
Última atualização: 17:00 (25/11)    
         

De acordo com o novo relatório do Rabobank sobre perspectivas para o agronegócio brasileiro, os preços da soja seguem fortalecidos em 2021. Dentre os fatores do recente suporte das cotações da soja no mercado internacional, destaca-se a forte demanda chinesa como determinante para essa retomada nos preços.

O Rabobank estima ainda preços bastante sustentados no mercado da soja para 2021, em um intervalo das cotações na Bolsa de Chicago de US$ 12,00 a US$ 12,40 por bushel, na média. Por trás destas perspectivas estão uma safra 2020/21 menor dos EUA; uma demanda muito intensa da China - com as importações podendo chegar a 100 milhões de toneladas no presente ano comercial - e estoques americanos nos menores patamares desde a temporada 2013/14, como explica o analista de grãos do banco, Victor Ikeda, em entrevista ao Notícias Agrícolas. 

A estimativa do Rabobank para a safra 2020/21 de soja do Brasil é de 130 milhões de toneladas, número menor do que a média de outras consultorias - que ainda apostam em volumes entre 133 e 135 milhões de toneladas -, registrando um aumento de área, mas com a necessidade constante de monitoramente do clima para entender o futuro dos números. 

“O início da reconstrução do rebanho suíno chinês após as fortes perdas decorrentes da Peste Suína Africana já era naturalmente um motivo que levaria ao crescimento das importações chinesas. A estimativa do Rabobank é que o esmagamento de soja na China terá 8,3% de crescimento – de 90,5 milhões de toneladas no ciclo 2019/20 (outubro/19 à setembro/20) para 98 milhões de toneladas na safra 2020/21. As importações chinesas nessa estimativa tendem a alcançar 100 milhões de toneladas pela primeira vez na história”, comenta o banco.

Em meio à forte valorização da soja no mercado internacional, o Brasil, ainda que com atrasos, semeia a safra 2020/21. “Além dos movimento em Chicago, a significativa desvalorização da taxa de câmbio resultou em patamares de preços extremamente atrativos ao produtor para esse próximo ciclo. Analisando os contratos de vendas antecipadas (janeiro/20 à outubro/20) para entrega em março/21, a estimativa é que o valor ponderado tenha alcançado R$ 89/saca em Mato Grosso, 30% acima do observado nesse mesmo período do ano passado”, completa.

Como ponto de atenção, o Rabobank indica o impulsionamento do esmagamento de soja no Brasil para 45,4 milhões de toneladas em 2021, em caso de confirmação de mistura mandatória de 13% de biodiesel no diesel em 2021 somada a retração vendedora do produtor argentino por questões cambiais. 

"Tivemos um atraso de plantio aqui no Brasil devivo ao atraso das chuvas, mas ainda temos que monitorar o clima, especialmente nos meses de dezembro e janeiro (...) Acreditamos que em caso de chuvas abaixo do esperado, em um cenário de alta probabilidade de La Niña, isso possa vir a ocasionar revisões para baixo", diz Ikeda. 

  soja US$ 5,34  
         
  B3 (Bolsa)      
CONTRATO US$/sc R$/sc VAR  
nov/20 26,29 140,3886 -0,06%  
  sem negocição hoje  
Última atualização: 15:27 (25/11)  

Para a Argentina, a projeção é de uma safra de 50 milhões de toneladas. 

No cenário interno, as perspectivas do Rabobank dão conta também de um aumento do esmagamento de soja na ordem de 2% em relação a 2020, para 45,4 milhões de toneladas, alimentadas principalmente pela possibilidade do aumento da mistura mandatória de 12% para 13%, que aumenta a demanda por óleo de soja, e também com um consumo maior esperado de farelo de soja, com uma necessidade maior de produção dado o incremento esperado também a produção de proteínas animais. 

O futuro do andamento das operações nas indústrias argentinas de processamento de soja, buscando compreender qual será o espaço que os produtos brasileiros ainda terão no próximo ano. 

Concluindo a análise, Ikeda destaca a importância da disputa por área nos EUA na próxima temporada para o andamento dos preços. 

"Esperamos um aumento de área nos EUA no ciclo 2021/22. Mas se só a soja estivesse se destacando nesta cesta de commodities, teríamos uma expansão de área maior, o que poderia provocar uma correção de preços. Mas a soja vai competir não só com o milho, mas também como o algodão. Assim, se espera um aumento de área nos EUA, mas ainda não suficiente para suprir o crescimento da demanda. Isso só deve se consolidar na safra 2021/22 da América do Sul", explica o analista. 

A demanda chinesa se concentrou nas safras brasileiras, apesar dos prêmios CFR China se recuperaram ligeiramente de acordo com a TF Agroeconômica. “As licitações foram registradas para abril, maio e julho de 2021  de safra nova brasileira e alguns interesses  de compra também foram ouvidos para as novas safras de 2022”, comenta.

“No mercado de Paper de Paranaguá houve negócios para maio 21 a + 68K, Jun +85N e Jul a 94N. A remessa de abril foi licitada em 138 c/bu sobre os futuros de maio contra ofertas em 144-146 c/bu sobre os futuros de maio e as ofertas para envio de maio foram mostradas em 142 c/bu sobre os futuros de maio versus ofertas indicadas em 148-150 c/bu sobre os mesmos futuros. Para julho, as ofertas foram encontradas em 168  c/bu sobre os futuros de julho versus ofertas em 172-175 c/bu”, completa.

SOJA - PREMIO  
CONTRATO VALOR  
nov/20 250  
fev/21 105  
mar/21 65  
mai/21 60  
Última atualização: 25/11/2020  

A consultoria indica ainda que a demanda por embarque no primeiro mês foi tranquila, pois as margens permaneceram apertadas. “O indicador APM-6 CFR China para embarque de janeiro da opção mais barata marcou 3 c/bu no dia em 215 c/bu sobre os futuros de janeiro, o que equivale a US $ 515,25/t, um aumento de US $ 0,75 /t no dia”, diz a consultoria.

“No Golfo, os negócios de terça-feira tinham indicado que os prêmios foram em grande parte estáveis em 110 c/bu para dezembro e 5 c/bu carry para janeiro, o que equivale a US$ 478,50 e US$ 476,5 /t FOB, respectivamente. No mercado FOB no Brasil, os futuros mais fracos elevaram os prêmios para deixar o preço fixo praticamente inalterado. Os prêmios foram ofertados mais alto para o terceiro trimestre, embora toda a curva tenha subido 1-3 c/bu. Os preços fixos de fevereiro foram marcados em $476.5 /t FOB Paranaguá e $480.5 /t FOB Santos com março em um inverso de $4/mt”, conclui.

As indústrias gaúchas voltaram a indicar preços no Mato Grosso do Sul e os preços dos mercados locais recuam novamente em média 1,92%, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os preços da soja no mercado spot gaúcho voltaram a cair novamente em média 1,92%,  diante do abastecimento de soja de fora do estado a preços menores”, comenta a consultoria.

“Já os preços do mercado futuro subiram significativamente R$ 4,30/saca, para R$ 147,50/saca para maio de 2021, um excelente preço, mesmo para agricultores, depois de descontada a diferença para o mercado de balcão, considerando custos de menos de R$ 80,00/saca para o próximo ano. Os mercados de balcão de safra velha são meramente decorativos e os de safra nova acompanham a comercialização da safra, que já atingiu mais de 50% no estado”, completa.

               
Preço soja referência (chicago ):$/MT 526,90   25/nov    
               
Preço Brasil - esalq - Paranaguá: $/MT 503,25   25/nov    
               
Preço Brasil - MI - Paranaguá: $/MT 514,98   25/nov    
PREÇO REFERÊNCIA FAS PARANAGUÁ NET.  Preço Brasil MI = R$ 165 por saca    
               

No Paraná, os preços ainda estão inalterados, o mercado travado, e existem negócios apenas para safra 2021. “Para safra nova, posto Ferrovia, em Maringá, para entrega até 20/03 com pagamento 15/04/21 R$ 140,20. Em  Paranaguá  só  houve  cotações  para  o  mercado  futuro:  para  2021, entrega  até  20/03  com  pagamento  15/04/21  R$  146,10;  entrega  Abril com  pagamento  30/04/21  R$  145,00;  entrega  Maio  com  pagamento 30/05/21 R$ 145,20; entrega Junho com pagamento 30/06/21 R$ 146,00 e entrega Julho com pagamento 30/07/21 R$ 147,10. Para 2022 entrega Fevereiro  com  pagamento  30/03/22  R$  127,10  e  entrega  Março  com pagamento 30/04/22 R$ 127,10”, indica.

Já o Mato Grosso do Sul segue vendendo. “Da  safra  2019/20  foram  negociadas  hoje  no  estado  somente  500  toneladas  conhecidas,  diante  da  quase  total  falta  de  disponibilidade  do produto. Indústrias gaúchas indicando R$ 154,00 + ICMS CIF, para Dezembro, lotes pontuais.  Da safra 2020/21 não houve reportes nesta quarta-feira”, conclui.

O estado do Mato Grosso é o maior produtor de soja do país. Na safra passada foram 35,4 milhões de toneladas e nesta estão previstas 36,8 milhões de toneladas. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) o Mato Grosso saiu da 6ª para a 5ª colocação como estado brasileiro que mais exporta neste ano, rspondendo por 9% de todas as vendas externas do Brasil até o fechamento de outubro. Agora só perde para São Paulo (19,9%), Minas Gerais (12,2%), Rio de Janeiro (11,1%) e Pará (9,5%).

Em valores, as vendas já atingem U$ 15,5 bilhões e acumulam U$ 1 bilhão a mais dos que o mesmo período do ano passado. É o maior registro desde 2009. A soja se mantém como o principal produto de exportação. Entre o grão e o farelo, a oleaginosa representa 60% das vendas.

A região Norte fechou os dez primeiros meses do ano com três municípios no ranking dos dez maiores exportadores de Mato Grosso. Sorriso em 2º, Sinop em 6º e Nova Mutum em 7º integram a lista, que é liderada por Rondonópolis. Em relação ao consolidado de 2019, a região perdeu Matupá que reduziu as vendas externas em 47% e caiu para o 18º lugar, cedendo seu lugar para Campo Verde.

Rondonópolis que está em primeiro, teve alta de 15,5% nas exportações e ultrapassou Sorriso, que teve retração de 9,1% nas vendas externas. O município do Sul já exportou U$ 1,488 bilhão contra U$ 1,483 bilhão de Sorriso. Cada um responde por 10,5% das exportações mato-grossenses.

INDICADOR DA SOJA ESALQ/BM&FBOVESPA - PARANAGUÁ
  VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
26/11/2020 161,24 -0,80% -1,41% 30,25
25/11/2020 162,54 0,38% -0,61% 30,56
24/11/2020 161,92 -0,64% -0,99% 30,07
23/11/2020 162,96 -0,40% -0,35% 29,97
20/11/2020 163,62 -0,21% 0,05% 30,46
         

Um outro ponto de atenção refere-se a questão de entender quanto o Brasil vai colher na safra 2020/21 de soja , a qual tem sido uma matemática difícil neste momento em que a marca mais forte da temporada tem sido a irregularidade. O plantio caminha com atraso diante da má distribuição e baixos volumes de chuvas. Mais do que isso, elas demoraram a chegar em muitas regiões. 

E embora algumas melhoras tenham sido observadas nos últimos dias, há ainda muitas regiões em todo Brasil que sofrem com condições extremamente severas de clima. Ao Notícias Agrícolas, profissionais do mercado relataram casos como o do município de Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, onde as chuvas somam apenas 30 mm desde setembro. 

Casos como estes são bastante frequentes. Trata-se de um ano de La Niña e o cenário de irregularidades, portanto, já era esperado. Do mesmo modo, há regiões do país onde as chuvas são mais abundantes e os trabalhos caminham para sua etapa final e onde as perspectivas são positivas, como é o caso do estado de Goiás. 

Ao Notícias Agrícolas, o presidente da Aprosoja Goiás, Adriano Barzotto, afirma que depois do atraso registrado no início da semeadura, com as precipitações de volta os trabalhos de campo ganharam ritmo e recuperaram o tempo perdido no início da temporada. 

Em Mato Grosso, de acordo com os últimos números do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), 98,47% da área já foi semeada com a oleaginosa e o índice supera o mesmo período do ano passado. "Apesar de os trabalhos estarem quase finalizados, muitas áreas precisaram ser ressemeadas no estado", diz o boletim semanal do instituto.

Em contrapartida, os problemas mais graves estão sendo registrados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em São Borja/RS, por exemplo, a condição de chuvas abaixo da média já duram cerca de um ano e os impactos no campo são grandes. Os relatos são de Albano Antônio Strieder, engenheiro agrônomo do Sindicato Rural do município, em entrevista ao Notícias Agrícolas. 

O Notícias Agrícolas levantou as opiniões de alguns nomes importantes do setor para entender quais são suas perspectivas para a nova safra de soja do Brasil. 

O novo levantamento da Cogo Inteligência em Agronegócio será divulgado em 11 de dezembro, porém, Carlos Cogo, sócio-diretor da consultoria, já afirma que seus últimos números estimados de 135,2 milhões de toneladas para a soja e 110 milhões para o milho - entre safra de verão e safrinha - já estão descartados. "Não há mais como buscar esses números porque as safras já estão perdendo potencial produtivo. Então, o novo levantamento já terá esses descontos nas safras de verão". 

Os problemas mais graves estão sendo registrados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A falta de chuvas persiste em ambos os estados e no gaúcho o déficit hídrico varia de 300 a 700 mm em 12 meses e, como explica Cogo, "com as chuvas previstas não tem como recuperar isso". O RS, segundo dados meteorólgicos avaliados pela consultoria, já registra uma considerável variedades de perdas em uma ano típico de La Niña, de 8% a 40%. "Não há umidade e nem reservas hídricas para buscar uma soja nos mesmos níveis de produtividade estimados inicialmente", completa Carlos Cogo. 

Já, na perspectiva de Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, a safra continua com potencial para alcançar algo entre 133 e 135 milhões de toneladas, com um uma área cultivada perto de 38 milhões de hectares. "As chuvas melhoraram nos últimos dias e há tempo para a recuperação das lavouras e aos poucos a situação vai se normalizando", explica Brandalizze. 

Ainda segundo o consultor, houve também muito investimento dos produtores brasileiros em tecnologia, o que também faz diferença em anos como este. 

Enquanto isto, Luiz Fernando Gutierrez, analista de mercado da Safras & Mercado, diz : "Ainda não mexemos nos nossos números", . "O clima está bem irregular ainda, semanas sem chuvas, outras com chuvas mas não em todos os estados, e teremos pouca ou nenhuma umidade no Centro-Oeste, Sudeste, parte do Sul, é preocupante. Mas, ainda digo que é cedo para falarmos em perdas, mas sabemos que elas vão aparecer". 

O que deve ser monitorado nestes próximos meses, como afirma Gutierrez, é a amplitude e o tamanho dos problemas e das perdas de produtividade que deverão sr confirmados a frente. O novo levantamento da Safras sai em dezembro e, "provavelmente teremos alguns ajustes negativos em algumas produtividades esperadas, ou áreas plantadas", diz o consultor.  

Novos levantamentos de consultorias serão divulgados nos próximos dias e o Notícias Agrícolas vai atualizando as informações, trazendo os números em primeira mão. 

 

 

 

 

 

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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