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Conflito na UFSC domina pronunciamentos na sessão desta quinta-feira (27)

Publicado em 28/03/2014 Editoria: Política Comente!


Sessão ordinária desta quinta-feira (27). Foto: Fábio Queiroz/Agência AL

Sessão ordinária desta quinta-feira (27). Foto: Fábio Queiroz/Agência AL

O conflito entre estudantes e policiais militares, ocorrido no campus da UFSC de Florianópolis na última terça-feira, voltou a dominar a tribuna do plenário da Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira (27).

Em seus pronunciamentos, os deputados qualificaram a ação da Polícia Federal (PF) no episódio como exagerada e cobraram mais rigor da reitoria da instituição com os estudantes flagrados fazendo uso de entorpecentes.

Para deputado Sargento Amauri Soares (PSOL), o confronto, ocorrido na região conhecida como "bosque", nas proximidades do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, teve como principal causa o excesso de força utilizado pelas forças policiais contra os estudantes.

O fato, acrescentou o parlamentar, teria como base a visão "preconceituosa" do Delegado Superintendente da PF no estado, Paulo César Barcelos Cassiano Júnior, que estaria tentando desestabilizar a administração da unidade. "O que ele quer é jogar a sociedade contra a universidade e a comunidade acadêmica contra a reitora", ressaltou o parlamentar.

Sem contestar os questionamentos de Amauri Soares sobre a atuação das forças policiais, outros parlamentares, no entanto, apontaram equívocos no posicionamento da administração da UFSC em relação ao caso. Um dos mais contundentes foi o deputado Mauricio Eskudlark (PSD), que acusou a reitora Roselane Neckel de ser excessivamente tolerante com os alunos flagrados utilizando maconha na instituição.

Ainda de acordo com Eskudlark, os domínios da universidade não podem ser encarados como um enclave dentro do estado, uma área onde os representantes das forças de segurança não podem se fazer presentes. "A sociedade cobra da polícia uma ação, que neste caso cumpriu com o seu papel. Quanto mais fecharmos as portas às drogas, mais estaremos contribuindo para um país melhor", defendeu.

Angela Albino (PCdoB), por sua vez, criticou o que considera uma "glamourização" entre os estudantes do uso da maconha. Para a parlamentar, o entorpecente não deve ser encarado como algo natural ou inofensivo, mas sim como financiador de ações criminosas.

Já o deputado Ismael dos Santos (PSD) apostou no diálogo como forma de resolver os atritos existentes e recuperar o prestígio da UFSC como unidade de ensino de qualidade. "Precisamos agora de bom senso, tanto da reitoria quanto da PF. Nessa perspectiva, queremos que o Parlamento possa dar sua contribuição na reabertura do diálogo pelas duas partes e recuperar a universidade como centro acadêmico de ciência, conhecimento e porque não, de princípios e de valores".

 

 

 

› FONTE: ALESC

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