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Fisioterapia auxilia no tratamento do câncer de mama

Publicado em 24/10/2013 Editoria: Saúde Comente!


foto: Divulgação

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Especialistas explicam como os exercícios podem ajudar a melhorar as condições físicas para encarar a radioterapia

A fisioterapia é uma aliada no tratamento do câncer de mama e muitas pessoas desconhecem a importância. Após a mastectomia, cirurgia para a retirada do tumor, é muito comum que a mulher perca a amplitude de movimentos do braço, bem como o aparecimento de edemas na região. “A fisioterapia auxilia justamente nesses problemas”, explica a fisioterapeuta Marina Ribeiro, gestora do portal Fisioterapia.com.

Segundo Marina, antes de realizar a cirurgia, a paciente pode realizar drenagem linfática no membro, visando os gânglios que serão atingidos, para diminuir o edema pós-cirurgia. “Um trabalho de fortalecimento muscular local também pode ser importante para ajudar na recuperação da amplitude de movimento”, afirma.

De acordo com a fisioterapeuta, depois da cirurgia é essencial que a mulher volte às sessões de fisioterapia para que consiga movimentar o braço normalmente. “A quantidade de sessões depende da extensão da cirurgia e do envolvimento da paciente, mas, em casos complexos, o tratamento costuma a demorar, pelo menos, 12 atendimentos”, conta.

Superação  

O que muitos desconhecem é que para dar continuidade ao tratamento do câncer, principalmente nas sessões de radioterapia, a mulher precisa posicionar o antebraço atrás da cabeça, mas por falta de informação e acesso ao tratamento fisioterápico, muitas sofrem para deixar o braço nessa posição. “Vi muitas mulheres sentido essas dores, então ia ensinando alguns exercícios que eu aprendi nas sessões de fisioterapia”, conta Maria Goreti Favoreto Ribeiro (55), que descobriu há dois anos a doença.

De acordo com a coordenadora da pós-graduação em Fisioterapia Dermatofuncional e Cosmetologia da Faculdade Inspirar, Denise Dias Xavier, a radioterapia queima os tecidos e, com isso, pode ocorrer o enrijecimento da pele, podendo ser superficial ou profundo, o que limita ainda mais os movimentos. “Temos exercícios preventivos e técnicas de terapias manuais que melhoram a função do braço”, explica.

Segundo Maria, dez dias após a cirurgia ela iniciou as sessões de fisioterapia. “Depois da cirurgia é como se o braço tivesse morrido: fica preso, grudado ao corpo”, relata. “Mas por conta desse tratamento fui retomando os movimentos e, quando chegou a hora de fazer a radioterapia, eu não sofria por isso”, enfatiza. Atualmente, Maria está muito bem de saúde e finalizando o tratamento com medicamentos.

 

 

 

› FONTE: Lide Multimídia - Assessoria de Imprensa

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