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Puxada pelo Brasil, América do Sul lidera exportação de grãos

Publicado em 19/08/2016 Editoria: Economia Comente!


Demanda por matéria-prima originou crescimento de 700% nas exportações de grãos, nos últimos vinte anos; destaques e desafios da região serão debatidos no 4º Fórum de Agricultura da América do Sul

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai se fortalecem, a cada ano, como líderes na agricultura global, tanto pela extensão territorial, quanto pela capacidade de produção agrícola. Principais exportadores de grãos da América do Sul, esses países registraram, nas últimas duas décadas, salto de aproximadamente 700% nas exportações de soja e milho. Na safra 2015/16 foram 123,9 milhões de toneladas embarcadas, 29% a mais que os Estados Unidos da América.

“Os dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) ainda mostram que o Brasil, sozinho, representa mais de dois terços do total exportado. Um ótimo desempenho nos embarques internacionais de grãos que vem sendo experimentado nos últimos anos e pode dar fôlego à economia da região”, avalia Giovani Ferreira, coordenador do 4º Fórum de Agricultura da América do Sul (Agricultural Outlook Forum 2016).

Curitiba recebe o evento internacional na próxima semana, nos dias 25 e 26 de agosto, e terá dois especialistas no painel “Grãos: o mercado da demanda”. Além do Brasil, que mantém a liderança no agronegócio sul-americano, o destaque este ano é a Argentina e o aumento de 68% nas exportações agrícolas no primeiro trimestre de 2016, boa parte devido às mudanças na política tributária implementadas pelo presidente Mauricio Macri.

“Embora, em alguns aspectos, os dois sejam concorrentes em certos mercados, há sinergias para se explorar e áreas para se trabalhar em conjunto”, aponta Guillermo Rossi, economista argentino e um dos palestrantes do Fórum. O especialista em grãos e biocombustíveis vai falar das três principais

determinantes da demanda por grãos – o consumo humano, o consumo animal e os biocombustíveis – e oferecerá um panorama do agronegócio sul-americano nos últimos anos, bem como perspectivas para o futuro, inclusive na relação entre Brasil e Argentina.

Para Glauco Monte, diretor de commodities da INTL FCStone, que também participa do painel, ser o líder e representar uma área de doze milhões de quilômetros quadrados – mais que as áreas dos Estados Unidos e da União Europeia - significa estar muito bem preparado para a demanda. “As mudanças climáticas são um grande desafio e precisamos de tecnologia pra contornar. Também temos que melhorar nossa infraestrutura logística, investir em ferrovias e produzir mais carne, por exemplo, que demanda soja, para que o grão circule aqui com valor maior”, opina Monte.

O Fórum de Agricultura da América do Sul ocorre nos dias 25 e 26 de agosto, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. Em sua 4ª edição, o evento se consolida como palco de debate do agronegócio mundial a partir da perspectiva sul-americana e tem como tema central “Nova estratégia para uma nova agricultura”. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até a véspera do evento. A programação completa e informações sobre os palestrantes confirmados estão disponíveis no site www.agrooutlook.com.

› FONTE: Centro de Comunicação

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