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Especialista alerta mulheres sobre o cuidado com a tireoide

Publicado em 20/05/2016 Editoria: Saúde Comente!


foto divulgação internet

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Myrna Campagnoli, endocrinologista é quem dá as orientações

As doenças da tireoide ocorrem em ambos os sexos. No entanto, são de 5 a 10 vezes mais frequentes nas mulheres do que nos homens. A triagem para disfunção tireoidiana, realizada através da dosagem do hormônio TSH, é importante a partir dos 35 anos, especialmente para as mulheres. Se o TSH for normal, esta dosagem deve ser repetida a cada cinco anos. A frequência deve ser maior, caso ocorram sintomas compatíveis com doença da tireoide ou na presença de fatores de risco, sendo o principal deles a história de outros familiares acometidos. A orientação é de Myrna Campagnoli, endocrinologista do Lâmina Medicina Diagnóstica.

De acordo com a especialista, a maior incidência de doenças da tireoide no público feminino se deve, principalmente, aos efeitos hormonais provocados pela gestação e pela menopausa. "Também sabemos que as mulheres são mais preocupadas com a saúde e, portanto, fazem mais exames. Este fator contribui para que a identificação de doenças hormonais seja maior e mais precoce no público feminino. Então, é possível que nos homens haja uma ocorrência maior do que a atualmente conhecida", justifica.

A médica descreve que a tireoide é uma glândula endócrina de formato semelhante ao de uma borboleta, localizada na região anterior do pescoço, que produz os hormônios tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). Esses hormônios têm um importante papel na manutenção do metabolismo e do funcionamento normal do organismo. A médica relaciona as alterações tireoidianas mais comuns, como o hipertireoidismo (aumento da função) e o hipotireoidismo (diminuição da função) ou anatômicas, representadas pelo bócio difuso (aumento da glândula) ou bócio nodular (sob a forma de nódulos). Além disso, podem ocorrer, com menos frequência inflamações, infecções e neoplasias.

No hipertireoidismo ocorre o aumento da produção hormonal e o corpo funciona de forma acelerada. Os principais sintomas são: palpitações, nervosismo, insônia, sudorese e pele quente, tremores das mãos, perda de peso e aumento das evacuações. Ao contrário, no hipotireoidismo, a produção de hormônios tireoidianos está diminuída, o organismo fica com as funções mais lentificadas, o que acarreta sintomas como desânimo, sonolência, diminuição da memória, câimbras, edema (inchação), queda de cabelos, pele seca e constipação intestinal, informa a especialista.

Esses sintomas podem ser percebidos também em uma glândula que funcione normalmente. Nesse caso, pode haver aumento de toda a glândula (bócio difuso) ou a formação de nódulos (bócio nodular), que podem ser de tamanhos pequenos ou grandes, e únicos ou múltiplos. A maioria dos nódulos, segundo a médica, é benigna, mas, em menor proporção, nódulos malignos também são observados.

Nos adultos, além do hiper e do hipotireoidismo, pode-se encontrar nódulos em 4% da população. Nas grávidas, as tireoidopatias são as doenças endócrinas mais frequentes e, após o parto, 10% podem apresentar a tireoidite pós-parto, que se manifesta como hipertireoidismo ou hipotireoidismo. Nos idosos os sinais podem ser confundidos com outras alterações encontradas nessa idade, e a tireoide é propensa a apresentar mais nódulos. As crianças também podem desenvolver distúrbios da tireoide. "Portanto, em presença de alterações de crescimento ou desenvolvimento, a dosagem hormonal deve ser realizada", comenta.

› FONTE: Talk Assessoria de Comunicação

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