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Médicos decidem manter atendimento em Lages

Publicado em 26/07/2017 Editoria: Cidades Comente!


Assembleia dos médicos em Lages / Foto: Afonso Bueno Juniot

Assembleia dos médicos em Lages / Foto: Afonso Bueno Juniot

Reunidos em assembleia geral nessa terça-feira (25), os médicos da emergência do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP), em Lages decidiram que irão manter as atividades normalmente até o mês de setembro. Esse foi o período estipulado pela administração do hospital para quitar os salários atrasados. Há cinco meses, aproximadamente 85 profissionais estão recebendo apenas 60% dos vencimentos.

Um pouco antes da assembleia, em audiência de conciliação realizada na 1ª Vara do Trabalho de Lages, representantes da Sociedade Mãe Divina Providência, administradora do hospital que alega não pagar os médicos por atraso de repasse do estado, comprometeu-se em honrar o compromisso com os profissionais, tão logo a verba para unidade seja liberada.

"Ficou acordado que o hospital tem até o dia 4 de agosto para fazer a prestação de contas para o estado referentes aos valores depositados este mês e após esse procedimento receberá o pagamento de mais duas parcelas que também terão que ter prestação de contas até o dia seis de setembro. Cumprindo com as etapas a última parcela do convênio entre hospital e governo será quitada no dia 15 do mesmo mês. O compromisso da administração é de que assim que receber o dinheiro repassará aos médicos os atrasados em até três dias úteis" explica o advogado do Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (SIMESC), Rodrigo Machado Leal.

"É uma pena que as negociações que deveriam ser realizadas de maneira privada tenham que vir ao público e à imprensa para que o governo e os administradores do hospital cumpram a sua parte. Estamos confiantes com os desdobramentos e vamos continuar alertas ao caso, inclusive acompanhando a renovação do convênio", acrescenta o presidente do SIMESC, Vânio Cardoso Lisboa.

O secretário do SIMESC Regional Lages, Murilo Dalponte, destaca que o hospital é referência na região, responsável pelo atendimento de 80 municípios, e o encaminhamento das negociações é uma vitória para médicos e população.

"O médico não quer parar de trabalhar e deixar de atender a comunidade. Ele quer é receber os atrasados e diante de um acordo, com data marcada para receber, resolveram dar um voto de confiança aos gestores".

O financiamento do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres é divido entre Governo Federal (50%), Estado (32%) e Município (18%)

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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