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Moradores de Palhoça protestam durante audiência sobre contorno da BR-101

Publicado em 13/08/2013 Editoria: Palhoça Comente!


Representantes da Auto Pista Litoral Sul, ANTT, Ministério Público e Phenix não compareceram ou justificaram a falta

Apenas representantes da Câmara de Vereadores e das comunidades afetadas pelo novo traçado do Contorno de Florianópolis em Palhoça compareceram na audiência pública convocada pelos legisladores do município na noite de segunda-feira (12). O clima ficou tenso durante a audiência e foi necessário reforço da Polícia Militar para controlar os ânimos dos moradores revoltados com a ameaça de perder suas propriedades.

Nenhum representante da Autopista Litoral Sul, responsável pela obra, da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), órgão que deveria fiscalizar a concessionária, da empresa Phenix, contratada pela Autopista para fazer medições e coordenar as desapropriações, ou ainda do Ministério Público apareceram ou justificaram a ausência.

As comunidades das regiões do Aririú, Alto Aririú e Guarda do Cubatão também questionam a maneira como os vereadores da cidade estão lidando com a situação. Tudo começou quando a gestão anterior da prefeitura negociou um terreno que pertencia à Colônia Penal Agrícola para a empresa Rodobens, que construiu um condomínio no local. O Contorno de Florianópolis passaria exatamente por onde hoje está o condomínio, o que obrigou a concessionária a alterar o traçado.

O problema é que o novo traçado passará por dentro de comunidades populosas. “Se a idéia da alça é tirar o tráfego de dentro dos bairros, não faz sentido ele passar por locais densamente populosos”, disse o  vereador Nirdo Artur Luz, o Pitanta. Conforme o vereador, o condomínio teria sido financiado pelo “Minha casa, Minha Vida”, apesar de algumas pessoas da comunidade dizerem que se trata de um condomínio de luxo.

Jeferson Welter, 26 anos, comerciante, diz que representantes da Phenix estão indo visitando as casas que estão no caminho do novo traçado informando que os proprietários têm dois meses para deixar os imóveis, mas não falam sobre valores de indenização. “Tem máquina invadindo terrenos particulares sem nenhuma autorização e os vereadores não estão fazendo nada”, reclama.

Conforme o deputado estadual Renato Hinnig, apesar de ele ter um terreno que fica no trajeto do contorno, ainda não foi procurado por ninguém da Autopista ou da Phenix. “A Autopista Litoral Sul tem que cumprir as diretrizes da ANTT e negociar com os moradores”, falou.

Já Ana Cláudia Truppel, integrante da Comissão do Aririú, disse que uma audiência deveria ter sido feita em outubro do ano passado para discutir o novo traçado com a comunidade, mas isso nunca aconteceu, sendo que o novo traçado foi imposto aos moradores, que agora vão brigar para que não saiam no prejuízo. 

› FONTE: Notícias do Dia

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