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É importante conversar sobre gêneros com as crianças

Publicado em 14/06/2018 Editoria: Artigos Comente!


Foto: banco de imagens - Pixabay

Foto: banco de imagens - Pixabay

Não é novidade que a discussão sobre gênero ainda causa bastante polêmica em nossa sociedade. Dentro deste grande tema encontramos muitas situações que geram diversas reflexões. Na infância e adolescência essas questões podem ser ainda mais complexas por serem etapas muito importantes no que se refere ao desenvolvimento de identidade, desejos e autonomia. 

Uma dessas questões mais comuns, nas escolas e em famílias constituídas também por crianças, é no que se refere aos brinquedos, brincadeiras e jogos que trazem com eles a herança de uma sociedade ainda bastante sexista. Nela, é corriqueiro supor que meninas tenham mais interesse por brincadeiras como “casinha” e brincar de bonecas enquanto meninos buscam carrinhos, videogame e artes marciais.

Um fator importante que deve ser lembrado é o quanto os meios de comunicação e a publicidade também podem influenciar nessas escolhas estereotipadas, visto que os comerciais, vinculados aos programas, canais e vídeos – a exemplo dou Youtube - destinados ao público infantil, estimulam o consumo de produtos em relação ao gênero.

Essa delimitação do “rosa” para meninas e do “azul” para meninos tende a restringir a liberdade de escolha, que poderia ser mais natural e representar espontaneamente o desejo e a preferência da criança. As brincadeiras atuam na experimentação de outros personagens, desenvolvimento da motricidade, linguagem corporal e oral, papeis sociais, etc. Portanto, os pais e a escola têm papeis fundamentais na mediação das crianças e suas atividades lúdicas, afim de ampliarem as possibilidades de interação e conhecimento de diferentes áreas.

Deste modo, não é interessante para a construção de identidade de uma criança que ela seja induzida diretamente a escolher atividades lúdicas a partir do seu gênero. O ideal é que elas escolham a partir dos seus interesses. Afinal de contas, já estamos passando por grandes transformações sociais em que a dicotomia homem-mulher vem se dissolvendo. E em contrapartida, as atividades, sejam elas domésticas ou profissionais, buscam a igualdade entre os gêneros.

 

Por Amanda Corrêa - Psicóloga do Sistema de Ensino Energia

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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