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Desenvolvimento e turismo em SC (1)

Publicado em 17/04/2018 Editoria: Artigos Comente!


Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Vinicius Lummertz – Ministro do Turismo

Tenho absoluta certeza de que se o saudoso ex-governador Luiz Henrique lesse o editorial e a reportagem especial da edição de 7 de fevereiro da revista Exame ele se emocionaria às lágrimas. Desenhando um amplo cenário da economia brasileira do pós-recessão – e mostrando que a saída da crise é desigual entre os estados – o editorial Carta de Exame se intitula “O exemplo entre nós”, e o exemplo mais perfeito escolhido pela revista foi o de Santa Catarina. Na reportagem, depois de enumerar as razões que levam o Estado a disparar diante dos demais e demonstrar que, se vários outros tivessem feito a lição de casa ao longo das últimas décadas, hoje estariam bem longe da crise, Exame lamenta: “O problema é que o Brasil não é Santa Catarina”.

Para corroborar com o entusiasmo da revista com a economia catarinense, vou listar apenas alguns números recentes sobre o desempenho do Estado:  1. Arrecadação 7,3% maior do que em 2016 – cerca de R$ 24 bilhões; 2.  Aumento de 4,5% na produção industrial também em relação ao ano anterior, o 2º melhor resultado do Brasil; 3. Comércio: ‘crescimento chinês’ de 13,5%, enquanto no país foi de 2%; 4. Exportações subiram 12%, chegando a US$ 8,51 bilhões. Poderia enumerar muitos outros dados impressionantes, mas faltaria espaço.

Mas, como chegamos a esta situação ímpar entre os estados brasileiros? Sem dúvida, temos que reverenciar em primeiro lugar os colonizadores europeus que aqui chegaram a partir da segunda metade do Século 19. Foram eles que realizaram a árdua tarefa de desbravar a terra e descobrir quais eram suas vocações econômicas. Fizeram isso de modo isolado, em cada região conquistada e, até recentemente, seria uma temeridade afirmar que Santa Catarina era um estado uno e integrado.

A segunda reverência deve ser atribuída aos “visionários” catarinenses. É assim que vamos chamar aqueles que, entre as décadas de 60 e 80, constituíram a ‘intelligentsia’ deste Estado, “pensaram” seu futuro e transformaram isso em obras e ações. Não quero nem vou ser injusto com dezenas de personalidades que constituíram este grupo, por isso vou citar apenas alguns exemplos, como o professor José Arthur Boiteux (fundação da UFSC), Glauco Olinger (agricultura), Aury Bodanese (cooperativismo), Celso Ramos (indústria), Colombo Salles (gestão pública) e o professor Alcides Abreu, um elo entre os integrantes do grupo e que esteve na alma da criação de instituições como o Besc, Badesc, Udesc, Celesc, UFSC e o BRDE.

O caminho estrutural indicado por esses “pensadores” teve a qualidade de ser respeitado pelos governadores desde então. Estava assim lançada a base do estado-empresa, que juntamente com o turismo, será abordado no artigo da próxima edição.

 

› FONTE: Floripa News (www.floripanews.com.br)

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