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Raspas e Restos - Por Francisco Alpendre

Raspas e Restos Por Francisco Alpendre

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O Chato Florianopolitano, A Nossa Esquerda Caviar ou o Perfeito Idiota Ilhéu

Publicado em 03/12/2013 Comente!


Tenho muito receio em escrever textos com dois títulos. Parece que o autor não se decidiu, então transfere ao leitor a obrigação de transformar dois em um só.Vamos revolucionar e dar logo três. O leitor que se vire..

Vou lhe dar algumas dicas para reconhecer o chato florianopolitano, nosso legítimo representante da esquerda caviar. Primeiramente uma breve explanação: o termo esquerda caviar foi popularizado em nosso país por Rodrigo Constantino, uma das poucas vozes anti-estatizantes do Brasil atual. Depois de escrever uma bela obra sobre porque é importante privatizar tudo em nosso país (Privatize Já), o aclamado autor, representante legítimo da nova direita brasileira, disserta acerca da boçalidade e das verdadeiras intenções por trás daqueles que verbalizam suas intenções de viver em um mundo “melhor e mais igual” mas, na prática, vivem em suas vidas de luxo e curtição, sem medo de acontecer um amanhã.

O chato florianopolitano sempre tem algo a reclamar. De dois em dois anos ele vocifera (sempre em redes sociais, evidente) contra a sujeira deixada pelos políticos nas eleições. Mas o perfeito idiota não tem a menor preocupação em inteirar-se do processo político. O nosso herói vota em quem pedem pra ele votar. Na eleição de vereador, no amigo do peito, embora não tenha a menor ideia de para que serve um vereador em Florianópolis. Na de deputado estadual, no que pode dar um cargo pra si ou para algum amigo. Deputado federal ou senador ele não sabe pra que serve. Governador é um homem importante.

Presidente? Vade retro esse PT! Como é imbecil esse Lula. Não suporto essa Dilma. A nossa esquerda caviar local nunca deixa de falar no trânsito. Como piorou, como não dá pra chegar em lugar algum hoje em dia. No que está virando nossa cidade, etc. Só que o nosso fauno não deixa de pegar um carro para ir no posto da esquina. Desconhece qualquer meio alternativo de transporte que não venha com quatro rodas e movido a gasolina. Não sabe fazer contas – se todo dia x números de carros são colocados na rua e as vias continuam as mesmas, em breve essa conta não irá fechar, certo? O nosso herói tem por vezes 4 carros na garagem, onde moram quatro pessoas. Lógica, para ele, só existe em função de um status cafona e bobo, que seu grupo julga que tem.

O perfeito idiota ilhéu julga que mora numa república própria – em um mundo dividido entre “eles” e “nós”. Movido pelo sentimento de posse, possivelmente proveniente da acumulação primitiva do capital marxista que ele diz nas faculdades da vida que leu, não se cansa de afirmar que “estão destruindo o nosso paraíso”. Aliás, repare como o perfeito idiota sempre se refere à nossa cidade como “paraíso” e qualifica qualquer um que não seja daqui como “paulista bobo” ou “haole”. O “paraíso” para o nosso amigo, consiste exclusivamente em uma cerveja na beira da praia. Não existe produção, ambição, qualquer coisa. Só o que a natureza produz. Mal sabe que ele que somos todos humanos, homens ou mulheres. E ninguém ganhou direito adquirido sobre coisa alguma que é do bem coletivo.

O pior do chato é que, além dele ser chato, não muda nada. Não produz nada. Não se mobiliza. Não senta ou levanta ou faz acontecer. Não exerce qualquer papel que vai além de emitir um post no Facebook e ficar extasiado quando recebe 50 curtidas. Espera o tempo passar. Acha que liga para o futuro mas no final está se danando pra ele. Mal sabe que o futuro que irá se danar pra ele quando chegar. E que irá pegar também inteiramente o nosso “paraíso”. Seja você um representante dessa espécime ou não. O perfeito idiota ilhéu inibe e não destranca qualquer discussão a respeito de nossa cidade. Pior, não leva adiante qualquer ação que possa transformá-la ou adaptá-la aos tempos modernos. Vive de nostalgia – normalmente de memórias que não são as dele, mas do pai, que tanto mamou na teta pública e que agora a fonte secou. Já foi maior.

O perfeito idiota ilhéu fingirá que esse texto não é com ele. Indicará para amigos, fará elogios. Só cuidado ao se olhar no espelho depois de ler, caro leitor.

Pode escorrer um pouco de caviar do canto da boca...

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