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Alho pode se tornar opção de renda no Alto Vale do Itajaí

Publicado em 23/11/2015 Editoria: Esportes Comente!


Foto: Marco Lucini/Epagri

Foto: Marco Lucini/Epagri

O alho é uma cultura que exige frio e cujas plantas só formam o bulbo, ou a cabeça, depois de essa necessidade ser atendida. Por isso, as lavouras catarinenses se concentram em Curitibanos, no Planalto Serrano. No Alto Vale do Itajaí, por conta dessa exigência, ainda não há cultivo de alho com fim comercial. Mas uma experiência da Epagri em parceria com produtores de Rio do Campo pode mudar essa realidade.

Técnicos da Empresa e os agricultores Orlando Steinbach e Roberto Jarosz fizeram o plantio experimental dos cultivares de alho-roxo Ito e São Valentim. Antes de serem plantadas, as sementes passaram por um período de vernalização, ou seja, foram armazenadas em câmara fria para que ocorresse uma brotação uniforme dos dentes e, principalmente, para favorecer a melhor formação do bulbo na maturação.

Plantio experimental em Rio do Campo. Foto: Gilmar Dalla Maria/EpagriO plantio foi realizado no dia 22 de julho, depois de um longo período chuvoso. “Mesmo em condições climáticas extremamente adversas para a cultura, a produção se mostrou bastante promissora, com produtividade estimada em 10t/ha”, conta o engenheiro-agrônomo Gilmar Ramos Dalla Maria, extensionista da Epagri no município.

O resultado motivou os técnicos a elaborar um projeto de produção de alhos nobres no Alto Vale. No ano que vem, serão instaladas dez unidades de observação na região, com dois cultivares expostos a diferentes níveis de frio. O objetivo é determinar quantas horas de câmara fria serão necessárias para produzir em cada microclima da região.

O projeto será coordenado pela Gerência Regional de Rio do Sul e pela Estação Experimental de Ituporanga, com apoio de técnicos dos municípios de Rio do Campo e Curitibanos. “Se no próximo ano os resultados se repetirem, a região poderá se tornar uma importante produtora de alhos nobres. Essa será uma excelente opção de diversificação de renda para as famílias rurais”, diz o extensionista.

› FONTE: Secretaria de Estado de Comunicação - Secom

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